Francisco José da Costa e Amaral (Portalegre, 14 de Agosto de 1798 - Lisboa, 11 de Setembro de 1862) foi um magistrado, juiz e político português.
Família Filho de Alexandre Manuel do Amaral, Proprietário em Portalegre, e de sua mulher Luísa Rosa da Costa e Lobão e irmão de José Avelino da Costa e Amaral (Portalegre - ?), abastado Proprietário em Portalegre e Lisboa.
Biografia Bacharel formado em Direito, em Cânones e em Leis, pela Faculdade de Leis e pela Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, dedicou-se à Magistratura, foi nomeado Juiz de Fora de Cabeço de Vide em 1822, cargo que exerceu até 1826, data em que foi transferido para Avis. Foi muito perseguido pelas forças Miguelistas. Fidalgo da Casa Real, em 1834, foi nomeado Ouvidor e Juiz de Direito da cidade de Macau, mas teve divergências profundas com o Governador do território, Bernardo José de Sousa Soares de Andrea, sobre a execução da Legislação do Governo Liberal.
Foi eleito Senador do Reino pela Província de Goa, pelo Estado Português da Índia, para a Legislatura que decorreu de 9 de Dezembro de 1838 a 25 de Fevereiro de 1840. No entanto, só prestou juramento a 7 de Janeiro de 1840, tendo transitado para a Legislatura seguinte, que decorreu entre 25 de Maio de 1840 e 10 de Fevereiro de 1842, durante as quais fez parte de três Comissões Parlamentares, duas em datas desconhecidas de 1840.P/5; Diário do GovernoP/10; Diário do Governo e uma em data desconhecida de 1841,P/36; Diário do Governo Não há registo de nenhuma intervenção sua na Câmara dos Senadores; não obstante, consta como tendo tido vinte e uma Intervenções, a 13 e 31 de Janeiro, a 11, 13 e 20 de Fevereiro, a 29 e 30 de Julho, a 3 e 25 de Agosto, a 19 de Setembro, a 20 de Outubro, a 6, 9, 13, 14, 16, 18 e 28 de Novembro de 1840, e a 13, 21 e 25 de Janeiro de 1841.Diário do Governo
Em 1851, foi nomeado Vogal Extraordinário do extinto Conselho Ultramarino, passando, pouco depois, a Vogal Efectivo.
Foi Membro da Sociedade Literária Patriótica, era Comendador da Real Ordem Militar de Cristo e pertencia ao Conselho de Sua Majestade Fidelíssima a Rainha D. Maria II de Portugal e o Rei D. Fernando II de Portugal.
Casamentos e descendência Casou primeira vez em Macau, no Oratório das casas de seu avô dela, registado na Sé, a 30 de Outubro de 1837O registo não indica o nome dos pais do noivo. com Maria Antónia Pereira Goulart da Silveira, viúva sem geração de Bernardo Duarte dos Santos, filha de Francisco Goulart da Silveira (Matriz, Horta - Sé, Macau, 21 de Agosto de 1835)Chegou pela primeira vez a Macau a 25 de Junho de 1803, como Capitão do navio Colinas ("Arquivos de Macau", Outubro de 1967, p. 228). Aqui se radicou, dedicando-se ao comércio e ao transporte de mercadorias, de parceria com seu sogro. Foi Almotacé da Câmara em 1809 (A.H.M., Leal Senado, Cód. 9, fl. 66), Juiz Ordinário do Leal Senado em 1810 e Vereador em 1822 e 1828. Em 1829 foi eleito Irmão da Santa Casa da Misericórdia (A.H.M., Santa Casa da Misericórdia, Livro dos Termos das Eleições, Cód. 144), sendo mais tarde Provedor. Era Proprietário de duas ações da Casa de Seguros de Macau, fundada pela Carta Régia de 18 de Maio de 1810. e de sua mulher (Santo António?, Macau) Rosa PerpétuaPor vezes Rosa Maria. Viana Pereira (Macau - ?), a qual casou segunda vez com o irmão de seu genro acima referido, com geração extinta, com geração, sem mais notícias.
Casou segunda vez a 14 de Setembro/Dezembro de 1853 com Maria Hipólita de Sousa Almeida e Vasconcelos (12 de Dezembro de 1822 - 17 de Fevereiro de 1855), filha do 1.º Barão de Alvaiázere e sobrinha materna do 1.º Barão de Santa Comba Dão, sem geração.
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