Caio Sósio () foi um político gente Sósia da República Romana nomeado cônsul em 32 a.C. com Cneu Domício Enobarbo.
Carreira Foi eleito questor de Mânio Emílio Lépido em e pretor em Após o começo da guerra civil, juntou-se ao partido senatorial dos optimates. Com a fuga de Pompeu para a Grécia, Sósio retornou para Roma e se entregou a Júlio César.Cícero, Epistulae ad Atticum VIII 6, IX 1 Após o assassinato dele, Sósio juntou-se ao partido de Marco Antônio, que o nomeou, em , governador propretorial da Síria e Cilícia no lugar de Públio Ventídio Basso.Broughton, II p. 408 Como governador, Sósio recebeu ordens de Antônio de apoiar Herodes, o Grande contra Antígono, quando o último estava em posse de Jerusalém. Em , tomou a ilha de Arados, na costa da Fenícia, e, em , avançou contra Jerusalém e, depois de conquistá-la, recolocou Herodes no trono e recebeu a prefeitura da cidade.Dião Cássio, História Romana XLIX 22; Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas XIV 15, 16; A Guerra dos Judeus I 17-18; Tácito, Anais V 9; Plutarco, Vidas Paralelas, Antônio, 34
Sósio foi substituído em 35 a.C. por Lúcio Munácio PlancoBroughton, II p. 392 e, como recompensa por seus serviços, Sósio foi recompensado com um triunfo ao regressas à capital em . Foi nomeado cônsul com Cneu Domínio Enobarbo em . Quando a guerra civil eclodiu entre Marco Antônio e Otaviano, Sósio defendeu a causa de Antônio e atacou duramente Otaviano no Senado, mas acabou sendo obrigado a fugir para o oriente. Em , Sósio comandou um esquadrão da frota de Marco Antônio com o qual conseguiu derrotar e colocar em fuga o esquadrão otaviano de Lúcio Arrúncio; porém, quando ele recebeu reforços de Marco Vipsânio Agripa, o aliado de Sósio, Tarcondímoto I — rei da Cilícia — foi capturado e executado enquanto Sósio foi forçado a fugir. Dião Cássio erroneamente sugere que Sósio morreu também. Na decisiva batalha de Áccio, Sósio comandou a ala esquerda da frota de Antônio e conseguiu fugir para um esconderijo. Porém acabou sendo capturado e foi levado para Otaviano, que o perdoou por intercessão de Lúcio Arrúncio.Suetônio, A Vida dos Doze Césares, Augusto 17; Apiano, De bellis civilibus V 73; Dião Cássio, História Romana, XLIX 41, L 2, 14, LI 2, LVI 38; Veleio Patérculo, História Romana II 85, 86
Depois de retornar para Roma, Sósio terminou seu projeto, iniciado em , de re-edificação do Templo de Apolo Sosiano dedicando-o em nome de Otaviano. Sósio ajudou nos Jogos Seculares de 17 como quindecênviro (), = ILS|5050 cargo que ocupou a partir de 31 a.C.Broughton, II p. 426 Ele aparece nesta função numa imagem do colégio de quindecênviros em Ara Pacis (Roma).Gaius Stern, Women Children and Senators on the Ara Pacis Augustae
Família Não se conhecem filhos homens de Caio Sósio, apenas duas mulheres, conhecidas como Sósia, esposa de Sexto Nônio Quintiliano, cônsul em 8, e Sósia Gala.Women,children and senators on the Ara Pacis Augustae page 353,n.88, Gaius Stern. O próximo consular de sua gente foi Quinto Sósio Senécio, cônsul em 99 e 107.Some Arval Brethren Ronald Syme. Há um santo conhecido como "São Sóssio" ( 275–305).
Ver também
Bibliografia
Broughton, T. Robert S., The Magistrates of the Roman Republic, Vol II (1952)
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