thumb|350px|A Arabia Deserta (área verde) na "Carta das três Arábias - extraída em parte do Árabe da Núbia; em parte, de diversos outros autores". Por Nicolas Sanson, 1654Map of the Three Arabias: Excerpted Partly from the Arab of Nubia, Partly from Several Other Authors

Arábia Deserta () é o nome dado por Ptolemeu , à região ocupada pelo deserto interior da Península Arábica. O qualificativo deserta, dado à região, servia para distingui-la da Arábia Feliz e da Arábia Petreia. Apesar dessa denominação, a Arabia Deserta não era uma região ocupada apenas por povos nômades: segundo Ptolemeu, lá existiam 39 cidades. A região pode ser assimilada ao território que Plínio, o Velho situava entre a antiga cidade de Dumate Aljandal (na atual província saudita de Jaufe) e o Golfo Pérsico.História Natural, VI, 32, 146.

A presença contínua de povos árabes fora da Península Arábica é bem atestada na Antiguidade, chegando até a Mesopotâmia - em torno da cidade de Hatra, a leste da Síria, onde se conhece um "rei dos Árabes", e nas proximidades de Dura Europo. Nem todos esses povos eram tampouco nômades, embora as fontes antigas falem às vezes de 'árabes escenitas' (, denominação dada pelos gregos e que significa "aqueles que vivem em tendas") ou gostem de descrever os sarracenos () como nômades irredutíveis. A presença de árabes é igualmente bem atestada no Egito, na época romana, particularmente como integrantes das legiões.

Dado que os exércitos romanos obtiveram uma vitória nessa região, o imperador ostentava o título de Arábico, ou seja, 'vencedor dos árabes', como foi o caso de Sétimo Severo.

Bibliografia G.W. Bowersock, "The three Arabias in Ptolemy's geography" et "Arabs and Saracens in the Historia Augusta". In G.W. Bowersock, Studies on the Eastern Roman Empire, Goldbach, 1994. F. Millar, The Roman Near East, Londres, 1994, pp. 514 sq.

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