Fernando de Magalhães e Menezes ComTE CvC CvA (Casa de Alvelos, Freixo de Baixo, Amarante, 13 de setembro de 1840 — Torre da Faia, Freixo de Baixo, Amarante, 9 de setembro de 1899) foi um militar português, administrador colonial e Chefe do Estado Maior do Porto durante a revolta republicana de 31 de Janeiro, que dominou. Biografia Era filho e herdeiro de José de Magalhães e Meneses de Vilas-Boas e Sampaio Barbosa, chefe da família Vilas Boas,MACHADO, José de Souza - Últimas Gerações de Entre Douro e Minho, Lisboa: J. A. Telles da Sylva, [s.d.], vol. 1, p. 181 de Barcelos e da família Magalhães e Meneses, de Amarante.VILAS BOAS, Manuel – Os Magalhães: Sete séculos de aventura. Lisboa: Editorial Estampa, 1998, p. 501-573 O seu pai fora agraciado por D. Miguel I, no exílio, com o título de Conde de Alvelos, que Fernando de Magalhães e Menezes nunca usou, e que após a sua morte passou para o seu irmão Francisco, apoiante da causa de D. Miguel, que para tal alegou que o seu irmão e os filhos deste serviram o exército dos monarcas constitucionais. Fernando de Magalhães e Menezes foi o último senhor dos vínculos e morgadios dos Magalhães e Meneses, família nobre de Amarante, cujos bens entregou para liquidação de avultadas dívidas. Foi proprietário do Paço dos Vilas Boas em Barcelos.TRIGUEIROS SJ, António Júlio Limpo, FREITAS, Eugénio da Cunha e, LACERDA, Maria da Conceição Cardoso Pereira de – Barcelos Histórico Monumental e Artístico. Braga: Edições APPACDM Distrital de Braga, 1998, p. 409-426.

Carreira Militar Assentou praça a 19.6.1862, ingressando o Batalhão de Caçadores n.º 9. Em setembro desse ano pediu licença para frequentar a Universidade de Coimbra, onde realizou o bacharelato em Matemática. Em 1863 passou a aspirante oficial, e no ano seguinte a furriel, seguindo em Setembro de 1864 para a Escola do Exército em Lisboa. Aí frequentou o curso do Estado Maior, sendo promovido a alferes a 19.4.1865, e recebendo o Primeiro Prémio da Escola do Exército para o ano letivo de 1864/65. Concluiu o curso no ano seguinte, sendo promovido a alferes em 3.1.1866. Passou a ajudante de Campo da 3.ª Divisão do Estado Maior a 22.4.1868, sendo promovido a tenente em 21.1.1868. Em 21.4.1869, tinha já o grau de capitão, transitando para o cargo de Chefe do Estado Maior da 5.ª Divisão Militar a 3.10.1970. Dois meses depois, em virtude da morte de seu pai, requereu inactividade temporária, para tratar de negócios familiares. Retornou ao serviço a 7.11.1871, sendo promovido a major de brigada na Brigada de Instrução e Manobra a 24.11.1871.AHM, Processos Individuais, Cx. 1046, Fernando de Magalhães e Meneses.

miniaturadaimagem|Armas do Paço de Vilas Boas

Revolução republicana de 31 de Janeiro A 5.3.1890 é promovido a tenente coronel, ocupando então a chefia do Estado Maior do Porto, devendo-se quase somente a ele a rápida dominação da revolta.A Revolução de 31 de Janeiro de 1891. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1991, p. 101, 120, 139 Em Março desse ano foi agraciado com o grau de comendador da Ordem da Torre e Espada. Foi exonerado da chefia do estado maior portuense em 1892.

Administração Colonial É promovido a coronel em 30.7.1893, por ocasião da sua nomeação para Governador Geral de Cabo Verde, que tinha ocorrido uma semana antes, passando a general de brigada em 27.7.1894, altura em que abandona o arquipélago. Governou também a província de Moçambique, tendo enfrentado os problemas dos quais resultaram as campanhas contra o Gungunhana, o que ditou o seu regresso a Portugal. Em África ficaram o seus filhos Fernando e José. Foi agraciado com os graus de Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Ordem de Avis.

Descendência Casou com Adelaide Hermínia Teixeira de Moura, filha e herdeira de Guilherme Júlio Teixeira de Moura, médico e lente da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, 1.º Barão de Vilalva Guimarães. Foram pais de Fernando de Magalhães e Menezes, 1.º Conde de Vilas Boas; José de Magalhães e Menezes, 2.º Barão de Vilalva Guimarães; Fernanda, casada com Fernando van Zeller, Barão de Vilar; Maria do Carmo, casada com o seu primo direito Francisco, Conde de Alvelos; Adelaide, Senhora da Torre da Faia, em Amarante.

Categoria:Naturais de Amarante (Portugal) Categoria:Oficiais superiores de Portugal Categoria:Governadores de Cabo Verde Categoria:Governadores de Moçambique