(), também designado Orgia ou Oria (), foi um castelo perto da montanha de , no atual município de Edialeia, Acaia, Grécia.

História

O castelo foi construído pelos barões locais do Estado vassalo do Império Latino, o Principado da Acaia, entre 1280 e 1310. Ao longo dos anos, foi-se desenvolvendo uma grande cidade em torno do castelo. O local era favorável, no alto de uma colina atrás da qual o rio Finicas outrora circulava. Graças à sua posição geográfica, protegida por íngremes penhascos, não foi necessária a construção de fortificações ali.

Em 1460, o sultão otomano invadiu o Peloponeso e os castelos bizantinos do Despotado da Moreia submeteram-se, um após o outro, ao ataque sem oferecerem grande resistência. O Castelo Salménico, sob comando de Graitzas Paleólogo, foi o último reduto a resistir. O forte conservou-se por cerca de um ano, pois as armas empregues no cerco otomano foram incapazes de abalroar as muralhas. Só quando os janízaros conseguiram encontrar e suster a linha de abastecimento de água do forte é que a cidade foi forçada a render-se. Os habitantes da fortaleza - cerca de 6 000 segundo o historiador Stefanos Thomopoulos - foram escravizados enquanto que aproximadamente 900 crianças foram seleccionadas para a prática otomana do devşirme, ou seja, foram selecionadas para serem convertidas ao islão e preparadas para servir ao Império Otomano em posições de liderança.

Entretanto, Graitzas e uma série de defensores ainda defendiam a cidadela e só aceitavam se entregar caso lhes fosse concedida livre passagem. Maomé aceitou e partiu para Égio, deixando um tal de Hamuzas como governador do Peloponeso e da Tessália e responsável por supervisionar a rendição de Graitzas. Porém, Hamuzas ignorou o acordo e aprisionou os primeiros que tentaram sair da fortaleza. Informado sobre o caso, Maomé II substituiu-o por e deixou a região do Peloponeso. Zaganos reiniciou o cerco ao castelo. Graitzas tentou um ataque surpresa e conseguiu fugir, encontrando refúgio na fortaleza veneziana de Lepanto. A queda de Salménico sinalizou a completa submissão do Peloponeso (com excepção das herdades venezianas de Náuplia, Modon e ) sob os otomanos.

Hoje o castelo e a acrópole encontram-se em ruínas, visíveis ainda no sítio. Uma ponte medieval apresenta-se intacta, enquanto a "pedra Oria" (), onde, segundo a lenda local, uma princesa foi morta por um traidor durante o cerco otomano, se encontra nas proximidades.

Bibliografia

Kostas Triandafyllou, Historic Dictionary of Patras, 3rd edition, Patras 1995 Alexios Panagopoulos, Historic Dictionary of the Municipality of Rio, Achaia Prefecture, Peri Technon, Patras 2003 ISBN 960-8260-32-9 Stefanos Thomopoulos, History of the city of Patras, Patras 1999, Achaikes Publishers, Volume II

Categoria:Acaia Categoria:Castelos da Grécia