Os títulos do monarca holandês tem mudado várias vezes desde a criação do Reino dos Países Baixos devidos à formação e a dissolução de uniões pessoais, tal como o casamento de monarcas do sexo feminino e sucessões cognáticas.

História

O Reino dos Países Baixos foi proclamado a 16 de Março de 1815, como estado em resultado da união pessoal com o Grão-Ducado do Luxemburgo, sob a égide de Guilherme I, um membro da Casa de Orange-Nassau, que já antes tinha herdado dos seus antepassados um vasto número de títulos e terras. A 19 de Abril de 1839, o Ducado de Limburg juntou-se à união. Guilherme I, Guilherme II e Guilherme III, todos governaram como reis, grão-duques e duques.

No entanto, em 1866, o Ducado de Limburg deixou de existir como um estado em separado como um sistema política próprio, tendo-se transformado numa província. Guilherme III não só manteve o título ducal, como também o passou à sua sucessora, Guilhermina, apesar de ela não o ter sucedido no trono do Luxemburgo, visto que as leis de seucessão do país estavam sob a lei sálica. Ainda assim, a referência do Grão-Ducado do Luxemburgo desapareceu dos títulos do monarca dos Países Baixos.

A descendência masculina da Casa de Orange-Nassau acabou aquando da morte de Guilherme III, a 23 de Novembro de 1890. A sua única filha e sucessora, Guilhermina, casou com o Duque Henrique de Mecklemburgo-Schwerin a 7 de Fevereiro de 1901 e, como de costume, assumiu a forma feminina do título do seu marido. Assim, o título de Duquesa de Mecklemburgo foi acrescentado a sua forma de tratamento completa. O governo não quis que a Casa de Orange-Nassau se extingui-se com a morte de Guilhermina, e, por isso, emitiu um decreto real em 1908, conferindo o título de Príncipe ou Princesa de Orange-Nassau aos seus descendentes. A sua única filha, Juliana, tornou-se não só Duquesa de Mecklemburgo pelo nascimento, como também Princesa de Orange-Nassau, tal como os anteriores membros da família real holandesa.

Quando Juliana casou, em 1936, com o Príncipe Bernardo de Lippe-Biesterfeld, Guilhermina decretou que a sua filha, herdeira presuntiva, assumiria o título de Princesa de Lippe-Biesterfeld, como era costume, mas que este apenas viria depois do seu título por nascimento, Duquesa de Mecklemburgo.Decreto que concede o título de "Princesa de Lippe-Biesterfeld" a SAS a Princesa Juliana – Website sobre legislação relativa à Casa Real dos Países Baixos A 4 de Setembro de 1948, Guilhermina abdicou a favor de Juliana, o que levou a que o título de Princesa de Lippe-Biesterfeld passasse a constar do tratamento completo do monarca holandês. Ao mesmo tempo, o título de Duquesa de Limburg foi descartado, sendo que Guilhermina foi a última pessoa a usá-lo.

Tal como Guilhermina, Juliana não teve filhos. A 30 de Abril de 1980, Juliana abdicou a favor de Beatriz, a mais velhas das suas quatro filhas. Beatriz não é descendente do Duquee Henrique pela via masculina e, como tal, não pode ser Duquesa de Mecklemburgo. Foi a primeira monarca holandesa em 79 anos a não usar o título. Pela parte do pai, ela é por direito próprio, Princesa de Lippe-Biesterfeld.

A 30 de Abril de 2013, Beatriz abdicou a favor do filho mais velho, Guilherme-Alexandre, que se tornou o primeiro monarca masculino em 123 anos. Ele não é descendente do Príncipe Bernardo por via masculina e, como tal, não é príncipe de Lippe-Biesterfeld. Tem o título honorífico de Jonkheer van Amsberg como filho de Claus van Amsberg.

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