SSR (de Satélite de Sensoriamento Remoto), é a designação de uma família de satélites de observação da Terra em órbita equatorial projetada como parte da MECB. idealizada por pesquisadores do INPE no final da década de 70 e aprovado formalmente em 1980, hoje renomeada como Família Amazônia, ou Programa Amazônia.

Características Primeira versão O objetivo primário desses satélites era o de obter dados sobre a região amazônica, entre os paralelos 5º N e 15º S. Suas características técnicas foram esboçadas no final da década de 80. Contemplando um sensor chamado "Wide Field Imager" (WFI), o mesmo que hoje equipa os satélites CBERS, o intervalo de passagem sobre a mesma área equatorial deveria ser de 4 dias, e a resolução deveria ser de ~260 m, algo entre o Landsat e o instrumento AVHRR dos satélites da NOAA, o peso previsto estava por volta de 200 kg.

Segunda versão Em meados da década de 90, o projeto foi revisado, considerando as características do Veículo Lançador de Satélites e passou a ter as seguintes características: dois satélites deveriam ser lançados (SSR-1 e SSR-2), com expectativa de vida útil de 4 anos. Com massa de 230 kg, seriam estabilizados nos 3 eixos por motores movidos a hidrazina. A altitude da órbita seria em torno de ~893 km permitindo resolução temporal de menos de duas horas. Com isso, ele seria capaz de cobrir um corredor de 2.200 km, com resolução de ~100 m próximo ao equador e ~200 m próximo ao limite de 15º S. Para atender a essas características, seriam necessários 2 ou até 3 sensores modulares.

Terceira versão Já no início dos anos 2000, o projeto foi reavisto para uma configuração modular, sendo: por um módulo de de carga útil, onde estão instalados os instrumentos imageadores e de uma Plataforma Multimissão que provê as funções básicas para o satélite, tais como: geração de energia elétrica, controle térmico, comunicações, entre outras.

Nessa revisão, o satélite passou a ter as seguintes características: Massa de 290 kg Potência de 250W Órbita circular, equatorial a 900 km de altitude Período de passagem sobre o mesmo ponto: 2 horas Resolução de 100 a 200 m em três bandas visíveis Banda IR com resolução de 300 a 400 m que fornece monitoramento de incêndios florestais Compressão de imagens embarcada Irradiação de dados de imagem direta ao usuários finais com estações receptoras portáteis. 4 anos de vida útil

Missão Depois de sucessivos adiamentos e mudanças de prioridades, o projeto acabou evoluindo para o Amazônia-1, permanecendo a denominação técnica desse novo satélite como SSR-1 até que ele seja lançado e entre em órbita.

Ver também SCD-1 SCD-2 Amazônia-1 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Missão espacial completa brasileira

Ligações externas A pesquisa espacial no Brasil: 50 anos de Inpe (1961-2011)

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