José António Ananias Mota (Manique do Intendente, Azambuja, 7 de Janeiro de 1954 — (?), 15 de Novembro de 2007) foi um actor, encenador e dramaturgo português. A sua actividade está sobretudo ligada às localidades de Azambuja e Braga.

Mesmo tendo ingressado num curso de Direito, José Ananias optou por entrar no Conservatório Nacional de Lisboa para tirar o Curso de Actor/Encenador da Escola Superior de Teatro.

Teatro Na sua carreira José Ananias trabalhou com vários encenadores, entre os quais se podem destacar: Luís Aguilar, Jorge Listopad, Hélder Costa, Augusto Bual, José Caldas, Carlos Fernando, Rui Madeira, Saguenail, Gil Filipe, Antonino Solmer, José Wallenstein, Júlio Cardoso e Mark Donford-May.

No seu percurso José Ananias passou por várias companhias profissionais de teatro: Grupo de Teatro de Marvila (Lisboa) Teatro de Ensaio Transmontano (Vila Real) Teatro Laboratório de Faro Teatro da Graça (Lisboa) 1.º Acto de Algés Companhia de Teatro de Braga Seiva Trupe (Porto) London Theatre (Londres, Inglaterra).

Na Azambuja, entre 1984 e 1989, encenou e representou os espectáculos: Ananias Ensemble Peripécias, de Jehan Mayoux Porto do Galo, de sua autoria O Menino Dino, de sua autoria

De salientar que, para além de textos de sua autoria como A Menina do iô-iô o Caçador de Duas Cabeças e O Menino Dino, José Ananias encenou na Companhia de Teatro de Braga peças como: Judeus, baseado em textos de Gil Vicente Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett Anatomia de um Carácter, baseado em textos de Eça de Queirós thumb|Actor/Encenador/Dramaturgo José Ananias trabalhou ainda em assistente de encenação em várias peças como: O Rufia nas Escadas, de Joe Orton no Teatro da Graça, encenada por Carlos Fernando A Castro, de António Ferreira, na Companhia de Teatro de Braga, encenada por Antonino Solmer A Dança do Sargento Musgrave, de John Arden, também na Companhia do Teatro de Braga, encenada por Saguenail

Cinema e televisão Relativamente a trabalhos para televisão, José Ananias participou em: Arte de Ser Português (1978, RTP) série de Alberto Pimenta, realizada por Jorge Listopad. Acesso 27 de abril de 2014. A Vida Íntima de Laura (RTP) peça de Clarice Lispector, realizada por Fernando Midões.

No cinema, para além de participar em várias curtas-metragens de alunos da Escola Superior de Cinema, integrou o elenco de: Ma' Sin ou O Pecado da Mamã (1996) de Saguenail. (Vencedor do Festival de Cinema da Figueira da Foz). Acesso 27 de abril de 2014. Até Amanhã Camaradas (2005, SIC) de Álvaro Cunhal, telefilme realizado por Joaquim Leitão.. Acesso 27 de abril de 2014. Rio Turvo (2007), realizado por Edgar Pêra, baseado no conto de Branquinho da Fonseca. (Filmado junto à antiga estalagem da Malaposta na Azambuja). Acesso 27 de abril de 2014.

Actividade sócio-cultural Ao longo da sua vida José Ananias teve várias intervenções animação sociocultural, entre as quais se podem destacar: Animador cultural entre 1984 e 1989 na Azambuja Membro fundador do Grupo Cultural de Manique do Intendente e da Associação Regional de Santarém do Teatro de Amadores Animador teatral em diversos projectos do Centro Regional de Segurança Social de Braga Animador de programas próprios nas rádios bracarenses Antena Minho e Rádio Universitária do Minho Coordenador dos projectos "Teatro-Escola-Teatro" e "Alternativas Urbanas" da Companhia de Teatro de Braga Participante em várias iniciativas do Sindicato da Poesia de Braga, como recitais de poesia e no espectáculo de teatro A Cantora Careca Animador de várias "Leituras Encenadas" integradas na "Hora do Conto" da Biblioteca Pública da Universidade do Minho, em Braga. No ensino foi professor e coordenador de estágios curriculares de Expressão Dramática do Curso Técnico Profissional de Animação Sócio-Cultural, na Escola Secundária D. Luís de Castro, em Braga de 1992 a 2002, e formador de animação no curso para jovens licenciados, organizado pelo Instituto de Formação Profissional no Museu do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães em 2001 e 2002.

José Ananias morreu 15 de Novembro de 2007. Sobre ele diria Rui Madeira, amigo e então director da Companhia de Teatro de Braga, "Ananias foi um cidadão empenhado que colocou ao serviço da comunidade e da cultura descentralizada o melhor de si".

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