Nelson Aguilar (São Paulo, 1945) é um professor em História da Arte no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Foi curador de diversas exposições no Brasil, entre as quais duas Bienais de São Paulo (1994 e 1996), a Mostra do Redescobrimento (2000) e uma Bienal do Mercosul (2003).
Biografia
Nelson Aguilar é irmão do artista plástico José Roberto Aguilar. Possui graduação pela Universidade de São Paulo (1971) e doutorado pela Universite Lumiere Lyon 2 (1984), com a tese Figuration et spatialisation dans la peinture moderne brésilienne: le séjour de Vieira da Silva au Brésil (1940-1947) Itaú Cultural - Bibliografia sobre Vieira da Silva sob a orientação de Henri Maldiney. Em 1988 assumiu o cargo de Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual de Campinas, cargo que mantém atualmente.
Em 1994, foi curador da 22ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, que tinha como eixo conceitual a "Ruptura de Suportes".Uol - Bienal de 1994 Foram expostas obras de artistas como Kasimir Malevitch, Diego Rivera, Joaquín Torres García, Rufino Tamayo, Lucio Fontana, Piet Mondrian e Joan Mitchell. No plano nacional, a exposição privilegiou três artistas: Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel. Segundo o próprio Aguilar: "Da obra plástica e teórica de Oiticica nasceu o tema da mostra. Ao afirmar, em 1961, que já não tinha dúvidas de que a era do fim do quadro estava definitivamente inaugurada, Oiticica apontou para um outro momento da arte.".AGUILAR, Nelson. "A arte fora dos limites". In: XXII Bienal Internacional de São Paulo — salas especiais. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994, p. 24. O até então curador do MoMA, Robert Storr, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, considerou a mostra "viva e coerente", embora tenha ponderado que a obra de Schendel talvez estivesse em um patamar inferior ao trabalhos de Oiticica e Clark.Curador do MoMA elogia Oiticica e Clark Já Rodrigo Naves, em um artigo posterior, de 2002, conclui, não sem problematizar, que a mostra foi responsável por "formalizar definitivamente" a preeminência da obra desses três artistas no cenário nacional. NAVES, Rodrigo. “Um Azar Histórico: Desencontros entre Moderno e Contemporâneo na Arte Brasileira”. Novos Estudos Cebrap, n1 64. São Paulo, Cebrap p.13
A edição de 1996, também sob sua curadoria, enfocou a questão da "Desmaterialização da Arte"Uol - Bienal de 1996 e apresentou em seu núcleo histórico obras de Pablo Picasso, Paul Klee, Edward Munch, Goya, Andy Warhol e Jean Michel Basquiat, entre outros. Nos bastidores, um incidente peculiar marcou a mostra, uma obra de Andy Warhol teve de ser restaurada depois que "um visitante não identificado beijou o trabalho e deixou nele uma marca de batom." Conservadora aprova restauração de Warhol
Em 2000, foi curador-geral da Mostra do Redescobrimento, promovida para celebrar as comemorações da descoberta do Brasil, vista por cerca de 1,7 milhão de pessoas e que contou com aproximadamente 15 mil obras. Mostra do Redescobrimento é inaugurada em SP - Folha de S.Paulo 24/04/2000 Mostra do Redescobrimento - Os três primeiros módulos da megaexposição desvendam a pré-história do Brasil Estadão, setembro de 2000 -Mostra do Redescobrimento termina no domingo A megaexposição almejava traçar um panorama da arte brasileira desde o período pré-descoberta até os dias atuais e foi separada em diversos eixos Historianet BRASIL +500 -- MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO: "Evolução ou revolução? A primeira descoberta da América", "Arqueologia", "Artes Indígenas", "Arte Popular", "Carta de Pero Vaz de Caminha", "Negro de Corpo e Alma", "Arte Barroca", "Arte do Século XIX", "Imagens do Inconsciente", "Arte Afro-brasileira", "Arte Moderna" e "Arte Contemporânea". O eixo "Arte Barroca", com curadoria de Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira e cenografia de Bia Lessa, inovou ao construir como cenário de exposição das obras um caminho de flores, uma floresta e uma réplica de igreja e suscitou um intenso debate, na época, sobre a forma de exposição de obras de arte.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac0205200004.htm| Folha de S.Paulo - A grande arte de Bia Lessahttp://www.terra.com.br/istoegente/41/divearte/expo_ping_bialessa.htm Terra/Isto É - Bia Lessa: Módulo da Mostra do Redescobrimento expõe a riqueza de 300 anos de arte sacra
Recebeu da Associação Paulista dos Críticos de Arte o prêmio de Melhor Exposição Internacional pela mostra "Quinhentos Anos de Arte Russa", em 2002 Folha de S.Paulo - Veja a lista dos premiados pela APCA em 2002 e Melhor Exposição Retrospectiva (Maria Helena Vieira da Silva) em 2007.
No ano de 2001, foi escolhidohttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1912200113.htm | Folha de S.Paulo - Nelson Aguilar é escolhido como curador da 4ª Bienal do Mercosul como curador da 4ª Bienal do Mercosul, realizada em 2003 e que teve como tema "Arqueologia Contemporânea". Entre os destaques da exposição, 60 trabalhos do pintor do Muralismo Mexicano José Clemente Orozco.http://noticias.uol.com.br/ultnot/2004/07/23/ult26u17125.jhtm | Uol Foi a primeira edição da mostra que contou com a presença do presidente da república na abertura de cerimônia. Terra - Lula abre hoje Bienal do Mercosul no RS 04 de outubro de 2003
Organizou em 2011, o I Simpósio Internacional Pietro Maria Bardi, a respeito de um dos fundadores do Masp, que contou com a presença de acadêmicos italianos e mereceu um artigo de Mino Carta na Carta Capital. Artigo de Mino Carta - A memória de Bardi - Carta Capital 16/09/2011
Atualmente, além de professor, Aguilar é Assessor de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e Crítico da Empresa Folha da Manhã S/A.
Ligações externas Nelson Aguilar na Folha de S.Paulo - A pop-política - 23 de fevereiro de 1997 Nelson Aguilar na Folha de S.Paulo - A sobrevivência de um pioneiro - 16 de março de 1997 Versão digital do Catálogo principal da 22ª Bienal de Arte de São Paulo Versão digital do Catálogo principal da 23ª Bienal de Arte de São Paulo Palestra de Nelson Aguilar na CPFL Cultura - O cinema na história e a história no cinema
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