thumb|Truque de pneus.

Metropolitano sobre pneus ou metrô pneumático é um sistema de transporte público que combina tecnologias rodoviária e ferroviária. Diferentemente dos sistemas ferroviários tradicionais, utiliza rodas de borracha semelhantes às de automóveis, que circulam sobre pistas de rolamento de concreto ou aço. A guiagem pode ser realizada por trilhos laterais, centrais ou em formato de "H".

História A primeira ideia para o desenvolvimento de veículos ferroviários a circular com pneus foi apresentada no trabalho do escocês Robert William Thomson, o inventor original do pneu: na sua patente de 1846, ele descreve as suas 'rodas aéreas' como sendo igualmente adequadas para a ferrovia.

A tecnologia do metrô sobre pneus foi aplicada pela primeira vez no Metropolitano de Paris, tendo sido desenvolvido pela Michelin, que forneceu os pneus e sistema de guiamento, em colaboração com a Renault, que forneceu os veículos. Começando em 1951, num contexto de aumento vertiginoso de demanda no pós guerra, um veículo experimental, o MP 51, foi então construído e posto em operação, numa pista de testes entre Porte des Lilas e Pré Saint Gervais, uma seção da linha não aberta ao público. A intenção do projeto era permitir melhores acelerações de modo a aumentar a frequência do serviço, tal como minimizar ruídos e vibrações em edificações próximas.

Aplicações Embora tenha sido testado a partir de 1929 em ferrovias de longo percurso, como as estadunidenses Reading, Pennsylvania e Texas&Pacific, nenhuma delas encontrou sucesso, devido à fragilidade dos pneus e a dificuldade de manter longos trechos de via aberta aos elementos limpos e sem detritos que pudessem murchá-los. Foi somente nos metropolitanos que essa solução se propagou, tendo sido posta em operação em Paris, Montreal, Cidade do México e Santiago ao longo dos anos.

Além dos sistemas convencionais de metropolitano, essa tecnologia se consolidou principalmente no chamado metrô leve, já que suas menores distâncias entre estações requerem acelerações e frenagens mais intensas, fator possibilitado pelos pneus. O sistema VAL (Véhicule Automatique Léger), desenvolvido inicialmente pela empresa francesa Metra nos anos 1970, optou por estas tecnologias, em busca de se tornar um Automated People Mover mais eficiente. Esse sistema encontrou relativo sucesso, sendo instalado nos metropolitanos de Lyon, Lille, Rennes, Taipé, Toulouse, Turim e Uijeongbu e em alguns aeroportos.

Finalmente, alguns tipos de monotrilho operam sobre pneus, o que possibilita, além das maiores taxas de aceleração e frenagem, inclinações maiores, devido ao atrito aumentado, fazendo com que esses sistemas de transporte possam ser instalados em terrenos montanhosos a um custo mais baixo que metropolitanos convencionais. As cidades de São Paulo, Mumbai, Las Vegas, Tóquio, Osaka e Chongqin contam com este sistema operando, e as de Santiago de Los Caballeros, Cidade do Panamá e Cairo o estão implantando.

Características Apesar de problemas com furos não paralisarem mais os sistemas, devido à existência dos run-flats, rodas de metal internas às de borracha que permitem que os trens continuem operando mesmo com pneus murchos, metropolitanos com pneus de borracha apresentam vantagens e desvantagens, o que é comprovado pela sua adoção cautelosa e restrita em sistemas pelo mundo. Algumas delas são:

Vantagens Maior aderência, permitindo rampas mais acentuadas e taxas de aceleração e frenagem superiores Menor nível de ruído Menor desgaste dos trilhos

Desvantagens Maiores custos de implantação Manutenção complexa Menor eficiência energética

Ver também Autocarro guiado Metrô leve

Ligações externas

Sítio oficial da plataforma VAL Sítio oficial da plataforma Innovia de People Movers e Monotrilhos

Categoria:Transporte ferroviário Categoria:Transporte público

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