é um jogo eletrônico de ação-aventura lançado em 1994 para o Super Nintendo Entertainment System. É o terceiro jogo da série Metroid e foi desenvolvido para a Nintendo pela sua subsidiária, R&D1. Super Metroid é uma sequência direta de Metroid II: Return of Samus de 1991. Nele, o jogador controla a caçadora de recompensas Samus Aran, que viaja até o planeta Zebes para recuperar um Metroid roubado pelos Piratas Espaciais. Durante a sua missão, Samus encontrará aperfeiçoamentos para sua armadura ao mesmo tempo em que procura os chefes e seu objetivo final, o Metroid.
O jogo foi dirigido e escrito por Yoshio Sakamoto, produzido por Makoto Kano e programado pela Intelligent Systems, com Gunpei Yokoi servindo como gerente geral. Foi o primeiro a conter 24-megabits no cartucho do Super Nintendo, o que foi um avanço na época, com gráficos mais apurados e som de ótima qualidade. A jogabilidade centra-se na exploração de cenários 2D em grandes áreas de mundo aberto, com o jogador coletando diversos itens e power-ups. Ele introduziu novos conceitos à série, como a tela de inventário, a unidade de mapeamento automática e a capacidade de disparar em todas as direções.
Super Metroid recebeu muitos elogios da crítica especializada devido a sua atmosfera, jogabilidade, música e gráficos. É frequentemente citado como um dos maiores jogos eletrônicos de todos os tempos. Vendeu cerca de 1,42 milhão de cópias em todo o mundo até o final de 2003. Ao lado de Castlevania: Symphony of the Night, Super Metroid é creditado por estabelecer o gênero "Metroidvania", inspirando vários jogos e desenvolvedores independentes. Também se tornou popular entre os jogadores de speedrunning.
O jogo foi relançado em vários consoles e serviços da Nintendo. Em agosto de 2007, a Nintendo disponibilizou no serviço Virtual Console do Nintendo Wii nos Estados Unidos, e mais tarde foi disponibilizado no Japão e na Europa. Em maio de 2014, o jogo tornou-se uma das recompensas do Nintendo Club, podendo ser baixado para o Wii U. Em 2016, foi relançado como parte da biblioteca do Virtual Console para o New Nintendo 3DS e, em 2017, uma cópia digital do título vinha instalado do Super Nintendo Classic Edition. Também foi disponibilizado, em setembro de 2019, para o Nintendo Switch, através da assinatura do Nintendo Switch Online.
Jogabilidade Super Metroid é um jogo de plataforma 2D side-scrolling de ação-aventura ambientado no planeta fictício Zebes, em um grande mundo aberto com áreas ligadas por portas e elevadores. O jogador controla a caçadora de recompensas Samus Aran, que procura no planeta por um Metroid que foi roubado por Ridley, o líder dos Piratas Espaciais. Samus pode correr, saltar, agachar e disparar uma arma em oito direções; ela também pode realizar outras ações, como saltar de uma parede a outra em rápida sucessão para chegar a áreas mais elevadas. A capacidade "Moon Walk", em homenagem ao movimento da dança popular de mesmo nome, permite que Samus ande para trás, enquanto dispara ou carrega sua arma. miniaturadaimagem|esquerda|Uma cena do jogo com Samus. Sua saúde, estoque de armas e um auto-mapa são exibidos na parte superior da tela. O heads-up display (Interface) mostra a saúde de Samus, o modo de fornecimento de tanques de energia reserva, ícones que representam as armas e um mapa que mostra sua localização e seus arredores. Durante todo o curso do jogo, o jogador coleta power-ups que aumentam o poder da armadura e armas de Samus, bem como lhe concede habilidades especiais, permitindo-lhe o acesso às áreas que anteriormente eram inacessíveis. O Morph Ball, por exemplo, permite que Samus se transforme em uma bola, permitindo-lhe rolar em lugares apertados, bem como plantar bombas; o Spring Ball adiciona a capacidade de saltar na forma de Morph Ball; o Speed Booster pode ser usado para correr em altas velocidades e também para destruir barreiras e inimigos; o Space Jump permite que Samus pule infinitas vezes no ar para cobrir grandes distâncias; o Screw Attack adiciona uma lâmina de energia na forma Space Jump, podendo destruir a maioria dos inimigos e também alguns blocos; o Grapple Beam pode ser utilizado para se pendurar no teto, através de um feixe de laser; o X-ray Scope é usado para ver itens escondidos e passagens secretas através de paredes e outras superfícies.
O jogo também apresenta uma série de armas secundárias que Samus poderá encontrar em sua jornada, tais como os Missiles (Mísseis), que podem ser utilizados para abrir portas vermelhas; os Super Missiles, mísseis mais poderosos que o anterior, que além de permitir abrir portas vermelhas, abre também as verdes; e o Power Bomb, uma bomba poderosa que Samus implanta para criar uma grande explosão, podendo abrir portas amarelas. Além disso, Super Metroid possui uma tela de inventário, em que o jogador pode ativar e desativar armas e habilidades, combinar armas, ou repor a saúde usando "Tanques de Energia Reservas"; quando o modo de saúde é definido como "auto", os tanques de energia reservas são utilizados automaticamente quando a saúde de Samus estiver esgotada. O sistema de salvamento de Metroid II: Return of Samus também foi implantando em Super Metroid, que permite ao jogador salvar e retornar ao jogo em qualquer um dos pontos de salvamentos espalhados pelo planeta. O jogador também pode salvar o jogo entrando na nave espacial de Samus, que ainda recarrega totalmente sua saúde e munição.
Super Metroid possui três finais baseados no tempo necessário para completar o jogo, que determina se Samus posa com ou sem a sua armadura. O final sem a armadura é alcançado quando o jogo é completado em menos de três horas.
Enredo No ano 2003 do Calendário Cósmico, representantes de vários planetas se uniram para formar a Federação Galáctica, permitindo que muitas civilizações construíssem relações de comércio. No entanto, Piratas Espaciais saqueavam naves espaciais. Para amenizar esses problemas, o Escritório da Federação Galáctica criou a Polícia da Federação Galáctica, cujo objetivo é impedir as ações dos Piratas Espaciais, em seguida, contrata um grupo de elite, os Caçadores do espaço.
No ano 20X5 do Calendário Cósmico, uma nave de pesquisa levou para a Terra uma forma de vida desconhecida e perigosa descoberta no planeta SR388, os Metroids. Durante a viagem, a nave é atacada pelos Piratas Espaciais que a apreendem e se escondem nas profundezas do planeta-fortaleza Zebes, visando controlar a reprodução dos Metroids para usá-los como arma e lançar uma guerra bacteriológica. A Federação então contrata Samus Aran, que vai para Zebes. Ela consegue frustrar os planos dos Piratas Espaciais e os elimina. Esses eventos acontecem durante a primeiro jogo da série.
Após uma missão em SR388 em Metroid II: Return of Samus, Samus Aran capturou o último Metroid e o levou para a colônia espacial de Ceres para estudo científico. A investigação do espécime, uma larva, revela que suas habilidades de produção de energia foram na verdade aproveitadas para o bem da civilização. Pouco depois de partir, Samus recebe uma chamada de socorro alertando-a para retornar à colônia imediatamente. Todavia, ao chegar lá, ela encontra todos os cientistas mortos. Também encontra Ridley, o líder dos Piratas Espaciais, e o confronta, no entanto ele foge após a ativação de autodestruição da colônia, levando consigo a larva Metroid. Samus consegue também escapar da colônia a tempo de sua destruição e segue Ridley até o planeta Zebes. Após chegar no planeta, Samus descobre que os piratas reconstruíram sua base por lá.
Depois de derrotar quatro chefes em várias regiões de Zebes, incluindo Ridley, Samus entra em Tourian, a área final do jogo, e luta contra vários Metroids, que de alguma forma se reproduziram. Um único Metroid que cresceu a um tamanho enorme ataca e quase destrói Samus, mas cede no último momento. É a larva que foi roubada de Ceres. Como Samus esteve presente no momento de seu nascimento em SR388, o Metroid reconheceu Samus como sua "mãe".
No último ato, Samus luta contra Mother Brain, uma criatura biomecânica que controla os sistemas de Zebes. Quando Mother Brain domina Samus, quase a matando, a larva Metroid intervém, atacando a Mother Brain e curando Samus, confirmando as descobertas dos cientistas. Depois disso, Mother Brain mata o Metroid, mas, após a morte, dá a Samus o Hyper Beam, uma arma poderosa o suficiente para matar Mother Brain. Com o fim da batalha, Zebes inicia sua autodestruição, mas Samus escapa do planeta com sua nave.
Desenvolvimento 190px|miniaturadaimagem|direita|Yoshio Sakamoto, o diretor e escritor de Super Metroid, na Game Developers Conference de 2010. Super Metroid foi desenvolvido pela Nintendo Research & Development 1 com uma equipe gerida por Gunpei Yokoi. O jogo foi dirigido e escrito por Yoshio Sakamoto, e produzido por Makoto Kano. A desenvolvedora Intelligent Systems, que co-desenvolveu o jogo Metroid original com a R&D1, também esteve presente no desenvolvimento de Super Metroid. O jogo, que foi lançado quase uma década depois do primeiro jogo da série Metroid, levou metade de um ano para obter a aprovação para a ideia inicial, e o desenvolvimento real do jogo levou mais de dois anos para ser concluído. Quando perguntado por que o jogo levou tanto tempo para ser lançado, Sakamoto respondeu, "Nós queríamos esperar até que existisse uma necessidade real de um jogo de ação". O diretor também explicou que tudo fazia parte do planejamento para o retorno de Samus Aran. Áreas presentes nos primeiros jogos da série também foram inseridas no Super Metroid para adicionar uma sensação de familiaridade que satisfizesse os jogadores dos primeiros jogos anteriores da série.
O principal objetivo dos desenvolvedores era fazer um "bom jogo de ação". Eles queriam que o jogo tivesse um grande mapa, mas encontraram dificuldades para organizar a quantidade de dados gráficos envolvidos. Houve diversas ideias, mas os desenvolvedores decidiram "dividir o jogo" em muitas mini-aventuras. Novas armas foram introduzidas, incluindo o Grapple Beam, utilizado para trancar um feixe de laser sob o teto. O jogo é o primeiro da série a permitir que Samus atire em todas as direções enquanto se move, e é um dos primeiros jogos de mundo aberto que oferece ao jogador uma unidade de mapeamento. O recurso mostra os contornos dos lugares, locais de salas importantes e pontos para itens especiais.
Pouco antes do lançamento do jogo, a Entertainment Software Rating Board, uma organização de autorregulação, foi formada em resposta à crescente violência encontrada em jogos como o de Mortal Kombat de 1992. Quando perguntado se ele achava que a recente violência presente no jogo iriam causar reações negativas para Super Metroid, Sakamoto declarou: "Não acho que há muita violência no jogo." Usando Samus como um exemplo, ele explicou que o seu propósito é manter a paz na galáxia, afirmando "A violência existe por uma razão específica, ao invés de chocar os jogadores." Super Metroid foi distribuído em cartuchos de 24-megabit, tornando-se o maior jogo de SNES no momento de seu lançamento. O diálogo de abertura do jogo foi dublado por Dan Olsen.
O jogo foi apresentado em uma exposição de jogo do Consumer Electronics Show no inverno de 1994. Naquela oportunidade, foi eleito o melhor jogo de SNES da feira pela GamePro.
Trilha sonora