"We All Want Love" é uma canção da cantora barbadense Rihanna, gravada para o seu sexto álbum de estúdio, Talk That Talk (2011). Composta por Ester Dean, Ernest Wilson, Steve Wyreman e Kevin Randolph, com a produção musical a cargo de Wilson sob o seu pseudónimo artístico No I.D. e direção vocal conduzida por Kuk Harrell, é uma balada com influências diretas de pop rock. A sua instrumentação assenta no recurso a acordes contínuos de guitarra acústica e guitarra elétrica, linhas melódicas de baixo, apontamentos harmónicos de teclados e uma percussão comedida de bateria, enquanto a narrativa lírica explora a necessidade humana universal de afeto, pertença e intimidade emocional.

A receção crítica atribuída à obra foi predominantemente favorável: diversos analistas elogiaram a contenção e a sensibilidade da interpretação vocal de Rihanna, considerando o tema uma pausa contemplativa e revigorante perante as faixas dançantes e sexualmente explícitas do álbum, traçando paralelismos melódicos com "Halo" (2009), de Beyoncé, e com as texturas de guitarra associadas à banda Red Hot Chili Peppers. Em termos comerciais, apesar de não ter sido promovida como single de trabalho individual nas estações de rádio, a composição ingressou nas tabelas musicais na sequência da edição do disco, alcançando a 66.ª posição na contagem internacional de descarregamentos digitais da Coreia do Sul e o 188.º posto na britânica Official Singles Chart.

Antecedentes e desenvolvimento Após a receção comercial e crítica favorável alcançada pelo seu quinto álbum de estúdio, Loud (2010), Rihanna revelou através da rede social Twitter (X) que o projeto seria alvo de uma reedição alargada com temas inéditos no outono de 2011, afirmando que a era do disco prosseguiria com a adição de novo reportório. Contudo, em setembro desse mesmo ano, a artista esclareceu que a ideia de relançamento havia sido abandonada, sustentando que o álbum anterior representava um corpo de trabalho autónomo e que o público justificava a conceção de um projeto inteiramente novo.

Em agosto de 2011, durante uma entrevista com o espaço Mixtape Daily do canal MTV News, o produtor Verse Simmonds, da dupla The Juggernauts, responsável pela conceção do tema "Man Down". revelou que a intérprete se encontrava a ultimar as gravações do seu sexto trabalho de estúdio durante as pausas da digressão The Loud Tour. O produtor adiantou que a sua equipa havia submetido maquetes adicionais após o entusiasmo demonstrado pela cantora perante as novas orientações musicais. A 15 de setembro de 2011, Rihanna confirmou aos seus seguidores que o processo de captação decorria em ritmo acelerado e reiterou a previsão de lançamento para o último trimestre do ano civil.

Estrutura musical e composição

"We All Want Love" é uma balada melodiosa de andamento moderado fundamentada nas linguagens do pop rock e da música acústica contemporânea, possuindo uma duração temporal de 3 minutos e 57 segundos. A produção musical esteve a cargo do produtor norte-americano No I.D., tendo as sessões de gravação decorrido ao longo de 2011 nos estúdios 4220 Studios, em Hollywood, sob a supervisão do engenheiro de som Rob Kinelski e a assistência técnica de Omar Loya. A direção e captação vocal foram conduzidas por Kuk Harrell e Marcos Tovar, coadjuvados por Jennifer Rosales, ao passo que a fase de mistura foi finalizada por Manny Marroquin nos Larrabee Sound Studios, assistido por Erik Madrid e Chris Galland. A arquitetura harmónica da faixa assenta primordialmente no dedilhado de guitarra acústica e nos acordes de guitarra elétrica executados por Steve Wyreman, que também registou as linhas de baixo, sendo complementada por texturas melódicas de teclados tocadas por Kevin Randolph e batidas comedidas de percussão.

A autoria lírica reuniu contribuições de Ester Dean, Ernest Wilson, Steve Wyreman e Kevin Randolph. Melissa Maerz, na revista Entertainment Weekly, assinalou que o arranjo de guitarras remetia para o estilo melódico da banda Red Hot Chili Peppers, ao passo que Michael Cragg, no diário britânico The Guardian, estabeleceu pontos semelhantes com "Halo" (2009), interpretada por Beyoncé, sustentando que ambas as baladas partilham uma construção orquestrada que ascende progressivamente em direção a um clímax de proporções grandiosas. No plano temático, a lírica afasta-se das metáforas hedonistas predominantes no álbum para refletir sobre a procura de uma ligação afetiva estável e recíproca: "Podia fingir que não me sinto só / Mas estaria constantemente a enganar-me a mim própria [...] Porque todos nós queremos alguém para abraçar / Todos nós queremos ser o único de alguém". Jason Lipshutz, da revista Billboard, destacou que a entrega da artista atinge uma expressividade genuína na afirmação central do refrão, conferindo gravidade emocional às estrofes.

Receção pela crítica Após a edição de Talk That Talk, a composição colheu apreciações predominantemente favoráveis dos analistas musicais, que destacaram a sua sensibilidade lírica no contexto de um disco marcadamente agressivo. Randall Roberts, no jornal Los Angeles Times, observou a dualidade concetual do alinhamento, assinalando que, enquanto o êxito "We Found Love" aborda a turbulência de uma relação destrutiva, "We All Want Love" debruça-se sobre a procura desinteressada do amor universal. Jason Lipshutz, na revista Billboard, corroborou esta perspetiva, salientando a limpidez com que o sentimento romântico é projetado a partir do próprio título da faixa. Melissa Maerz, da revista Entertainment Weekly, enalteceu a gravação ao considerá-la o ponto mais distintivo do projeto e classificando-a como o verdadeiro hino romântico de toda a obra. Adrian Thrills, do diário britânico Daily Mail, elogiou a convicção interpretativa exibida por Rihanna, sublinhando que a obra revela que, apesar da faceta transgressora, a artista conserva um coração romântico nas suas propostas mais confessionais. Pip Ellwood, em texto para a plataforma Entertainment-Focus, partilhou de opinião semelhante, salientando que o registo proporciona "um dos momentos mais despojados e íntimos que a cantora raramente se permite evidenciar".

T'Cha Dunlevy, no jornal canadiano The Montreal Gazette, considerou a balada uma redenção necessária após a crueza sexual manifestada na faixa anterior, "Birthday Cake", rematando com entusiasmo que a emotividade da melodia convida os admiradores a erguerem os braços em sintonia durante a execução. Claire Suddath, na revista Time, analisou a recorrência da temática afetiva ao longo do disco — identificando a palavra "amor" nos títulos de "We Found Love", "We All Want Love" e "Drunk on Love" —, concluindo que esta faixa específica oferece um vislumbre autêntico de esperança e vulnerabilidade. Numa apreciação temática, Kyle Jarmon, na Parlé Magazine, apontou que a instrumentação suave confere à gravação uma aura campestre e descontraída, evocando cenários de dança ao ar livre.

Em sentido adverso, outros comentadores acolheram a peça com ceticismo. Mike Diver, em resenha para a BBC Music, sustentou que a sua inserção no alinhamento soava desajeitada quando confrontada com o teor licencioso das faixas que a antecedem. Andy Kellman, da base de dados musical AllMusic, teceu reservas ao dramatismo das baladas do disco, qualificando este tema como excessivamente meloso e a faixa "Farewell" como bombástica. Nathan Slavik, no portal DJBooth, considerou a melodia "categoricamente genérica", enquanto Tuyet Nguyen, no jornal The A.V. Club, argumentou que a sucessão de títulos alusivos ao amor se traduzia em generalidades superficiais desprovidas de ressonância genuína. Por sua vez, Andrew Unterberger, do sítio Popdust, reconheceu a sua eficácia para ser entoada coletivamente nos concertos da intérprete, mas advertiu que o andamento arrastado quebrava o ímpeto rítmico do álbum.

Desempenho comercial Mesmo sem ter beneficiado de promoção autónoma em formato de single nas emissoras de rádio, "We All Want Love" registou entrada nas tabelas musicais internacionais graças às vendas digitais decorrentes da disponibilização comercial de Talk That Talk. Na Coreia do Sul, a faixa estreou-se na 65.ª posição da tabela internacional de descarregamentos digitais durante a semana correspondente a 20 e 26 de novembro de 2011. No Reino Unido, a gravação ingressou na 188.ª colocação da tabela britânica Official Singles Chart na publicação datada de 3 de dezembro de 2011, compilada pela Official Charts Company.

Posições nas tabelas musicais semanais Tabela musical (2011)Melhor posiçãoCoreia do Sul (Gaon International Digital Chart)65Coreia do Sul (Gaon International Download Chart)66Reino Unido (Official Singles Chart)188

Créditos Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:

Rihanna – vocais Ester Dean – composição Ernest Wilson – composição, produção Steve Wyreman – composição, guitarra acústica, guitarra elétrica, baixo Kevin Randolph – composição, teclados Rob Kinelski – gravação Omar Loya – assistência de gravação Kuk Harrell – produção vocal, gravação vocal Marcos Tovar – gravação vocal Jennifer Rosales – assistência de gravação vocal Manny Marroquin – mistura Erik Madrid – assistência de mistura Chris Galland – assistência de mistura

Categoria:Canções gravadas por Rihanna Categoria:Canções de 2011 Categoria:Canções compostas por Ester Dean Categoria:Canções produzidas por No I.D. Categoria:Baladas Categoria:Canções em inglês