O Pornhub é um site canadense de compartilhamento de vídeos pornográficos, pertencente ao conglomerado de entretenimento adulto Aylo (anteriormente MindGeek, Manwin e Mansef). Em dezembro de 2025, o Pornhub era o 21.º site mais visitado do mundo e o site de pornografia mais acessado globalmente.
A plataforma permite que os visitantes assistam a vídeos de diversas categorias, incluindo produções profissionais e amadoras, além de possibilitar o envio e compartilhamento de conteúdo próprio. Publicações que violem os termos de serviço podem ser denunciadas. O site também realiza anualmente a premiação Pornhub Awards.
Em dezembro de 2020, após uma reportagem do New York Times expor casos de pornografia não consensual e tráfico sexual, as processadoras de pagamento Mastercard e Visa suspenderam seus serviços para o site. Como resposta, o Pornhub removeu todos os vídeos enviados por usuários não verificados, reduzindo o acervo total de treze milhões para quatro milhões de vídeos. O documentário de 2023, Money Shot: The Pornhub Story (en), aborda a oposição ao site e as perspectivas de alguns profissionais da indústria.
Histórico Em 2012, o jornal The Huffington Post destacou a tentativa do website em ter um anúncio comercial exibido durante o Super Bowl daquele ano, entretanto, a emissora responsável pelo evento rejeitou a inclusão da esquete, ainda que ela não tivesse conteúdo explicitamente sexualizado, por ser ilegal a exibição de pornografia na televisão americana, e a emissora não pretendia se associar com a promoção do gênero, acreditando que a exibição do comercial poderia ser visto como um endosso ao material promovido, o que poderia gerar um processo de responsabilização pela "Federal Communications Commission".
No dia 16 de março de 2017, o site resolveu fazer uma campanha, pedindo para que os usuários mandassem vídeos fazendo sexo fantasiados de panda-gigante, de forma a incentivar o sexo entre estes animais, que estão ameaçados de extinção pela falta de reprodução. Alguns cientistas levantaram a hipótese de que vídeos desses animais copulando poderia incentivar os pandas a praticar o ato.
Controvérsias Em dezembro de 2020, Nicholas Kristof no The New York Times descreveu o Pornhub como uma empresa que "monetiza estupros infantis, pornografia de vingança, vídeos de câmera espiã de mulheres tomando banho, conteúdo racista e misógino e imagens de mulheres sendo asfixiadas em sacos plásticos." Em resposta ao relatório, o Pornhub anunciou que não aceitaria mais vídeos de usuários não identificados e desativaria os downloads dos mesmos. Visa e Mastercard também anunciaram que revisariam seus laços financeiros com o Pornhub. Em 10 de dezembro de 2020, Mastercard e Visa bloquearam o uso de seus cartões no Pornhub. O Pornhub disse ao New York Times que essas afirmações eram "irresponsáveis e flagrantemente falsas".
Em 14 de dezembro de 2020, o Pornhub anunciou que todos os vídeos postados por usuários não verificados foram removidos do acesso público para "verificação e revisão pendentes".
No Brasil, segundo Clayton Nunes, CEO da Brasileirinhas, os responsáveis por enviar pornografia não consensual ao Pornhub são os mesmos que enviavam pornografia violando direitos autorais. Como prova disso, ele apontou o fato dos vídeos piratas do Brasileirinhas no Pornhub ter caído para zero, após o banimento das contas. Já no Xvideos, Spank Bang e XHamster, que não verifica os usuários, a produtora ainda precisa pedir para remover vídeos por direitos autorais.
Em 12 de março de 2014, o Pornhub foi banido da Rússia pelo Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação de Massa (Roskomnadzor). O motivo foi a publicação de um vídeo pornográfico, cuja atriz parecia muito jovem, por denúncia de alguns usuários do portal.
O perfil da DitchCarbon para a MindGeek S.à r.l., empresa-mãe do Pornhub, não apresenta metas quantificadas de redução de emissões dos Escopos 1, 2 ou 3 e afirma que a MindGeek não assumiu publicamente compromissos específicos para metas climáticas de 2030 ou 2050 nos principais frameworks que a plataforma acompanha.
Em 26 de março de 2026, a União Europeia acusou as plataformas de conteúdo adulto Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos de descumprir regras ao permitir que crianças tenham acesso ao conteúdo publicado em seus sites. As plataformas podem receber as multas de até 6% de seu faturamento anual global caso sejam consideradas culpadas de violar a Lei de Serviços Digitais.
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