Eryngium maritimum, comummente conhecido como cardo-rolador ou cardo-marítimo, é uma espécie de planta herbácea, vivaz, pertencente à família das umbelíferas e ao tipo fisionómico dos hemicriptófitos.Eryngium maritimum - Flora Digital de Portugal. jb.utad.pt/flora.

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 233. 1753.Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 4 de Outubro de 2014 <http://www.tropicos.org/Name/1700397>

Descrição Trata-se de uma planta perene, que pode atingir entre 15 a 50 centímetros. Sobressai por ser espinhoso e pelo seu aspecto robusto, que se desenvolve a partir de uma roseta basal.

Conta com um sistema radicular profundo.

O tronco principal é lenhoso e vertical, pouco ramificado e sem restos fibrosos.

Quanto às folhas, são todas muito coriáceas e carnosas, denteado-espinhosas, com nervação palmado-reticulada e margem muito engrossada, estão recobertas por uma camada cerosa que lhes confere uma coloração verde-azulada ou verde-acinzentada, e as protege da desidratação e da erosão.

As folhas basais medem entre 8 a 25 centímetros de comprimento por 5 a 16 centímetros de largura, destacam-se pelo limbo mais largo que comprido, têm uma silhueta reniforme e um pouco cordiforme na base, contando com um pecíolo longo (cerca de 2/3 do comprimento total da folha) e inerme, trilobadas ou tripartidas, com segmentos amplamente sobrepostos quando secos, o central muito menor que os laterais, mais ou menos profundamente e remotamente dentados – os dentes triangular-oblíquos e espinhosos – frequentemente persistentes na antese.

As folhas caulinares, que podem ser entre 2 a 5, têm um posicionamento esparso, costumam ser estéreis – salvo o par superior – e costumam destacar-se pelo limbo atenuado na base. Têm um feitio obovado e contam com 3 lóbulos apicais mais ou menos divergentes, espinhosos, amplexicaules e sésseis ou subsésseis.

As folhas cimeiras assentam em verticilos de 3, e apresentam uma coloração azulada.

As Inflorescências consistem em flores, azuladas, agrupadas em capítulos, formando cabeças florais compactas e globosas. Cada flor possui um cálice de 5 sépalas estreitas e erectas, maiores do que as pétalas. Estas inflorescências encontram-se rodeadas por brácteas largas e espinhosas, que se assemelham a folhas. Esta espécie floresce e frutifica de Maio a Setembro.

Relativamente aos capítulos, que podem medir entre 10 a 30 milímetros de comprimento por 10 a 25 milímetros de largura, têm um formato subesférico ou globoso, sendo que se destacam claramente do invólucro. O capítulo central com pedúnculo de 20-60 mm, multifloros, dispostos em cimeiras dicotómicas ou cimeiras tríparas.

Quanto às brácteas, medem uma a duas vezes o comprimento do capítulo, são patentes, rígidas, lanceoladas ou oblanceoladas e largas, contam com 3 lóbulos triangulares e espinhosos, sendo que o lóbulo central é o maior, por vezes dotado de algum dente lateral menor. As brácteas apresentam uma coloração esbranquiçadas e frequentemente tingidas de azul, não têm espinhos alternos na base.

As bracteólas, por seu turno, serão tantas quantas forem as flores, têm um feitio tricúspide e são glabras.

Do que tange às sépalas, têm um formato linear-lanceolado ou cuspidado-apiculado, são rígidas, não têm rebordo membranoso nítido, apresentam-se glabras e de coloração azulada.

Por último, os frutos são escamosos, oblongos e providos de pêlos em forma de gancho.

Distribuição Marca presença em grande parte do continente europeu, alargando-se de Norte a Sul, desde a Escandinávia até à Península Ibérica, e de Ocidente a Oriente, seguindo pela orla mediterrânea até ao Mar Negro. Encontra-se ainda na Ásia Ocidental e no Norte de África.

Portugal Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental, mais concretamente em todas as zonas do litoral, desde o Noroeste Ocidental ao Sotavento Algarvio.

Em termos de naturalidade é nativa da região atrás indicada.

Ecologia Privilegia solos arenosos, especialmente em dunas embrionárias e primárias dos sistemas dunares, em zonas à beira-mar.

Protecção

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Bibliografia Eryngium maritimum - Checklist da Flora de Portugal (Continental, Açores e Madeira) - Sociedade Lusitana de Fitossociologia Checklist da Flora do Arquipélago da Madeira (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens) - Grupo de Botânica da Madeira Eryngium maritimum - Portal da Biodiversidade dos Açores Eryngium maritimum - The Plant List (2010). Version 1. Published on the Internet; http://www.theplantlist.org/ (consultado em 4 de outubro de 2014). Eryngium maritimum - International Plant Names Index Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica 1-8, 10-15, 17-18, 21. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.

Ligações externas

Eryngium maritimum - Flora-on Eryngium maritimum - The Euro+Med PlantBase Eryngium maritimum - Flora Vascular Eryngium maritimum - Biodiversity Heritage Library - Bibliografia Eryngium maritimum - JSTOR Global Plants Eryngium maritimum - Flora Europaea Eryngium maritimum - NCBI Taxonomy Database Eryngium maritimum - Global Biodiversity Information Facility Eryngium maritimum - Encyclopedia of Life

Categoria:Flora de Portugal maritimum