miniaturadaimagem|Exemplo de como a baraminologia se diferencia do darwinismo. A Baraminologia é um sistema de taxonomia criacionista que classifica as espécies em grupos chamados "baramins" considerando o relato de Gênesis e outras partes da Bíblia. O termo deriva da junção das palavras hebraicas bara (criar) e min (espécie). A proposta central da baraminologia é que os organismos vivos podem variar e diversificar-se dentro de limites estabelecidos por um tipo criado original, mas não compartilham uma ancestralidade universal comum.
Ao contrário da taxonomia convencional, que busca traçar uma única árvore da vida interligando todos os seres vivos a um ancestral comum (macroevolução), a baraminologia defende que a vida se originou em múltiplos grupos distintos e independentes, chamados de "tipos criados" (ou baramins). Ela aceita a especiação e adaptações ao longo do tempo (microevolução), mas apenas dentro dos limites de cada grupo (baramins). Os cães e os gatos, por exemplo, teriam origens totalmente separadas.
Origem O conceito inicial de "tipo criado" remonta às primeiras conciliações da história natural com as escrituras biblicas. No século XVIII, o botânico Carl von Linné propôs inicialmente a fixidez das espécies baseada na criação divina.
Desenvolvimento da disciplina Após a introdução do termo baramin por Frank Lewis Marsh em 1941, o conceito permaneceu relativamente pouco desenvolvido por várias décadas. A partir da década de 1990, pesquisadores criacionistas como Walter ReMine e Kurt Wise passaram a formular uma estrutura teórica mais sistemática para a identificação dos chamados "tipos criados". Nesse período foram introduzidos conceitos como holobaramin, monobaramin, apobaramin e polybaramin, que se tornaram parte da terminologia da disciplina.
Entre os anos 1990 e 2010, a baraminologia passou por um processo de formalização metodológica. Foram desenvolvidas técnicas estatísticas para analisar padrões de continuidade e descontinuidade entre organismos, incluindo métodos como o Baraminic Distance Correlation (BDC) e o Baraminic Distance (BDIST). Pesquisadores como Todd Charles Wood, David Cavanaugh e Ashley Robinson contribuíram para a expansão desses estudos, aplicando-os a diversos grupos de organismos vivos e fósseis.
Em 1997 foi criado o Baraminology Study Group (BSG), no Bryan College (Tennessee, EUA). Organização dedicada ao desenvolvimento e à divulgação da pesquisa baraminológica, promovendo conferências e publicações especializadas na área.
Metodologia A metodologia da baraminologia procura determinar quais organismos pertencem ao mesmo 'baramin' por meio de diferentes linhas de evidência. Uma das abordagens mais utilizadas é a análise morfológica, na qual são comparadas características observáveis dos organismos, como estrutura óssea, anatomia e outras características físicas. O método estatístico mais conhecido é o BDIST (Baraminic Distance), que mede a semelhança e a distância entre diferentes espécies com base em conjuntos de características. Espécies com alta correlação e pequena distância estatística são consideradas candidatas a pertencer ao mesmo baramin, enquanto grupos separados por grandes descontinuidades podem representar baramins distintos.
Outra abordagem mais recente utiliza dados genômicos. Nessa metodologia, pesquisadores comparam o conteúdo genético de diferentes organismos para verificar o grau de similaridade entre seus genomas. A hipótese é que organismos pertencentes ao mesmo baramin compartilhem uma quantidade significativa de genes em comum. Essas análises procuram complementar os estudos morfológicos, especialmente quando há poucos dados anatômicos disponíveis ou quando se deseja comparar organismos vivos com maior precisão.
Além das análises estatísticas, a baraminologia também considera evidências de hibridização. Quando duas espécies são capazes de cruzar e produzir descendentes férteis ou parcialmente férteis, isso é frequentemente interpretado como um indício de que ambas pertencem ao mesmo baramin. Exemplos frequentemente citados incluem cruzamentos entre diferentes espécies de felinos, canídeos e equídeos.
Os pesquisadores da área também buscam identificar padrões de continuidade e descontinuidade biológica. A continuidade seria observada entre organismos pertencentes ao mesmo grupo criado, enquanto a descontinuidade representaria barreiras fundamentais entre diferentes tipos criados. Esse princípio é conhecido como "sistemática da descontinuidade" e constitui uma das bases conceituais da baraminologia.
Conceitos fundamentais A baraminologia utiliza uma terminologia própria para descrever os diferentes tipos de agrupamentos biológicos propostos pela disciplina. Esses termos foram desenvolvidos principalmente durante a década de 1990 com o objetivo de fornecer uma estrutura conceitual para a identificação e classificação dos chamados "tipos criados". Os principais conceitos utilizados na área estão resumidos na tabela abaixo. TermoDefiniçãoHolobaraminConjunto completo de organismos pertencentes ao mesmo tipo criado.MonobaraminParte de um holobaramin (tipo criado).ApobaraminUm ou mais holobaramins completos considerados em conjunto.PolybaraminGrupo formado por organismos de diferentes holobaramins.
Bibliografia
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Categoria:Criacionismo Categoria:Taxonomia Categoria:Pseudociência