"Do Ya Thang" é uma canção da cantora barbadense Rihanna, gravada para a edição especial deluxe do seu sexto álbum de estúdio, Talk That Talk (2011). A sua conceção decorreu de forma itinerante ao longo de 2011 durante a passagem da digressão The Loud Tour, tendo as gravações de estúdio decorrido entre o complexo de Pelican Hill, em Newport Coast, na Califórnia, e o Studio de la Grande Armée, em Paris. Composta e produzida por The-Dream, com auxílio da própria intérprete na escrita e a direção vocal conduzida por Kuk Harrell, a obra enquadra-se no género R&B, incorporando elementos melódicos do synth-pop da década de 1980. A sua instrumentação acústico-digital conjuga sequências de sintetizadores, batidas cadenciadas de bateria eletrónica e arranjos harmónicos de teclados. No plano lírico, a narrativa desenvolve uma mensagem de cumplicidade amorosa descontraída, na qual a protagonista expressa afeição incondicional pelo parceiro, incentivando-o a manter a sua autenticidade e liberdade pessoal.

A receção crítica atribuída à faixa foi predominantemente favorável: diversos analistas elogiaram a sua leveza e doçura melódica, considerando o registo um contraponto arejado e revigorante perante a densidade agressiva e hipersexual das faixas principais de música eletrónica que preenchem o alinhamento do disco, traçando comparações estruturais com o êxito "Umbrella" (2007) — igualmente coescrito por The-Dream — e com o tema "You Da One". Em termos comerciais, apesar de não ter sido promovida autonomamente como single de trabalho nas emissoras de rádio, a composição estreou-se na 80.ª posição da tabela internacional de descarregamentos digitais da Coreia do Sul na semana de lançamento do disco, alcançando ainda o 136.º posto na britânica Official Singles Chart e a 38.ª colocação na classificação temática Official Hip Hop and R&B Singles Chart.

Antecedentes e desenvolvimento Após a receção comercial e crítica favorável alcançada pelo seu quinto álbum de estúdio, Loud (2010), Rihanna revelou através da rede social Twitter (X) que o projeto seria alvo de uma reedição alargada com temas inéditos no outono de 2011, afirmando que a era do disco prosseguiria com a adição de novo reportório. Contudo, em setembro desse mesmo ano, a artista esclareceu que a ideia de relançamento havia sido abandonada, sustentando que o álbum anterior representava um corpo de trabalho autónomo e que o público justificava a conceção de um projeto inteiramente novo.

Em agosto de 2011, durante uma entrevista com o espaço Mixtape Daily do canal MTV News, o produtor Verse Simmonds, da dupla The Juggernauts, responsável pela conceção do tema "Man Down". revelou que a intérprete se encontrava a ultimar as gravações do seu sexto trabalho de estúdio durante as pausas da digressão The Loud Tour. O produtor adiantou que a sua equipa havia submetido maquetes adicionais após o entusiasmo demonstrado pela cantora perante as novas orientações musicais. A 15 de setembro de 2011, Rihanna confirmou aos seus seguidores que o processo de captação decorria em ritmo acelerado e reiterou a previsão de lançamento para o último trimestre do ano civil.

Estrutura musical e composição

"Do Ya Thang" é uma composição de tempo moderado estruturada a partir do género R&B, exibindo influências estilísticas e harmónicas do synth-pop dos anos 80, com uma duração temporal de três minutos e quarenta e quatro segundos. A produção musical esteve a cargo do produtor norte-americano The-Dream, tendo as sessões de captação decorrido em 2011 nos estúdios Pelican Hill, em Newport Coast, na Califórnia, e no Studio de la Grande Armée, em Paris. A engenharia de som foi conduzida por Pat Thrall com a assistência técnica de Sam Holland e Ludovick Tartavelo, ao passo que a fase de mistura foi finalizada por Manny Marroquin nos Larrabee Sound Studios, em North Hollywood, assistido por Erik Madrid e Chris Galland. A produção e gravação vocal foram supervisionadas por Kuk Harrell e Marcos Tovar, coadjuvados por Jennifer Rosales. A sua sonoplastia assenta em camadas de sintetizadores, batidas programadas de bateria eletrónica e progressões harmónicas de teclados.

Shaun Kitchener, no portal EntertainmentWise, descreveu a melodia como "um deleite pop enriquecido por um sabor urbano de hip-hop". Por sua vez, Edward Keeble, na revista britânica Gigwise, notou que a textura dos sintetizadores e o gancho do refrão repetitivo apresentavam semelhanças estéticas com o êxito mundial "Umbrella" (2007) — igualmente coescrito por The-Dream —, classificando o número como um clássico contemporâneo. Emily Exton, na publicação Popdust, sublinhou que a cadência lembrava "You Da One", destacando como elemento diferenciador a sua roupagem instrumental ancorada no synth-pop oitentista.

A letra da canção resultou de uma parceria entre a própria artista e The-Dream. No plano temático, a lírica retrata um vínculo afetivo leve e descomplicado, no qual a narradora se dirige ao parceiro num tom simultaneamente carinhoso e descontraído, expressando a sua devoção enquanto o incentiva a manter a sua individualidade ao longo de um refrão rítmico e insistente: "Faz a tua cena, rapaz, faz a tua cena / [...] É isso que eu adoro em ti, meu bem". Robert Copsey, do sítio Digital Spy, sintetizou a mensagem concetual à ideia direta de que "no final do dia, és quem és e eu amo-te dessa forma", enquanto Maz Halima, na revista Flavour Magazine, adjetivou o conteúdo como sereno e pacificador. Emily Exton comentou com humor que a frase "és o meu amante, mas amo-te como um irmão" evocava a célebre controvérsia mediática protagonizada pela atriz Angelina Jolie e pelo seu irmão James Haven na cerimónia dos Óscares de 2000, considerando ainda que a generalidade das descrições afetivas conferia à mensagem um caráter por vezes vago e despretensioso.

Receção pela crítica thumb|esquerda|200px|alt=Fotografia de Rihanna em palco durante a digressão Loud Tour na Flórida, vestindo um corpete branco decotado com botas de cano alto a condizer e segurando um microfone.|A cantora a interpretar "S&M", música considerada como uma sucessora natural de "Do Ya Thang" pela crítica. As avaliações após o lançamento da faixa foram predominantemente favoráveis. Michael Jepson, no periódico norte-americano The Fourth Estate, posicionou a gravação, ao lado de "Cockiness (Love It)" e "Roc Me Out", como as principais concorrentes a momentos de destaque do álbum, argumentando que as três faixas partilham uma ousadia desinibida que as torna excelentes continuadoras da temática celebrada pela intérprete no êxito "S&M" (2011). Maz Halima, na revista Flavour Magazine, elogiou a vibração juvenil e despretensiosa que emana da composição, notando que a sua energia descontraída funciona de forma eficaz, embora compreendesse a opção de a confinar ao alinhamento bónus. Sam Lansky, no portal MTV Buzzworthy, salientou que a faixa "não pode ser superada em termos de simpatia pura", reparando que a artista se afasta deliberadamente da persona hipersexualizada que domina o álbum para adotar uma interpretação mais amigável, sincera e de índole serena.

Amy Sciarretto, no portal PopCrush, comentou que a atmosfera leve da composição se enquadraria perfeitamente na banda sonora de um reality show da MTV ambientado no Condado de Orange, "onde o sol brilha permanentemente e as pessoas são atraentes, embora tresloucadas", frisando que a sonoridade se revela "muito mais contida e equilibrada do que o restante ambiente hormonal do disco". Shaun Kitchener, no sítio EntertainmentWise, sublinhou que a canção representa uma pausa necessária no alinhamento que permite ao público testemunhar "um raro vislumbre de uma Rihanna doce e amável". Por seu turno, Emily Exton, em texto para a publicação Popdust, refletiu sobre o enquadramento do tema no repertório da cantora: "Existe uma razão pela qual consta apenas como bónus; caso 'You Da One' não existisse, esta seria sem dúvida a faixa mais terna de todo o disco, surgindo como um diálogo afável a meio de uma longa sequência de experiências altamente provocadoras e sentimentos confusos".

Desempenho comercial Apesar de não ter usufruído de um lançamento comercial individual como single de trabalho nas emissoras de rádio, a faixa pontuou nas tabelas musicais internacionais em virtude do volume de descarregamentos digitais impulsionado pelo lançamento da edição especial de Talk That Talk. Na Coreia do Sul, a gravação alcançou a 80.ª posição da tabela internacional de vendas digitais, Gaon International Download Chart, durante a semana correspondente a 20 e 26 de novembro de 2011. No Reino Unido, a gravação alcançou o 136.º posto na listagem oficial Official Singles Chart compilada pela Official Charts Company, na publicação datada de 3 de dezembro de 2011. Na mesma semana, a faixa ascendeu ao 38.º lugar na classificação temática direcionada aos géneros urbanos, a Official Hip Hop and R&B Singles Chart.

Posições nas tabelas musicais semanais Tabela musical (2011)Melhor posiçãoCoreia do Sul (Gaon International Digital Chart)72Coreia do Sul (Gaon International Download Chart)80Reino Unido (Official Singles Chart)136

Créditos Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais:

Rihanna – vocais, composição The-Dream – composição, produção Pat Thrall – gravação Sam Holland – assistência de gravação Ludovick Tartavelo – assistência de gravação Kuk Harrell – produção vocal, gravação vocal Marcos Tovar – gravação vocal Jennifer Rosales – assistência de gravação vocal Manny Marroquin – mistura Erik Madrid – assistência de mistura Chris Galland – assistência de mistura

Categoria:Canções gravadas por Rihanna Categoria:Canções de 2011 Categoria:Canções compostas por Rihanna Categoria:Canções compostas por The-Dream Categoria:Canções de R&B Categoria:Canções em inglês