Ahrar al-Sham (ou Ahrar ash-Sham) foi um grupo rebelde sírio, ex-membro da Frente Islâmica, composto por uma coligação de grupos islamistas e salafistas que se uniram para combater o governo de Bashar al-Assad. O grupo era composto por cerca de 10 mil a 20 mil combatentes, sendo o maior grupo armado de oposição na Síria, a seguir ao Exército Livre Sírio. Ahrar al-Sham foi o principal grupo rebelde na Guerra Civil Síria, apoiado por Turquia, Arábia Saudita e Catar.
Politicamente, o grupo teve como objetivo tornar a Síria num estado islâmico, guiado pelos valores da Lei Islâmica (Sharia), criticando abertamente os ideais do secularismo ou da democracia. Porém, desde 2017 o movimento vinha adotando posturas bem mais moderadas, incluindo a adoção da bandeira revolucionária síria e a implementação do Código Árabe Unido em suas cortes.
Apesar de ser considerado um grupo terrorista por países como a Síria, Rússia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Egito, políticos de países membros da União Europeia, bem como membros da administração dos EUA, procuraram estabelecer contatos com o grupo, com o Departamento de Estado dos EUA a confirmar que a organização não integrava a lista dos grupos terroristas nos EUA.
Foi um dos alvos da operação americana na região em 2014 ao lado da Al Nusra, do Estado Islâmico e do Movimento Hazzm.US Airstrikes 'Hit Syrian Rebel Group' Fighting Islamic State Em janeiro de 2017 o grupo entrou em confronto com a Jabhat Fateh al-Sham, antiga Frente al-Nusra e filial síria da Al Qaeda. A entidade apoiou o acordo de cessar-fogo implementado na Síria que foi negociado por Rússia, Turquia e Irã.
Na Conferência da Vitória da Revolução Síria, realizada em 29 de janeiro de 2025, a maioria das facções da oposição armada, incluindo o Ahrar al-Sham, anunciou sua dissolução e foi incorporada ao recém-formado Ministério da Defesa.
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