A economia da Suíça é uma próspera e estável economia de mercado, com um Produto Interno Bruto per capita maior do que o das grandes economias da Europa ocidental.
A economia suíça beneficia-se de um setor de serviços altamente desenvolvido, liderado pelos serviços financeiros e de uma indústria especializada de alta tecnologia.
A Suíça é membro da Associação Europeia de Livre Comércio mas não faz parte da União Europeia. Nos últimos anos, os suíços têm procurado ajustar as suas práticas económicas às da UE, embora o país não pretenda ser membro pleno da UE a curto prazo. Berna e Bruxelas assinaram acordos de liberalização comercial em 1999. Estão igualmente a ser discutidas outras áreas de cooperação.
O país é o primeiro no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings
Serviços financeiros No século XIX diversos cantões adotaram o free banking (sistema bancário inteiramente desregulamentado), onde a livre entrada, circulação e emissão de moeda privada eram permitidos mas, com a nova regulação bancária de 1881, tal sistema foi extinto.Econ Journal Watch - Do Economists Reach a Conclusion on the performance of free banking in history?. Ignacio Briones & Hugh Rockoff, Volume 2, Edição 2, Agosto de 2005, Acessado em 18/08/2017.The Central Bank and the Financial System. Autor: Charles Albert Eric Goodhart. MIT Press, 1995, pág. 211, ISBN 9780262071673 Adicionado em 18/08/2017.
Atualmente, a Suíça é a principal praça financeira para a gestão de fortunas. Por manter apreciada, historicamente, a moeda local (franco suíço) e por conservar um elevado grau de sigilo bancário, o país é um porto seguro para investidores interessados em proteger informações sobre a origem dos seus capitais. Em 2009, foi classificada como paraíso fiscal, pela OCDE.
História do sigilo bancário suíço Desde a década de 1930, diante da ascensão do nazismo na Alemanha, muitas pessoas passaram a procurar um lugar seguro para transferir seus capitais, diante do risco de guerra.
Os bancos suíços por pertencerem a um país neutro adotaram um sistema inviolável para proteger o patrimônio de seus clientes, o sistema não reconhece o indivíduo, não importa quem seja mas sim o portador da número da conta e a senha garantindo assim um sigilo total sobre as contas. Uma tentativa de quebra do segredo por via judicial levou o governo a criar, em 1934 uma emenda constitucional reconhecendo o segredo bancário.
Durante a Segunda Guerra Mundial, numerosos depositantes, muitos judeus, diante das dificuldades de comunicação entre parentes, não transferiram para os herdeiros os números e as senhas de suas respectivas contas, tornando-se impossível apresentar provas documentais, assim os valores depositados continuam incorporadas ao patrimônio dos bancos aguardando alguém que conheça o número da conta e a senha.
Posteriormente surgiu uma outra utilidade para o segredo bancário – abrigar os capitais enviados por ditadores e potentados de todo o mundo, proveniente da corrupção de governantes, do narcotráfico, da fraude financeira. As contas nos bancos suíços passaram a servir para a lavagem de dinheiro.ZIEGLER, Jean A Suíça Lava Mais Branco. Lisboa, Inquérito, 1990. Quantias astronômicas eram ali depositadas e, se eventualmente descobertas, beneficiavam-se da lentidão dos processos judiciais.
Mais recentemente, os europeus mais abastados passaram a usar os depósitos na Suíça como estratégia de evasão fiscal - sobretudo para escapar ao pagamento do imposto de renda e do imposto sobre grandes fortunas, nos seus países de origem. Os bancos suíços foram assim incrementando seus depósitos a ponto de abrigarem, antes da atual crise financeira, 3 bilhões de euros. Essa soma astronômica foi, entretanto, reduzida para 2100 milhões de euros, após a atual crise, quando também aumentou a pressão internacional para a quebra do sigilo bancário Segredo bancário suíço por um fio
O governo suíço comprometeu-se a aumentar o fornecimento de informações a outros países - considerando "caso a caso" e mediante "pedidos concretos e justificados".Agência Estado, 13 de março de 2009.Pressionada, Suíça relaxará regras de sigilo bancárioSwissinfo.ch 6 de Março de 2009. Suíça quer discutir mas não renunciar ao sigilo bancário Mas, em 2 de abril de 2009, após a reunião do G20, em Londres, a Suíça foi incluída, pela OCDE, na 'lista cinza' de 38 países considerados paraísos fiscais. O presidente da Confederação Suíça (também ministro das Finanças) Hans-Rudolf Merz criticou os critérios usados para estabelecer a lista.AFP, 3 de Abril de 2009.Suíça critica inclusão em lista cinza de paraísos fiscais.
Dados econômicos
O quadro a seguir mostra a evolução do Produto Interno Bruto da Suíça, a preços de mercado, estimado pelo Fundo Monetário Internacional, com valores em milhões de francos suíços, e o valor médio anual da moeda local, frente ao dólar americano.International Monetary Fund Ano Produto Interno Bruto Taxa de câmbio (CHF/(USD) 1980 184 081 1,67 Francos 1985 244 421 2,43 Francos 1990 330 925 1,38 Francos 1995 373 599 1,18 Francos 2000 422 063 1,68 Francos 2005 463 139 1,24 Francos 2006 487 041 1,25 Francos 2007 512 142 1,20 Francos
Os quadros a seguir mostram a evolução do PIB, da inflação, dos gastos públicos e do comércio exterior, nos últimos anos.
Desenvolvimento do Produto interno bruto (PIB), real em % comparado com o ano anterior Ano1998199920002001200220032004200520062007 flutuação em % comparado com ano anterior. 2,8 1,3 3,6 1,0 0,3− 0,2 2,3 1,9≈ 2,7≈ 1,7Fonte: Departamento Federal de Finanças da Suíça (Bfai) Desenvolvimento do PIB da Suíça [http://www.bfs.admin.ch/bfs/portal/en/index/themen/04/02/01.html Portal do Bfai ! bgcolor="#eaeaea" colspan=2 |≈ = estimado
Desenvolvimento do PIB (nominal) absoluto (em bilhões de US$) por habitante (em mil. US$)Ano 2003 2004 2005 Ano200320042005 PIB em bilhões de US$323359367 PIB por habitante(em mil. US$)44,048,549,5Fonte: Bfai
Desenvolvimento da inflação Desenvolvimento dos gastos públicos em % comparado com o ano anterior in % des BIP ("menos" = déficit orçamentário)Ano2003200420052006 Ano2002200320042005 Inflação 0,6 0,8 1,2 1,2 Gastospúblicos 2,4− 1,3− 1,1≈ 3,2Fonte: Bfai ! bgcolor="#eaeaea" colspan=2 |≈ = estimado
Principais parceiros econômicos (2005) Exportações (em %) para Importações (em %) da Alemanha 19,5 Alemanha 31,6 EUA 10,7 Itália 10,5 Itália 9,1 França 10,0 França 8,7 EUA 5,3 Grã-Bretanha 5,4 Holanda 4,8 Japão 3,6 Áustria 4,6 outros países 43,0 outros países 33,2 todos países da UE juntos 61,8 todos países da UE juntos 80,4Fonte: Bfai
Desenvolvimento do comércio exteriorem bilhões de francos suíços e flutuação comparado em % com o ano anterior 2003 2004 2005 2006bilhões. SFr. % gg. Vj.bilhões. SFr. % gg. Vj.bilhões. SFr. % gg. Vj.bilhões. SFr.(1. Hj.) % gg. Vj. Importações 135− 0,4 144 6,7 158 9,4 85 16,0 Exportações 141− 0,8 153 8,2 163 6,7 90 16,8 Saldo 6,2 8,8 5,5 4,7Fonte: Bfai
As sete grandes regiões O "Escritório Federal da Estatística" (OFS) para poder estudar o desenvolvimento do país e seguindo as pegadas do que se faz no Europa - nomeadamente com o "Escritório das estatísticas das Comunidades Europeias" (Eurostat) - decidiu criar territórios macro-econónicos que permitam efectuar comparações entre eles. O estudo que demorou vários anos consiste numa partilha do país em sete regiões importantes para a política e a economia. Les sept grandes régions de la Suisse (OFS) Visitado: Outubro 2010
As sete grandes regiões assim criadas são : RegiãoCantões constituintesPopulação (*)Superfície (**)Região LemánicaVD, VS, GE12828718Espaço das Terras CentraisBE, FR, SO, NE, JU1 65310 062Suíça da NoroesteBS, BL, AG 9801959ZürichZH1 1941 729Suíça do LesteGL, SH, AR, AI, SG, GR, TG1 03711 521Suíça CentralLU, UR, SZ, OW, NW, ZG 6594 485TissinoTI3012 812Suíça 26 Cantões 7 10541 285 (*) valores de 1996, em milhares (**) em km ²
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