Métis, também conhecida como , é a lua de Júpiter mais interna conhecida. Ela foi descoberta em 1979 em imagens obtidas pela Voyager 1 e recebeu o nome em 1983, em homenagem à titã Métis, a primeira esposa de Zeus e mãe de Atena. Observações adicionais feitas entre o início de 1996 e setembro de 2003 pela sonda Galileo permitiram o registro de imagens de sua superfície.
Métis está sincronizada com Júpiter e sua forma é fortemente assimétrica, com o maior diâmetro sendo quase o dobro do menor. Ela é também uma das duas luas conhecidas que orbitam Júpiter em menos tempo que o dia de Júpiter, sendo Adrasteia a outra. Ela orbita dentro do ane principal de Júpiter e acredita-se que seja uma das principais contribuintes de material anular.
Descoberta e observações thumb|left|Imagem da descoberta de Métis pela Voyager 1 em 4 de março de 1979, mostrando a pequena silhueta da lua contra o pano de fundo das nuvens de Júpiter Métis foi descoberta em 1979 por Stephen P. Synnott em imagens tiradas pela sonda Voyager 1 e foi provisoriamente designada como . Em 1983, ela foi oficialmente nomeada em homenagem à mitológica Métis, uma titã que foi a primeira esposa de Zeus (o protótipo grego para o deus romano Júpiter) que entre ela e Zeus deu à luz uma filha, Atena. As fotografias tiradas pela Voyager 1 mostraram Métis apenas como um ponto e, portanto, o conhecimento sobre Métis era muito limitado até a chegada da sonda Galileu. A Galileu fotografou quase toda a superfície de Metis e impôs restrições à sua composição em 1998.
Características físicas thumb|Metis fotografada pela Galileo em 4 de janeiro de 2000 Métis tem uma forma irregular e mede 60 km × 40 km × 34 km de diâmetro, o que a torna a segunda menor das quatro luas internas de Júpiter. A composição em massa e a massa de Metis não são conhecidas, mas é provável que sua densidade média seja superior a 1,5 g/cm3, assumindo que sua gravidade seja forte o suficiente para que os objetos em qualquer lugar de sua superfície sejam sempre acelerados para dentro. Sua massa pode, portanto, ser estimada em ~6,4 × 1016 kg ou superior.
A superfície de Métis é densamente craterizada, escura e aparenta ser avermelhada. Há uma assimetria substancial entre os hemisférios anterior e posterior: o hemisfério anterior é 1,3 vezes mais brilhante que o posterior. A assimetria é provavelmente causada pela maior velocidade e frequência de impactos no hemisfério anterior, que escava um material brilhante (presumivelmente gelo) de seu interior.
Órbita e rotação Métis é a mais interna das quatro pequenas luas internas de Júpiter. Ela orbita Júpiter a uma distância de aproximadamente 128.000 km (1,79 raios de Júpiter) dentro do anel principal de Júpiter. A órbita de Métis tem excentricidade (~0,0002) e inclinação (~0,06°) muito pequenas em relação ao equador de Júpiter.
Devido ao bloqueio de maré, Métis gira sincronizadamente com seu período orbital (cerca de 7 horas), com seu eixo mais longo alinhado em direção a Júpiter. Júpiter projeta uma sombra sobre toda Métis por 68 minutos a cada dia Metiano.
Métis está dentro do raio da órbita síncrona de Júpiter (assim como Adrasteia) e, como resultado, as forças de maré causam lentamente o decaimento de sua órbita. Se sua densidade for semelhante à de Amalteia, a órbita de Métis está dentro do limite de Roche pra fluidos; no entanto, como não se rompeu, deve estar fora de seu limite de Roche pra rígidos.
Relação com os anéis de Júpiter thumb|Métis orbitando na borda do Anel Principal de Júpiter, conforme fotografado pela sonda espacial New Horizons em 24 de fevereiro de 2007 A órbita de Métis situa-se a aproximadamente 1.000 km dentro do anel principal de Júpiter. Ela orbita dentro de uma "lacuna" ou "entalhe" de aproximadamente 500 km de largura no anel. A lacuna está claramente relacionada de alguma forma à lua, mas a origem dessa conexão não foi estabelecida. Métis fornece uma parte significativa da poeira do anel principal. Esse material parece consistir principalmente de material ejetado das superfícies dos quatro pequenos satélites internos de Júpiter por impactos de meteoritos. É fácil que os ejetos do impacto dos satélites se percam para o espaço porque as superfícies dos satélites ficam bem próximas da borda de suas esferas de Roche devido às suas baixas densidades.
Ver também Anéis de Júpiter Cronologia de descobertas de planetas do Sistema Solar e seus satélites
Notas
Referências Citações
Fontes
(discovery) (naming the moon)
Ligações externas
Categoria:Luas de Júpiter Categoria:Objetos astronômicos descobertos em 1979 Categoria:Satélites naturais