Nikola P. Pašić (em sérvio cirílico: Никола Пашић, na época também transcrito como Pashitch ou Pachitch; Zaječar, 18 de dezembro de 1845 — Belgrado, 10 de dezembro de 1926) foi um engenheiro, político e diplomata sérvio e iugoslavo, que seria a figura política sérvia mais importante durante quase 40 anos; líder do Partido Radical Popular, que, dentre outros cargos, foi duas vezes prefeito de Belgrado (1890-1891 e 1897), várias vezes primeiro-ministro do Reino da Sérvia (1891-1892, 1904-1905, 1906-1908, 1909-1911, 1912-1918) e primeiro-ministro do Reino da Iugoslávia (1918, 1921-1924, 1924-1926).
Nikola P. Pašić teve uma carreira política longeva. Entre os anos de 1914 a 1918, ele chefiou um total de dez gabinetes em um total de nove anos. Em 1875, atuou como correspondente do jornal irredentista Narodno Oslobodjerje (Libertação Nacional) com a função de enviar comunicados a respeito da linha de frente da luta nacional sérvia.
A partir de 1880, atuou como um dos responsáveis pela modernização do Partido Radical. Foi para o exílio após a Rebelião de Timok em 1883. Após a fuga, foi sentenciado à morte in absentia. Durante os seis anos de exílio, estabeleceu contatos em São Pertersburgo. Em 1889, retornou para Belgrado e foi eleito presidente do Parlamento (Skupština) e, em seguida, prefeito da capital. Renunciou ao mandato como primeiro-ministro (fevereiro de 1891 - agosto de 1892) em protesto às manipulações extraconstitucionais promovidas por Milan e seus regentes.
Em 1893, atuou em São Petersburgo como enviado extraordinário de Sérvia. Trabalhou para aprofundar as relações entre a Rússia e a Sérvia com a intenção de promover a emancipação nacional da Sérvia por meio do apoio da Rússia.
Retornou para Belgrado em decorrência do reinado de Milan-Alexandar. Neste período, Nikola P. Pašić foi vigiado. Em 1898, ele foi sentenciado a nove meses de prisão acusado de ter caluniado Milan-Alexandar em uma publicação partidária.
Após um atentado contra o rei-pai, Nikola P. Pašić foi acusado de cumplicidade com a trama e o rei Milan-Alexandar exigiu a morte de uma dúzia de colegas radicais e também de Nikola P. Pašić. Ele assinou uma admissão de corresponsabilidade moral pela tentativa de assassinato. O documento foi publicado e saiu da prisão com a acusação de traição por parte do Partido Radical. Neste período, Nikola P. Pašić se absteve da vida pública.
Foi um importante político dos Bálcãs, que, juntamente com os seus homólogos, como Eleftherios Venizelos da Grécia ou Ion I. C. Brătianu da Romênia, conseguiu fortalecer seus estados nacionais ainda emergentes contra fortes influências estrangeiras, principalmente da Áustria-Hungria, do Império Otomano e da Rússia.
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