miniaturadaimagem|Mapa de localização dos sistemas ferroviários urbanos brasileiros miniaturadaimagem|CPTM (trens metropolitanos de São Paulo) miniaturadaimagem|VLT Carioca (Rio de Janeiro) miniaturadaimagem|Metrô de Belo Horizonte Esta lista de sistemas ferroviários urbanos no Brasil contempla todos os sistemas ferroviários do transporte urbano em atividade no país. Logo, não estão presentes estações, linhas e sistemas extintos, ou mesmo em fase de construção ou de estudo — como o VLT de Cuiabá, o VLT de Campina Grande e o Sistema de Trens do Subúrbio de Salvador. Os sistemas brasileiros apresentam tipologia bem variada: incluem metrôs (metropolitanos), veículos leves sobre trilhos (VLT), aeromóveis, trens suburbanos e monotrilhos. Como esses modais são por vezes bem semelhantes em suas características e, por consequência, comumente confundidos, encontram-se todos aqui reunidos como parte do transporte público no Brasil do tipo ferroviário.
A rede brasileira de transporte de passageiros sobre trilhos atingiu a marca de mil quilômetros em 2014 e totalizou quilômetros de malha ferroviária e bilhões de passageiros transportados no ano de 2019. Esses mesmos quesitos em 2013 eram quilômetros e bilhões de passageiros. Já para o ano de 2018, a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANTPTrilhos) contabilizou: milhões de passageiros diários (sendo homens e mulheres), 48 linhas, 613 estações, carros de passageiros operacionais (sendo deles equipados com condicionamento de ar), consumidos de energia. Além disso, os sistemas ferroviários urbanos estavam presentes no Distrito Federal e em onze estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo), sendo que a menor porcentagem da malha ferroviária está no Piauí () e a maior em São Paulo ().
A despeito de ser um serviço público e com caráter social, o transporte de passageiros sobre trilhos teve início no Brasil como empreendimentos particulares, com os trechos suburbanos e as viagens de longa distância das linhas ferroviárias de carga e com os bondes. Contudo, a partir da segunda metade do século XX os serviços, em sua maioria, foram incorporados ao domínio estatal, primeiro com a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e depois com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Isso porque o setor ferroviário privado de carga enfrentou dificuldades financeiras ao longo da primeira metade do século XX e, entre as décadas de 1940 e 1960, as linhas de bonde foram substituídas pelos itinerários mais capilarizados dos ônibus urbanos e pela nascente produção industrial automobilística. Já da década de 1990 em diante, o Plano Nacional de Desestatização e o Programa de Estadualização dos Sistemas de Transportes Urbanos de Passageiros Sobre Trilhos direcionaram recursos do orçamento público à transferência da gestão para os governos estaduais/distrital e municipais e, posteriormente, à concessão pública dos serviços à empresas privadas (operação e/ou construção). Na vigência de tais instrumentos governamentais, foram transferidos e/ou concedidos o metrô da capital fluminense (1997) e os trens urbanos fluminenses (1998), os trens urbanos e o metrô da capital baiana (1999), linhas do metrô da capital paulista e de trens metropolitanos paulistas (a partir de 2004), o metrô da capital mineira (2022) e sistemas cearenses (1999). E a fim da realização da Copa do Mundo FIFA de 2014 em cidades brasileiras, vários projetos de sistemas de transporte (inclusive sobre trilhos) foram lançados e/ou agilizados.
Sistemas em atividade A tabela abaixo apresenta o quadro de principais informações sobre os sistemas ferroviários urbanos em operação no país. Estão presentes informações sobre quantidade de linhas e estações, tamanho da malha ferroviária e da bitola dos trilhos dos sistemas, identificação do operador do sistema, do maior (mais populoso) município servido pelo sistema, do estado de localização do sistema, da fonte energética que alimenta o sistema, do ano de abertura, e a distância média entre as estações. A tabela é ordenável sob o critério da cada coluna, mas de início está listada de acordo com o ano de abertura, a começar pelos mais antigos.
Sistema Estado Maior município servido Abertura Extensão(km) Energia Bitola (mm) Estações Linhas OperadoresTrens Urbanos do Rio de JaneiroRio de JaneiroRio de Janeiro 1866 Elétrico e diesel 104 8SuperVia Trem Metropolitano de São PauloSão PauloSão Paulo 1934 Elétrico1 600 94 7CPTM ViaMobilidade
TIC TrensEstrada de Ferro Campos do JordãoSão PauloPindamonhangaba191447,0Elétrico1 000301EFCJMetrô de São PauloSão PauloSão Paulo 1974 ElétricovariadasA malha existe em três bitolas diferentes, a depender da linha: bitola de nas linhas 1, 2 e 3, de nas linhas 4 e 5 e 690 milímetros na linha 15. 91 6CMSP
ViaQuatro ViaMobilidade Metrô do Rio de JaneiroRio de JaneiroRio de Janeiro 1979 Elétrico 41 3MetrôRio Sistema de Trens Urbanos de NatalRio Grande do NorteNatal 1984Para tais sistemas, foi adotada a data de criação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que assumiu as ferrovias para modernização do transporte ferroviário urbano no país.Diesel 23 2CBTUSistema de Trens Urbanos de João PessoaParaíbaJoão Pessoa 1984Diesel 13 1CBTU Sistema de Trens Urbanos de MaceióAlagoasMaceió 1984 Diesel 15 1CBTU Metrô do RecifePernambucoRecife 1985 Elétrico 29 2CBTU Metrô de Porto AlegreRio Grande do SulPorto Alegre 1985A extensão do metrô de Porto Alegre Inclui os 814 metros de extensão do aeromóvel, os quais existem em trilho único, somados aos quilômetros em superfície e aos quilômetros em elevado. Elétrico 22 1Trensurb Metrô de Belo HorizonteMinas GeraisBelo Horizonte 1986 Elétrico 19 1 Metrô BH Metrô de TeresinaPiauíTeresina 1989 Diesel 9 1CFLPMetrô do Distrito FederalDistrito FederalDistrito Federal 2001 Elétrico 27 2METRÔ-DF VLT do CaririCearáJuazeiro do Norte 2009 Diesel1 000 9 1Metrofor Metrô de FortalezaCearáFortaleza 201259,3A extensão do metrô de Fortaleza inclui os quilômetros de trem ligeiro (VLT) movido a diesel somados aos quilômetros da Linha Sul e aos quilômetros da Linha Oeste. Elétrico e diesel1 000 42 4Metrofor VLT do RecifePernambucoRecife 2012 Diesel 8 1 CBTU Metrô de SalvadorBahiaSalvador 201439,0 Elétrico 22 2Metrô Bahia VLT de SobralCearáSobral 2014 Diesel 12 2Metrofor VLT do Rio de JaneiroRio de JaneiroRio de Janeiro 2016 Elétrico 30 4VLT Carioca VLT da Baixada SantistaSão PauloSantos 2016 Elétrico1 435 27 2Consórcio BR MobilidadeVLT de SalvadorBahiaSalvador20268,7Elétrico1 435101CTB
Movimentação de passageiros miniaturadaimagem|Pátio da Linha 4 do Metrô de São Paulo, sistema de grande porte thumb|Trem-unidade elétrico estacionado em plataforma do Metrô do Distrito Federal, sistema de médio porte thumb|VLT em operação no Sistema de Trens Urbanos de Maceió, de pequeno porte
De acordo com a Associação Nacional de Transportes Públicos, os sistemas de transporte metroferroviários são divididos em três categorias conforme o número de passageiros transportados anualmente: grande porte (acima de 100 milhões de passageiros/ano); médio porte (entre 10 e 100 milhões de passageiros/ano); e pequeno porte (até 10 milhões de passageiros/ano).
A tabela abaixo relaciona os sistemas ferroviários urbanos com base nessa classificação, ordenados portanto com base no volume total de passageiros transportados por ano, reportados pelas operadoras e agências reguladoras dos serviços. Os dados estão baseados no ano de 2023, com exceção dos sistemas de pequeno porte cujos dados estão baseados no período 2022-2023. Em função disso, o VLT de Salvador e Região Metropolitana não consta na tabela por ter sido inaugurado em 2026, logo, posteriormente aos dados.
Categoria Sistema Passageiros/dia (2023 ou 2022-2023) Passageiros/ano (2023 ou 2022-2023)Grande porteMetrô de São Paulo Trem Metropolitano de São Paulo Metrô do Rio de JaneiroMetrô de SalvadorMédio porteTrem Metropolitano do Rio de JaneiroMetrô do RecifeMetrô do Distrito FederalMetrô de Porto AlegreMetrô de Belo HorizonteVLT do Rio de Janeiro Metrô de FortalezaPequeno porteVLT da Baixada SantistaSistema de Trens Urbanos de Natal Metrô de Teresina VLT de Sobral Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa VLT do Cariri Sistema de Trens Urbanos de Maceió Estrada de Ferro Campos do Jordão
Material rodante As informações sobre o material rodante, isto é, a frota de veículos utilizados pelos sistemas estão sintetizadas na tabela abaixo.
Sistema Fabricante Modelo Peso por eixo (kg)VLT do Rio de JaneiroAlstomCitadisVLT da Baixada SantistaVosslohTramlinkMetrô de Porto AlegreAeromóvel: Aeromóvel S.A e T'Trans Metropolitano: Kawasaki/Hitachi/
Consórcio Nippon Sharyo, Alstom/CAFAeromóvel: Aeromóvel A100/200 Metropolitano: DiversosAeromóvel: (A100) e (A200) Metropolitano: VLT de SobralBom SinalMobileVLT do CaririBom SinalMobileSistema de Trens Urbanos de MaceióBom SinalMobileSistema de Trens Urbanos de João PessoaBom SinalMobileMetrô de TeresinaBom SinalMobileSistema de Trens Urbanos de NatalBom SinalMobileMetrô de FortalezaVLT: Bom Sinal Metropolitano: AnsaldoBredaVLT: Mobile Metropolitano: MetroStarVLT: Metropolitano: Metrô de São PauloAlstom, CAF, Bombardier, Hyundai RotemDiversosRotem: Trem Metropolitano de São PauloHyundai Rotem, Alstom, CAF, Siemens, Francorail/Cobrasma, CRRCDiversosMetrô do Rio de JaneiroMafersa/Alstom, CNRDiversosTrens Urbanos do Rio de JaneiroFNV, Consórcio Nippon Sharyo, Mafersa, Cobrasma, Metropolitan-Vickers,
Santa Matilde, Hyundai Rotem,
CNR, AlstomDiversosMetrô de SalvadorHyundai RotemDiversosVLT de SalvadorCAF UrbosMetrô do RecifeCAF, MAN/Santa MatildeDiversosMetrô de Belo HorizonteCobrasma, CAFDiversosMetrô do Distrito FederalAlstom, Mafersa/AlstomDiversosEstrada de Ferro Campos do JordãoMidland Railway Carriage & Wagon Company, Siemens/Man de NürnbergDiversosDesconhecido
Ver também Lista de cidades com metropolitano Transporte ferroviário no Brasil Transporte público no Brasil
Bibliografia
Ligações externas
Trilhos urbanos: Metrôs, VLTs e outros, na revista Centro-Oeste (VFCO).
Categoria:Transporte ferroviário de passageiros do Brasil Ferroviario urbano Urbano Brasil