Rumex acetosa subsp. acetosa é uma subespécie de planta com flor pertencente à família Polygonaceae.<>

A autoridade científica da subespécie é L., tendo sido publicada em Sp. Pl. 1: 337 (1753).Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica 1-8, 10-15, 17-18, 21. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 7 de Outubro de 2014 <http://www.tropicos.org/Name/26001390>

Os seus nomes comuns são azeda, azeda-brava, erva-vinagreira ou vinagreiraFlora Digital de Portugal.

Características Planta de talo erecto, simples e estriado, que pode chegar a atingir até um metro de altura, distinguindo-se pela coloração avermelhada da base. As raízes são perenes, um pouco lenhosas, e arraigam-se profundamente em solos húmidos.Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica pág. 608. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.

As folhas são lanceoladas, carnosas e comestíveis, se bem que com um sabor acre, como o nome da planta já indica. As folhas inferiores estão seguras por um pecíolo fino que se vai estreitando e diminuindo, até desaparecer, à medida que se passa para as folhas superiores. As flores são dióicas e figuram na parte superior do talo, formando ramalhetes de flores de cor avermelhada, que ao amadurecer se tornam purpúreas. A cepa, da qual brotam copiosas raízes sinuosoas, é pouco tuberosa. A planta tem dois sexos: macho e fêmea.

As sementes maduras são reluzentes e castanhas.

Distribuição A azeda encontra-se distribuída naturalmente pela Europa, mormente na orla Mediterrânica; na Ásia não tropical; no Norte de África e na Austrália. No Norte do continente americano figura como uma espécie neófita.

Portugal Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental, mais concretamente, em todas as zonas do país, salvo o Sudeste meridional, o Sudoeste setentrional, o Sudoeste montanhoso e todas as zonas do Algarve, desde Barrocal algarvio ao Sotavento.

Em termos de naturalidade é nativa da região atrás indicada.

Ecologia Privilegia os bosques húmidos e as zonas sombrias perto de cursos de água. Sendo certo que é capaz de prosperar tanto em solos secos como húmidos, prefere os solos ácidos (pH inferior a 7), ricos em ferro e com níveis moderados de fósforo.

Protecção

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Cultivo

É uma planta fácil de cultivar, flora de Maio a Setembro e pode colher-se entre os meses de Abril e Junho.

Propriedades A acidez da azeda deve-se ao bioxalato de potassa (5 a 9%), popularmente designado de sal-de-azedas, que é além de ser um dos principais responsáveis pelas suas qualidades medicinais. Contém vitamina C (80 mg/100 g), quercitrina, vitexina e derivados antraquinónicos como a emodina e taninos.Dr. Berdonces i Serra. Gran Enciclopedia de las Plantas Medicinales ISBN 84 305 8496 X Outro componente de interesse é o resveratrol.

Usos

Graças ao seu sabor peculiar, usa-se como condimento na elaboração de vários pratos, cozida ou em cru em saladas. A sopa de azedas é um prato popular em vários países europeus. Apresenta efeitos diuréticos. Devido ao elevado conteúdo de Vitamina C considera-se antiescorbútica.

Uso histórico Com base no expendido por Plínio, o Velho, na sua obra «Naturalis Historia», no livro XX, no capítulo LXXXV, dedicado especificamente a esta planta, ficamos a saber que os romanos antigos usavam esta planta para confeccionar teríagas contra a aguilhoada de escorpiões. «The wild varieties are a cure for the stings of scorpions, and protect those who carry the plant on their person from being stung» Na mesma época, confeccionava-se um decocto da raiz da azeda, demolhada em vinagre, que era usado como elixir para tratar da icterícia «A decoction of the root in vinegar, employed as a gargle, is beneficial to the8 teeth, and if drunk, is a cure for jaundice.». A semente, por seu turno, era usada em preparados destinados a acalmar as maleitas do estômago. «The seed is curative of the most obstinate maladies of the stomach.»

Quando misturada com banha era usada para fazer um unguento usado para ajudar a sarar as escaras da escrófula. «Mixed with grease, this plant is very efficacious for scrofulous sores»

As folhas, quando assadas, chegaram a ser usadas emplastros para ajudar a sarar chagas. Eram usadas para fazer mezinhas, macerando as folhas e misturando-as com azeite de loureiro para tratar picadas de animais. Outra mezinha que com ela se fazia, para sarar feridas e diminuir inchaços, servia-se do talo, que embrulhado em folha de couve, era cozida em cinzas e ulteriormente mesclado com azeite e aplicado como emplastro sobre a zona afectada.

Bibliografia

Sequeira M, Espírito-Santo D, Aguiar C, Capelo J & Honrado J (Coord.) (2010). Checklist da Flora de Portugal (Continental, Açores e Madeira). Associação Lusitana de Fitossociologia (ALFA). Checklist da Flora do Arquipélago da Madeira (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens) - Grupo de Botânica da Madeira Rumex acetosa - Portal da Biodiversidade dos Açores Rumex acetosa subsp. acetosa - The Plant List (2010). Version 1. Published on the Internet; http://www.theplantlist.org/ (consultado em 16 de novembro de 2014). Rumex acetosa - International Plant Names Index

Ligações externas

Rumex acetosa subsp. acetosa - Flora-on Rumex acetosa subsp. acetosa - The Euro+Med PlantBase Rumex acetosa - Flora Vascular Rumex acetosa - Biodiversity Heritage Library - Bibliografia Rumex acetosa subsp. acetosa - JSTOR Global Plants Rumex acetosa subsp. acetosa - Flora Europaea Rumex acetosa subsp. acetosa - NCBI Taxonomy Database Rumex acetosa subsp. acetosa - Global Biodiversity Information Facility Rumex acetosa subsp. acetosa - Encyclopedia of Life

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