thumb|upright=1.05|Dinar de ouro com efígie do califa Abedal Maleque ibne Maruane
Maomé ibne Maruane ibne Haquem (Muḥammad ibn Marwān ibn al-Ḥakam; ; m. 719/720) foi um príncipe árabe e um dos mais importantes generais do Califado Omíada no período 690-710, e um daqueles que completou a conquista da Armênia. Derrotou os bizantinos e conquistou seus territórios armênios, esmagou uma rebelião armênia em 704-705 e transformou o país numa província omíada.
Biografia
Maomé foi o filho do califa Maruane I com uma escrava, e portanto meio-irmão do califa Abedal Maleque ibne Maruane . Quando Maruane assumiu o trono, enviou Maomé para a Jazira (Alta Mesopotâmia) para assegurar a Armênia. Em 691, comandou o avanço da guarda de seu irmão na contra Muçabe (irmão do anticalifa mecano Abedalá ibne Azobair). Em 692/693, derrotou o exército bizantino na batalha de Sebastópolis, ao persuadir o enorme contingente eslavo do exército imperial desertar para ele. No ano seguinte, invadiu a Anatólia bizantina com ajuda dos mesmos eslavos, e conseguiu outra vitória contra o exército bizantino próximo de Germaniceia, enquanto em 695, invadiu a província de Armênia Quarta.
Em 699-701, junto com seu sobrinho Abedalá, foi enviado para o Iraque para ajudar o governador Alhajaje ibne Iúçufe na supressão da rebelião carijita de Abederramão. Em 701, Maomé fez campanha contra o território armênio sob controle bizantino a leste do Eufrates, e forçou sua população e o governador local, Vaanes, a submeterem-se ao califado. Logo depois de sua partida, contudo, os armênios rebelaram-se e chamaram auxílio bizantino. Repetidas campanhas em 703 e 704 por Maomé e Abedalá esmagaram a revolta, e Maomé assegurou o controle muçulmano ao organizar um massacre em larga-escala das famílias nacarares armênias em 705.
Quando ascendeu ao trono em 705, Maomé começou a ser eclipsado por seu sobrinho Maslama ibne Abedal Maleque, que como ele também nasceu duma escrava. Maslama assumiu a liderança das campanhas contra Bizâncio, e finalmente substituiu-o completamente em sua competência como governador da Mesopotâmia, Armênia e Azerbaijão em 709/710. Maomé morreu em 719/720. Era o pai do última califa omíada, com uma mulher de nome desconhecido, muito provavelmente de origem não-árabe (uma curda segundo algumas fontes). Alguns fontes relatam que Maomé capturou-a durante a supressão da revolta de Abedalá, e algumas ainda alegam que ela já estava grávida de Maruane naquela época.
Bibliografia
Categoria:Árabes do século VII Categoria:Árabes do século VIII Categoria:Generais do Califado Omíada Categoria:Dinastia omíada Categoria:Omíadas envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Governadores omíadas da Armênia