O termo crossfunding /foi criado para definir um modelo de captação de fundos para projetos culturais que cruza a captação tradicional com empresas e o modelo de crowdfunding, ou financiamento coletivo. O modelo é usado para a arrecadação de verba para projetos pequenos e médios, ainda em estágios embrionários, e busca unir as qualidades e vantagens de cada um dos dois modelos de captação, trazendo vantagens às três partes envolvidas: proponentes de projetos, empresas e público.
Origem O financiamento coletivo de projetos e causas é um tipo de iniciativa antiga, que pode ser vista em ações filantrópicas e até em organizações como cooperativas, ONG’s e associações. Essas iniciativas ganharam força quando entraram no universo da internet, aumentando fortemente o alcance e impacto desse tipo de campanha. O crowdfunding então se tornou uma alternativa que excluía a necessidade de empresas financiarem produtores. Contudo, alguns grupos observaram que os dois modelos de captação não necessariamente devem ser excludentes, e que é possível que um projeto conte com apoios de pessoa física e jurídica para ser financiado, surgindo assim o crossfunding.
Vantagens e pontos positivos As duas maneiras de captação atuam de forma complementar no modelo de crossfunding e trazem benefícios ao projeto que vão além da parte financeira. O financiamento coletivo movimenta menos dinheiro e traz investimentos individuais menores do que empresas, entretanto, ele cria uma validação social para o projeto em questão, uma vez que um grupo de pessoas se mobilizou em prol dessa causa. Essa validação torna-se um argumento quando o projeto é apresentado para uma empresa, que já pode analisar uma ideia conhecendo seu público, tanto em perfil como em tamanho. É uma maneira de empresas identificarem projetos públicos de interesses compartilhados, e assim realizarem investimentos mais pontuais.
Leis de Incentivo No Brasil existem leis de incentivo fiscal, tais como a Lei Rouanet, ou a Lei do Audiovisual, que permitem que pessoas e empresas destinem parte dos seus impostos para projetos de diversas áreas, como cultura e esportes, que beneficiam grupos como crianças, jovens, idosos, pessoas com deficiência, entre outros. Alguns sites de crowdfunding, como por exemplo o Partio, adaptaram as ferramentas usadas pelas plataformas de financiamento coletivo para aceitarem apoios por esse tipo de lei. Isso facilitou o processo para a pessoa física e foi um dos primeiros passos para a evolução do conceito de financiamento coletivo para o crossfunding.
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