thumb|direita|250px|Papiro 77, um dos Papiros de Oxirrinco, um fragmento que contém os versículos 23:30-39 de Mateus.

Mateus 23 é o vigésimo terceiro capítulo do Evangelho segundo Mateus, no Novo Testamento da Bíblia. Ele apresenta um discurso vigoroso de Jesus Cristo contra a hipocrisia e a vaidade religiosa dos escribas e fariseus, e é tradicionalmente conhecido como o capítulo das “Críticas aos Fariseus” ou dos “Oito Ais”.

Neste capítulo, Jesus dirige-se inicialmente à multidão e aos seus discípulos, advertindo-os a respeitarem a autoridade dos que “sentaram-se na cadeira de Moisés”, mas sem imitarem suas práticas, pois “dizem e não fazem” (). Em seguida, Cristo denuncia uma série de atitudes exteriores e legalistas que escondiam o orgulho, a busca de prestígio e a falta de verdadeira caridade.

As palavras de Jesus são de severa correção, mas também de zelo à verdade. Ele denuncia com veemência os fariseus por fecharem “aos homens o Reino dos Céus” (), por buscarem honras humanas e desprezarem o essencial da Lei — “a justiça, a misericórdia e a fidelidade” (). A famosa expressão “Ai de vós” repete-se diversas vezes, marcando o tom profético e penitencial do discurso.

Ao final, Jesus lamenta sobre Jerusalém, chorando por sua recusa em acolher os profetas e o próprio Messias: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus fi­lhos, como a galinha reúne seus pinti­nhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste!” ().

Manuscritos Papiro 77 - versículos 23,30-39

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