Olímpia (; - m. ), também conhecida como Olímpias ou Olímpia, a Velha para distingui-la de sua sobrinha de mesmo nome , foi uma nobre cristã romana. Através de seu pai, Olímpia era relacionada com a dinastia constantiniana e por casamento se vinculou à dinastia arsácida da Armênia.
Biografia
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Era uma grega, filha do rico cretense Ablávio com mulher desconhecida. Teve ao menos um irmão conhecido chamado Seleuco. Nasceu e cresceu em Constantinopla ou Antioquia Pouco antes da morte do imperador Constantino , Ablávio organizou, junto do imperador, o casamento de sua filha com , um dos filhos do imperador. Quando Constantino morreu em maio de 337, foi sucedido por seus filhos e entre eles estava Constante. Em 338, com a queda de Ablávio no contexto do expurgo dos membros da família imperial, o casamento não foi realizado. No entanto, Constante tomou conta de Olímpia.
O rei foi grandemente favorecido por que suspende todos os impostos sobre as terras dos reis armênios na Anatólia. Como sinal da renovada aliança política cristã ariana entre armênios e romanos, Constâncio deu Olímpia a Ársaces como noiva imperial. Constâncio, em sua honra, emitiu medalhas especiais com a imagem de Olímpia, mãe de Alexandre, o Grande, nas quais estava a inscrição latina OLYMPIAS REGINA (rainha Olímpia). O católico reinante, , foi enviado por Ársaces II para trazer Olímpia de Constantinopla à Armênia. Ao chegar na Armênia em data desconhecida, casou-se com o rei; aos autores da PIRT, o casamento pode ser datado em 354, enquanto outro sugerem 358.
Apesar disso, o rei já era casado com a nobre Farranzém, a ex-esposa do sobrinho do príncipe Genelo. Para os romanos, Olímpia era a esposa legítima e a rainha consorte; Moisés de Corene afirma que Olímpia era a primeira esposa. Farranzém sentiu rancor e grande inveja de Olímpia e após o nascimento de seu filho e sucessor real Papa, conspirou para matá-la por envenenamento. Mas, Olímpia era cautelosa e aceitava apenas as comidas e bebidas trazidas por suas criadas. Incapacitada de fazer-lhe mal, Farranzém aproximou-se de um presbítero da corte chamado Merjiunique (Mrjiwnik) que envenenou-a em 361, durante sua comunhão, e recebeu como recompensa a vila de Goncunque, em Taraunitis.
Bibliografia
Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Gregos do século IV Categoria:Mulheres do Império Romano Categoria:Rainhas arsácidas da Armênia Categoria:Mulheres do século IV Categoria:Família de Ablávio (cônsul) Categoria:Ársaces II da Armênia