O Teleférico da Providência é um sistema de teleférico que opera no Morro da Providência, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Foi operado de 2014 a 2016 pela concessionária Porto Novo e desde 2024 é operado pelo Consórcio Rio Providência.
É composto por uma única linha, que possui 3 estações e 721 m de extensão, com um tempo de viagem de aproximadamente 5 minutos entre as estações terminais. Utiliza tecnologia da empresa austríaca Doppelmayr. O sistema entrou em operação no dia 2 de julho de 2014. A Estação Central do Brasil possibilita integração com outros modais de transporte, enquanto que da Estação Gamboa é possível fazer conexão com a Parada Providência do VLT Carioca. O sistema foi implantado no âmbito do Porto Maravilha, uma operação urbana que visa revitalizar a Zona Portuária do Rio de Janeiro.
O teleférico funciona de segunda à sexta-feira, das seis horas da manhã às onze da noite; aos sábados, das seis da manhã à sete da noite; domingos e feriados, de oito da manhã até quatro horas da tarde. O transporte de bicicletas é permitido.
Obras O projeto para a implantação do teleférico foi iniciado em 2010, ano em que o Morro da Providência recebeu a 7.ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). As obras, que foram iniciadas em fevereiro de 2012, foram concluídas cerca de um ano depois, em maio de 2013. No entanto, houve um atraso de mais de um ano para o início da operação devido a dificuldades em encontrar alguma empresa privada que desejasse operar o sistema. O sistema foi finalmente inaugurado no dia 2 de julho de 2014, com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) sendo a operadora.
Ao todo foram gastos R$ 75 milhões na construção do teleférico, utilizados na construção das estações, na montagem das torres, no remanejamento da rede de energia e na implantação de vias de serviço. O sistema é operado por 16 gôndolas, cada uma podendo comportar oito passageiros sentados e dois em pé, que em conjunto podem transportar até mil passageiros por hora em cada sentido. O custo de manutenção do sistema era, em meados de 2019, de R$ 1,4 milhões.
Para a construção da Estação Américo Brum, uma quadra esportiva foi removida, gerando protestos por parte da população. Na ocasião, a prefeitura alegou que reformou outra quadra para compensar a perda do espaço.
Fim e retorno das operações O serviço estava inoperante desde o dia 17 de dezembro de 2016, após o fim do contrato de operação com a operadora.
Em 2021, a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro, anunciou o retorno do serviço, com reabertura planejada para o fim do ano de 2023.
Em 7 de abril de 2024, a Prefeitura do Rio, anunciou a reabertura do teleférico. A recuperação do modal custou 42 milhões de reais. Em outubro do mesmo ano, foi divulgado um edital de licitação. A concessionária escolhida foi o Consórcio Rio Providência. O sistema entrou em operação plena em 9 de fevereiro de 2025. Poucos meses depois, em 2 de abril de 2025, o teleférico foi novamente fechado devido a vandalismo, uma vez que a sala dos motores foi invadida e peças foram furtadas. O sistema foi prontamente recuperado e transportou 2,5 milhões de passageiros no primeiro ano de operação plena.
Estações O sistema é composto por 3 estações em operação, das quais todas são elevadas. A tabela abaixo lista o nome, a data de inauguração, o bairro, os modais de transporte que são integrados, a posição e as coordenadas geográficas de cada estação:
Nome Inauguração-2014 Bairro Integração Posição Latitude Longitude Central do Brasil 2 de julho de 2014 Centro Elevada 22° 54' 08" S 43° 11' 30" O Américo Brum 2 de julho de 2014 Gamboa - Elevada 22° 53' 57" S 43° 11' 39" O Gamboa 2 de julho de 2014 Gamboa Elevada 22° 53' 51" S 43° 11' 46" O
Características Técnicas miniaturadaimagem|direita|Placa com informações técnicas instalada em um dos pilares da estação Central do Brasil do Teleférico da Providência O teleférico é um tipo de instalação MGD, abreviação para Monocabo Gôndola Desacoplável: de cabo único (o mesmo cabo sustenta o peso da cabine e a traciona para frente); com cabines fechadas (gôndolas); e desacoplável, porque as cabines se desacoplam do cabo nas estações para diminuir a sua velocidade, afim de permitir um embarque e desembarque confortável. A mesma tecnologia é utilizada no Teleférico de Medellín.
O sistema vence uma diferença de 70 metros de altitude, tem velocidade de operação de () e cabo de 721 metros. Cada gôndola leva até oito passageiros.
Passageiros transportados Entre fevereiro e novembro de 2025, o sistema transportou em média passageiros por dia.
Ver também Morro da Providência Rio de Janeiro Teleférico do Alemão
Ligações externas
Categoria:Fundações no Rio de Janeiro em 2014