The Peninsula New York é um hotel de luxo localizado no bairro de Midtown Manhattan na cidade de Nova Iorque, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos. Foi originalmente inaugurado em outubro de 1905 como o Gotham Hotel, com seu edifício tendo sido projetado pela firma Hiss and Weekes no estilo arquitetônico neorrenascença. O hotel hoje faz parte do grupo The Peninsula Hotels, propriedade da The Hongkong and Shanghai Hotels (HSH). O prédio tem 23 andares e mais de duzentos quartos.

O terreno foi comprado em 1902 pela 55th Street Company, que construiu o Gotham Hotel. Foi vendido em 1908 depois de várias tentativas fracassadas de conseguir uma permissão para servir bebidas alcóolicas, sendo revendido várias vezes pelas três décadas seguintes. Foi comprado em 1932 pela Metropolitan Life Insurance Company, que adicionou lojas no térreo em 1938 e manteve o hotel até 1944. O negócio foi revendido várias outras vezes nas décadas de 1950 e 1960, sendo comprado em 1965 por Sol Goldman e Alex DiLorenzo. Foi arrendado em 1979 por Rene Hatt, que tentou transformá-lo no Hotel Nova-Park Gotham, mas abandonou isso em 1984. Uma renovação realizada por um empreendimento conjunto reinaugurou o hotel em novembro de 1987 como o Hotel Maxim's de Paris. A HSH adquiriu o hotel em 1989 e o renomeou The Peninsula New York, renovando-o em 1998.

A fachada do The Peninsula New York é feita de calcário e granito, com a intenção tendo sido complementar a fachada do vizinho edifício do University Club of New York. A fachada é dividida horizontalmente na sua base, fuste e capitel. Acima do telhado original do prédio há uma cobertura de vidro de três andares construída na década de 1980 e projetada pelo arquiteto Stephen B. Jacobs, dentro da qual estão a piscina e academia do hotel. Nos andares inferiores estão dois restaurantes, um saguão e vários outros aposentos espalhados por vários andares. O hotel originalmente tinha quatrocentos quartos, porém esse número foi reduzido na década de 1980 para aproximadamente 250, incluindo uma enorme suíte presidencial com vários quartos localizada perto do telhado.

Local O The Peninsula New York está localizado na esquina da Quinta Avenida ao sudoeste com a Rua 55 ao norte no bairro de Midtown Manhattan da cidade de Nova Iorque, estado de Nova Iorque, Estados Unidos. O terreno é retangular e tem uma área de metros quadrados, com trinta metros comprimento na Quinta Avenida e uma profundidade de 38 metros na Rua 55. O hotel é cercado ao oeste e ao sul pelo edifício sede do University Club of New York. No mesmo quarteirão estão os prédios número 5, 7, 9–11, 13 e 15 West 54th Street, o 46 West 55th Street e os Apartamentos Rockefeller ao oeste. O The Peninsula New York também está próximo do Museu de Arte Moderna ao sul, da Igreja Presbiteriana da Quinta Avenida e do 712 Fifth Avenue ao norte, do 550 Madison Avenue ao nordeste, do St. Regis New York ao leste e também do 689 Fifth Avenue ao sudeste.

História Não havia muitos empreendimentos na Quinta Avenida entre as Ruas 42 e Central Park South (Rua 59) até o final do século XIX, existindo muitas casas conjugadas ao longo da avenida. Essa seção começou a se tornar uma área comercial no início do século XX. A esquina da Quinta Avenida com a Rua 55 fazia parte do antigo campus do Hospital de São Lucas, que tinha se mudado em 1893 para Morningside Heights. A parte sul do terreno se tornou a sede do University Club, finalizada em 1900.

Desenvolvimento thumb|esquerda|170px|A fachada do hotel vista da Quinta Avenida O terreno na esquina sudoeste da Quinta Avenida com a Rua 55 foi vendido duas vezes em 1901. A primeira foi por 575 mil dólares. Jeremiah C. Lyons revendeu o terreno em setembro de 1901, quando foi comprado por um sindicato de investidores por setecentos mil dólares. Os compradores, Henry L. Goodwin e Henry R. Hoyt, revenderam em abril de 1902 para a recém formada 55th Street Company, da qual Goodwin era um executivo. Esta empresa anunciou que iria construir um hotel de dezoito andares no local. O edifício seria projetado pela Hiss and Weekes e construído pela General Building and Construction Company ao custo de 3,5 milhões de dólares. Era um de quatro grandes terrenos na Quinta Avenida entre as Ruas 42 e 59 que foi vendida em seis meses. A Hiss and Weekes apresentou seus planos no final de junho.

O senador Mark Hanna de Ohio e o filantropo Thomas Fortune Ryan eram grandes investidores do projeto, com o senador Thomas C. Platt de Nova Iorque também sendo um dos investidores. Frank V. Bennett, o operador do Arlington Hotel em Washington, D.C., arrendou o futuro hotel por vinte anos em agosto de 1903; o arrendamento só foi registrado oficialmente em maio de 1905, época em que o hotel já tinha sido nomeado Gotham Hotel. Hanna era um dos melhores amigos de Bennett em Washington e tinha ajudado a apresentá-lo aos incorporadores do hotel de Nova Iorque. O espólio de Hanna permaneceu como um dos maiores acionistas do Gotham Hotel mesmo depois de sua morte em 1905. A construção foi atrasada significativamente por conta de greves, o que aumentou o custo em 250 mil dólares. A fachada e telhado foram finalizados no início de 1904, com os planos sendo no final de março de 1905 inaugurar o hotel no mês seguinte.

O empresário John Jacob Astor IV estava ao mesmo tempo erguendo o Hotel St. Regis do outro lado da Quinta Avenida e tinha tentado obter uma permissão para servir bebidas alcóolicas em seus hotéis, apesar de grande oposição dos moradores locais. Na época, uma lei estadual exigia que qualquer estabelecimento com a permissão de bebidas alcóolicas conseguisse a aprovação de dois terços dos proprietários de todas as propriedades privadas em um raio de 61 metros, também exigindo que estivessem a pelo menos 61 metros de uma igreja. A Igreja Presbiteriana da Quinta Avenida estava a menos de 61 metros tanto do Gotham Hotel quanto do Hotel St. Regis e era contra a permissão. O St. Regis acabou conseguindo sua permissão ao mudar sua entrada de local, mas o Gotham não podia fazer o mesmo, pois estava muito mais próximo da igreja. Os operadores do Gotham pediram em maio de 1905 que a Legislatura Estadual de Nova Iorque mudasse as leis de bebidas alcóolicas para que hotéis com mais de duzentos quartos ficassem isentos da restrição de 61 metros. O governador Frank W. Higgins vetou o projeto de lei em junho de 1905, assim o Gotham foi forçado a abrir sem uma permissão para servir bebidas alcóolicas. O hotel originalmente tinha um terraço para refeições fechado com vista para a avenida.

Abertura e execução hipotecária thumb|190px|<center>A entrada da Rua 55<center> O Gotham Hotel foi inaugurado em 1º de outubro de 1905, com sua primeira hóspede sendo a viúva de Hanna. Era originalmente um apart-hotel, com a maioria das suas unidades já tendo sido alugadas para residentes de longa permanência, incluindo todas as unidades na Quinta Avenida. Outros residentes iniciais incluíram Platt e o financista James J. Hill. Além disso, já que o Gotham não tinha permissão para vender bebidas alcóolicas, ele contratou funcionários especificamente para conseguirem álcool de estabelecimentos próximos. A 55th Street Company estava negociando a venda do hotel em abril de 1906 por 3 milhões de dólares. Enquanto isso, legisladores estaduais tentaram novamente alterar a lei para que o Gotham pudesse conseguir sua permissão de bebidas alcóolicas sem o consentimento da Igreja Presbiteriana da Quinta Avenida. Higgins deixou o projeto de lei perder a validade, assim um novo projeto de lei foi apresentado em 1907. Foi aprovado pela assembleia estadual em maio, porém vetado pelo governador Charles Evans Hughes no mês seguinte.

Bennett operou o hotel por dois anos, vendendo seu arrendamento em outubro de 1907 para Carl Berger. The Hotel Gotham Company, que operava o hotel, passou para a 55th Street Company em dezembro por não pagar o arrendamento. Berger se demitiu como gerente do hotel em 1º de julho de 1908, quando Luke M. Boomer, Harry Merry e E. R. Grabow assumiram o estabelecimento. Gilbert H. Montague foi nomeado dois dias depois como o responsável pelo hotel, mesmo com Goodwin afirmando que o responsável não tinha direito sobre a operação do hotel. William R. Wood e Charles L. Weatherbee assumiram o arrendamento em agosto e nomearam Frederick V. Weishart como gerente. O Gotham até então nunca tinha gerado um lucro. Bennett se suicidou em seu apartamento no Gotham em setembro.

O hotel não estava conseguindo no final de 1908 pagar dívidas pequenas como os 741 dólares para um açougueiro. Um leilão hipotecário foi marcado para outubro depois da Knickerbocker Trust Company executar uma hipoteca de quinhentos mil dólares. O Gotham era ofuscado por hotéis mais luxuosos, como o St. Regis do outro lado da rua e o Plaza Hotel alguns quarteirões ao norte, mas a revista The Real Estate Record and Guide afirmou que a execução hipotecária se deu apenas por causa da permissão de bebidas alcóolicas. Benjamin P. Cheney comprou o hotel por 2,5 milhões de dólares, superando outros dois interessados. A venda não afetou a administração de Wood e Weatherbee, que pagavam 175 mil dólares por ano. Outro projeto de lei para permitir que o Gotham conseguisse sua permissão de bebidas alcóolicas foi proposto em 1909, mas novamente fracassou, bem como outra tentativa em 1911. Enquanto isso, o novo dono planejou converter o Gotham em um hotel tradicional e renovar o terraço em um restaurante japonês. Entretanto, o terraço foi demolido quando a Quinta Avenida foi alargada em 1911, já que ele projetava-se 4,3 metros para a rua.

Meados do século XX Décadas de 1910 até 1930 thumb|esquerda|250px|As lojas na base do hotel Dentre os hóspedes no início do século estavam o compositor Victor Herbert e o pianista polonês Ignacy Jan Paderewski, que viveu no local por dezesseis anos. Franklin Pettit comprou o hotel de Cheney por quase 3,5 milhões de dólares em dezembro de 1914. Weatherbee e Wood continuaram a operar o Gotham, mesmo depois da Hotel Holdings Company ter vendido o hotel em outubro de 1920 para William e Julius Manger da Manger Hotels. No mês seguinte, a 2 West 55th Street Corporation assumiu o hotel em nome dos irmãos Manger. Os irmãos tentaram vender o Gotham no início de 1925 por cinco milhões de dólares, mas não receberam nenhuma oferta que consideraram razoável. Os dois compraram o arrendamento de Weatherbee e Wood em 1927.

O Gotham em 1931 era um dos poucos edifícios restantes na Quinta Avenida em Midtown Manhattan que não tinha lojas. A Metropolitan Life Insurance Company mexeu-se em março de 1932 para executar uma hipoteca de dois milhões de dólares que tinha sobre o hotel. Leon Leighton e Raymond J. Scully foram nomeados os novos responsáveis. A American Hotels Corporation assumiu no mês seguinte o arrendamento do Gotham e nomeou G. H. Wartman como o gerente. A Metropolitan Life assumiu o hotel em julho de 1932. Um painel de partidas de aviões foi adicionado no saguão em 1933, que os administradores do hotel afirmaram ser o primeiro de seu tipo em um saguão de hotel, também instalando uma sala marinha com o objetivo de complementar o "convés solar" do Gotham no seu telhado. O escriturário de banco John William Warde de 26 anos se suicidou no hotel em 1938 ao pular do décimo sétimo andar na frente de dez mil pessoas; o incidente inspirou o filme Fourteen Hours de 1951.