Pedro Aranha Corrêa do Lago (Rio de Janeiro, 15 de março de 1958)“Pedro Corrêa do Lago”, Wikipedia em inglês é um editor, escritor, historiador, colecionador, curador e administrador brasileiro, com atuação destacada na história da arte. Formou aquela que é considerada a maior coleção privada de manuscritos do mundo.“Biblioteca de NY vai expor acervo de manuscritos colecionado por brasileiro”, O Globo, 14/01/2018 – Consultado em 29 de janeiro de 2018“Site Morgan Library” – Consultado em 26 de janeiro de 2018 Descobriu ou divulgou milhares de peças relativas ao Brasil esquecidas em coleções privadas no país ou no exterior.“Pedro Corrêa do Lago explica processo de reunir e autenticar obras” de Walter Sebastião, 19/12/2015 – Consultado em 29/01/2018“Garimpeiros da história”, Veja Rio, 15/10/2008 – Site Capivara Editora – Consultado em 29 de janeiro de 2018 É autor de 22 livros sobre a arte e a cultura brasileiras e sobre manuscritos.“Site Capivara Editora” – Consultado em 24 de janeiro de 2018 Foi curador de importantes exposições no país e no exterior.“Museu do Louvre abre mostra de arte brasileira”, Folha de S.Paulo, 29/09/2005 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Exposição leva fotos do Brasil do século 19 à França”, Folha de S.Paulo, 14/06/2005 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Exposição Brasiliana clara e clean”, Folha de S.Paulo, 01/03/2015 – Consultado em 24 de janeiro de 2018 Em 2002 fundou com sua mulher, Bia Corrêa do Lago, a editora Capivara, especializada em arte brasileira, e publicou os primeiros levantamentos completos das obras dos maiores pintores viajantes. Foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional, de março de 2003 a outubro de 2005,“Correa do Lago causa receio por Lei do Livro”. Folha de S.Paulo. 8 de junho de 2004. Consultado em 24 de janeiro de 2018 quando fundou a Revista de História da Biblioteca Nacional. É cronista da Revista Piauí.
Biografia Nascido na capital fluminense, é filho do Embaixador Antônio Corrêa do Lago e neto do estadista Oswaldo Aranha.“Aniversário de Pedro Corrêa do Lago”. 'Portal UOL'. 26 de março de 2008. Consultado em 29 de agosto de 2014 Corrêa do Lago passou a maior parte da infância fora do Brasil, acompanhando seu pai em seus diversos postos no exterior. Foi alfabetizado em língua francesa, e fala cinco idiomas. É genro do escritor Rubem Fonseca.“Tesouros de papel”, Veja SP, 15/05/1995 – Site Capivara Editora – Consultado em 24 de janeiro de 2018 É também descendente do marquês do Paraná.
Pedro Corrêa do Lago foi aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) de professores como Pedro Malan, André Lara Resende, Edmar Bacha, Pérsio Arida e Francisco Lopes, no curso de mestrado em Economia, onde foi colega de turma de Armínio Fraga e Gustavo Franco. Obteve o mestrado em 1983.
De 1987 a 2002 foi livreiro antiquário em São Paulo onde fundou a Livraria Corrêa do Lago.“Livraria chique vende jóias”, Estado de São Paulo, 09/12/1994 – Consultado em 03 de janeiro de 2018 Foi também representante da casa de leilões Sotheby’s em São Paulo, de 1986 a 2012.“Sotheby’s vende tela de Post por US$ 3.25 milhões”, Folha de S.Paulo, 21/05/1994 – Consultado em 24 de janeiro de 2018 Desde 1992 é membro do conselho da Bienal de São Paulo, e desde 2008, é sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).“Site Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro” (IHGB)“Site Bienal de São Paulo”
Em 2009, Corrêa do Lago ganhou o Prêmio Jabuti juntamente com sua esposa pelo livro Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX.
Colecionador de manuscritos
Começando aos 12 anos de idade, Corrêa do Lago juntou aquela que é geralmente considerada a maior coleção privada de cartas, documentos e manuscritos formada no mundo nos últimos 50 anos.“Manuscrito brasileiro é peça central de mostra argentina sobre Borges”, Folha de S.Paulo, 27/09/2016 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Como um brasileiro virou dono da última carta de Toulouse Lautrec”, Folha de S.Paulo, 30/06/2017 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“O som a fúria e as cartas”, Folha de S.Paulo, 31/10/2013 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Site Morgan Library” – Consultado em 26 de janeiro de 2018 A coleção foi o assunto do seu livro de 2003, intitulado True to the letter, publicado em cinco línguas.“O olhar indiscreto”, Revista Veja, 10/11/2004 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“True to the Letter by Corrêa do Lago”, The Times, 04/12/2004 – Consultado em 24 de janeiro de 2018 “O caçador de autógrafos”, O Estado de São Paulo, 11/01/2005 – Consultado em 24 de janeiro de 2018 Desde então a coleção cresceu a ponto de se tornar a mais abrangente nas seis áreas escolhidas como foco por Corrêa do Lago: arte, literatura, história, ciência, música e entretenimento. Ao longo de quase cinquenta anos, Corrêa do Lago reuniu dezenas de milhares de cartas, documentos, fotos assinadas e todo tipo de itens manuscritos emanando das quatro ou cinco mil figuras reconhecidas por ele como as mais destacadas nestes seis campos, desde 1500.“Os tesouros de um catador de papel”, O Globo, 10/12/2004 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“E assim nasceram as celebridades”, Revista Veja, 06/02/2013 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Toulouse Lautrec gomista dos pincéis”, O Globo, 30/06/2017 – Consultado em 24 de janeiro de 2018 Peças significativas de personalidades tais como Newton e Einstein, Mozart e Beethoven, Van Gogh e Picasso, Joyce e Proust, Henrique VIII e Gandhi, Chaplin e Disney estão presentes na coleção, que será mostrada ao público pela primeira vez de junho a setembro de 2018 na Biblioteca Morgan de Nova York, quando 140 peças escolhidas serão expostas.“Biblioteca de NY vai expor acervo de manuscritos colecionado por brasileiro”, O Globo, 14/01/2018 – Consultado em 29 de janeiro de 201
Pesquisas e descobertas
Um dos maiores especialistas na iconografia colonial do Brasil,"Traços da história”, Revista Veja, 06/01/2016 – Consultado em 29 de janeiro de 2018 Corrêa do Lago e as equipes que coordenou foram responsáveis pela pesquisa primária a respeito dos mais destacados artistas atuantes no Brasil do século XVII ao século XIX. O levantamento das obras completas de Frans Post, Jean-Baptiste Debret, Nicolas-Antoine Taunay, Albert Eckhout, Johann Moritz Rugendas e Armand Julien Pallière foram realizados por ele ou publicados sob sua orientação. Nessas extensas pesquisas foram catalogadas milhares de obras.
Corrêa do Lago também descobriu inúmeros quadros sem atribuição ou atribuídos erroneamente e os devolveu à obra de grandes artistas. Denunciou também dezenas de falsificações, algumas das quais estavam presentes havia décadas em museus e estudadas como obras autênticas.“São falsas mesmo”, Revista Veja, 16/12/2009 – Consultado em 26 de janeiro de 2018 Em suas pesquisas, ao longo de quatro décadas, recolheu e identificou muitos acervos fotográficos ou documentais e descobriu na Europa em 2008, com sua mulher Bia, a coleção fotográfica da Princesa Isabel, com mais de mil peças, desaparecida havia mais de 120 anos.“Tesouro no fundo do baú”, O Globo, 13/09/2008 – Consultado em 02 de janeiro de 2018“Tela revela a São Paulo de 1821”, Folha de S.Paulo, 01/04/2000 – Consultado em 29 de janeiro de 2018“O álbum da princesa”, Revista Veja, 10/09/2008 – Consultado em 29 de janeiro de 2018
Encontrou também em acervos privados a mais antiga fotografia das Américas, de Hercules Florence, o mais importante retrato de Maurício de Nassau, e o primeiro quadro a óleo da cidade de São Paulo (1823).“IMS – Acervo de fotografia” – Instituto Moreira Salles, 04/07/2017“Tela revela a São Paulo de 1821”, Folha de S.Paulo, 01/04/2000 – Consultado em 29 de janeiro de 2018 Nos últimos vinte anos, publicou milhares de obras e documentos inéditos em duas dezenas de livros e catálogos.
Formação de coleções Corrêa do Lago formou ou ajudou a formar importantes acervos documentais e artísticos no Brasil:
- Em 1994 sugeriu ao Instituto Moreira Salles (IMS) a formação de um grande acervo de fotografia brasileira do século XIX. O Instituto adquiriu então em 1995 uma coleção de 2500 imagens originais formada por Corrêa do Lago na década anterior e mostrada no livro Rio de Janeiro 1862-1927, publicado pelo IMS em 1998. Corrêa do Lago indicou a coleção Gilberto Ferrez como nova etapa no enriquecimento da coleção institucional do IMS e essa foi adquirida em 1998. Em 2002 o IMS adquiriu as 3 mil fotos que constituíam a segunda coleção formada por Pedro Corrêa do Lago entre 1995 e 2002 (e exibida em Brasília pela FAAP, no ano 2000), que continha a única foto de Hercules Florence (intitulada por ele “photographie”). Com a aquisição dessas três coleções o IMS consolidou sua posição como maior repositório da fotografia oitocentista brasileira no país.“Coleção Pedro Corrêa do Lago”, Site IMS (Instituto Moreira Salles) – Consultado em 29 de janeiro de 2018"IMS incorpora acervo fotográfico dos Diários Associados", O Estado de São Paulo, 26/10/2016 – Consultado em 29/01/2018
- Em 1996, Corrêa do Lago e sua mulher Bia também foram responsáveis pela catalogação inicial da coleção de iconografia brasileira adquirida por seu intermédio pela Fundação Estudar do antiquário J. Kugel, em Paris. A coleção foi doada em 2007 pela Fundação à Pinacoteca do Estado de São Paulo, e forma hoje o núcleo da coleção iconográfica da Instituição.“Outro olhar sobre o Brasil numa coleção rara”, O Estado de São Paulo, 06/03/2010 – Consultado em 29 de janeiro de 2018
- Em 1997, por iniciativa da Fundação Roberto Marinho e com patrocínio privado, o governo do Estado do Rio Grande do Sul recebeu para o Memorial do Rio Grande do Sul a “Coleção Pedro Corrêa do Lago” formada por mais de dezesseis mil documentos brasileiros de grande significado cultural.“Arquivos de Corrêa do Lago são abertos", Folha de S.Paulo, 10/06/1998 – Consultado em 29 de janeiro de 2018
- De 2000 a 2008, juntamente com Ruy Souza e Silva, Corrêa do Lago constituiu para Olavo Setúbal, a coleção Brasiliana Itaú, hoje em exposição permanente no Espaço Olavo Setubal, no edifício Itaú Cultural em São Paulo, formada por mais de 5000 peças.“[Brasiliando]”, Folha de S.Paulo, 03/03/2015 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“[Cofre aberto]”, O Globo, 11/12/2014 – Consultado em 24 de janeiro de 2018“Nova Mostra permanente do Itaú Cultural narra formação do Brasil”, Folha de S.Paulo, 12/12/2014 – Consultado em 24 de janeiro de 2018
Curadorias
Corrêa do Lago foi curador de 15 exposições entre as quais destacam-se as seguintes:
- Em 2000, organizou o módulo "O Olhar Distante”, da Mostra do Redescobrimento, na Bienal de São Paulo, dedicado à obra dos artistas estrangeiros que pintaram o Brasil por quatro séculos.“O Olhar Distante reúne estrangeiros em espaço nobre”, Folha de S.PauloTexto em itálico, 01/04/2000 – Consultado em 24 de janeiro de 2018
- Em 2005 foi curador da exposição Frans Post - Le Brésil à la cour de Louis XIV [O Brasil na corte de Luis XIV], no Museu do Louvre em Paris, primeira mostra de tema brasileiro montada na instituição francesa, que reuniu pela primeira vez os sete primeiros quadros pintados nas Américas por um pintor formado na Europa.
- No mesmo ano, foi um dos curadores da mostra L’Empire Brésilien et ses photographes [O Império Brasileiro e seus fotógrafos] no Museu d’Orsay, também a primeira exposição de tema brasileiro no museu, formada com imagens do acervo da Biblioteca Nacional e do IMS.
- A partir de 2009, Corrêa do Lago foi o curador das seis itinerâncias da coleção Brasiliana Itaú, formada por Olavo Setúbal, e exibidas de 2010 a 2013 na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, no Palácio das Artes em Belo Horizonte, na Universidade de Fortaleza (UNIFOR), no Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba e no Museu Nacional de Brasília, exposições visitadas por mais de duzentas mil pessoas.“Itinerâncias Exposição Brasiliana Itaú”