João Xavier de Matos (Lisboa[?], c. 1730/5 — Vila de Frades, 3 de novembro de 1789) foi um poeta português.Innocencio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, Tomo IV (Impr. Nacional, 1860), pp. 54 e ss.

"De origem plebeia. Preso em 1763 por agredir um padre. Fez parte da Arcádia Portuense, assinando com o pseudónimo Albano Eritreu. Retoma Camões, quer na poesia bucólica, quer nos sonetos." Álvaro Manuel Machado, Poesia Romântica Portuguesa (Impr. Nac., Casa da Moeda, 1982), p. 31.

Apresenta-se o seguinte soneto, de sua autoria, como exemplo:Citado em Cabral do Nascimento , Poesia Portuguesa do século XII a 1915 (Verbo, 1972), p. 143.

Pôs-se o Sol; como já na sombra feia,Do dia a pouco e pouco a luz desmaia!E a parda mão da noite, antes que caia,De grossas nuvens todo o ar semeia.

Apenas já diviso a minha aldeia;Já do cipreste não distingo a faia.Tudo em silêncio está. Só lá na praiaSe ouvem quebrar as ondas pela areia.

Com a mão na face a vista no céu levantoE, cheio de mortal melancolia,Nos tristes olhos mal sustenho o pranto;

E se ainda algum alívio ter podia,Era ver esta noite durar tanto,Que nunca mais amanhecesse o dia.

Obras

Egloga de Albano, e Damiana (1762) A Pastora Virtuoza: écloga (1782) Rimas (3 tomos, 1770, 1775, 1783)

Categoria:Escritores de Portugal Categoria:Escritores em português Categoria:Mortos em 1789 Categoria:Poetas de Portugal Categoria:Sonetistas Categoria:Sonetistas de Portugal