alt=|miniaturadaimagem|250x250px|Imagem clássica do fenômeno délibáb em cartão-postal da Hungria
A palavra Délibáb pode ser designada, de modo mais genérico, como miragem, o fenômeno óptico real que ocorre na atmosfera quando camadas de ar com temperaturas diferentes criam lentes atmosféricas que dobram, que desviam os raios de luz, projetando no céu imagens distorcidas, invertidas ou empilhadas de paisagens muito distantes que, de modo extraordinário, parecem flutuar céu momentaneamente enquanto dura o fenômeno.
Como miragem, a palavra délibáb pode ser relacionada à chamada "ilusão ao meio-dia", um tipo de miragem ou fenômeno no ar que ocorre quando se faz muito calor em determinados locais. Mas, especificamente, tal como a expressão italiana fata Morgana, a palavra húngara “délibáb”, nomeia um tipo de miragem superior, um fenômeno raro e surpreendente de ocorrência no céu de territórios planos como a de planícies, sendo muito referenciada na planície húngara, sobretudo na área do Parque Nacional de Hortobágy, hoje patrimônio da humanidade. Todavia, a palavra délibáb vem do húngaro "déli" (do meio-dia) e do húngaro "báb" (de bába: ilusão).
Este espelhismo ocorrente nos céus, que transporta a imagem de uma paisagem ou cena a horizontes celestes de lugares muito distantes, tem gerado, historicamente, sua vinculação com o imprevisível, e do uso da palavra, já apropriada tanto na Hungria, por várias de suas expressões do campo artístico cultural (da esfera erudita ao pop), quanto em outros países, também neste campo, por quem busca ressaltar em sua obra a dimensão do ilusório, do imaginário e dos sonhos que, de algum modo, também estão presentes na realidade - mesmo que não compreendamos e apenas interpretemos.
No Brasil, a palavra délibáb, foi utilizada, por exemplo, para nomear o nono álbum do cantor, compositor e escritor brasileiro Vítor Ramil. O álbum é composto por seis músicas em português e seis músicas em espanhol, que são milongas que Vitor Ramil compôs para poemas do poeta e escritor argentino Jorge Luis Borges e o poeta gaúcho João da Cunha Vargas. O álbum vem com um DVD bônus, intitulado "Délibáb documental", que mostra um documentário de 70 minutos sobre o processo de gravação do disco e mais dois videoclipes: "Querência" e "Milonga de Manuel Flores". O álbum ainda conta com a participação especial de Caetano Veloso na faixa "Milonga de los Morenos". Segundo o próprio Ramil "O délibáb é um fenômeno extraordinário da planície húngara, tão semelhante às planícies do sul do nosso continente. Único em seu gênero, este tipo de espelhismo transporta paisagens muito distantes a horizontes quase deserticos, reproduzindo ante os olhos maravilhados do observador, em dias de calor, o desenvolvimento de cenas distantes."
CD Todas as músicas compostas por Vitor Ramil "Milonga de Albornoz" (Jorge Luis Borges) "Chimarrão" (João da Cunha Vargas) "Milonga de los Morenos" (Jorge Luis Borges) "Mango" (João da Cunha Vargas) "Milonga de dos Hermanos" (Jorge Luis Borges) "Tapera" (João da Cunha Vargas) "Um Cuchillo en el Norte" (Jorge Luis Borges) "Deixando o Pago" (João da Cunha Vargas) "Milonga de Manuel Flores" (Jorge Luis Borges) "Pé de Espora" (João da Cunha Vargas) "Milonga para los Orientales" (Jorge Luis Borges) "Pingo à Soga" (João da Cunha Vargas)
DVD bônus "Délibáb documental" (documentário sobre o processo de gravação do disco "Délibáb") (aprox. 70 mins.) "Milonga de Manuel Flores" (videoclipe) "Querência" (videoclipe)
Músicos Vitor Ramil - violão de aço, voz Carlos Moscardini - violão de nylon Caetano Veloso (participação especial) - voz na faixa 3.
Prêmios e indicações Prêmio Açorianos AnoCategoriaIndicaçãoResultado2010Disco de MPBDélibábDVD do AnoDélibáb
Prêmio da Música Brasileira AnoCategoriaIndicaçãoResultado2011Melhor Cantor - Categoria RegionalDélibáb
Categoria:Álbuns de 1997 Categoria:Álbuns de Vítor Ramil