José Antonio dos Santos Medeiros, ou simplesmente José Medeiros, (Caicó, ) é policial rodoviário federal, professor e político brasileiro filiado ao Partido Liberal (PL).

Biografia

Histórico José Medeiros é graduado em Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso e Direito pelo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis e atuou como professor e agente da Polícia Rodoviária Federal.

Histórico Eleitoral Foi candidato a deputado federal pelo PPS em 2006 não sendo eleito.

Em 2010 elegeu-se primeiro suplente de senador na chapa de Pedro Taques sendo efetivado mediante a eleição do titular para o governo de Mato Grosso em 2014.

Em 2018 José Medeiros foi eleito deputado federal por Mato Grosso com 82.528 votos, o segundo mais votado do pleito.

Em 2022 Foi eleito deputado federal por Mato Grosso com 4,75% dos votos.

Senado Em 2015 recebeu o prêmio Congresso em Foco como um dos dez senadores mais atuantes do Brasil em votação feita pelo respectivo site em parceria com o Universo Online e em março do ano seguinte deixou o PPS após dezesseis anos e ingressou no PSD.

Foi o vice-líder do presidente Michel Temer no Senado Federal

Desde a posse integra ou já integrou a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e a Comissão de Assuntos Econômicos, além de tomar parte na Comissão Externa para verificar in loco a situação na Venezuela e na Comissão Especial do Impeachment 2016, além de 22 outras comissões.

Em agosto de 2017, anunciou sua saída do PSD e o ingresso no Podemos, como pré-candidato a reeleição.

Em outubro de 2017 votou a contra a manutenção do mandato do senador Aécio Neves mostrando-se favorável a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.

Participou do Processo de impeachment de Dilma Rousseff como um dos senadores que apoiaram o afastamento da então presidente, Dilma Rousseff,

Após o fim do processo de impeachment foi um dos dois senadores que ingressaram com mandados de segurança com pedido de liminar para a suspensão da habilitação da ex-presidente Dilma Rousseff para o exercício de cargos públicos.

Em 2015 protocolou pedido para retirada da Venezuela do Mercosul após visita ao país e alegações de que o governo local estaria violando o Protocolo de Ushuaia e criticou a ausência de democracia.

Foi signatário da Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, a PEC dos Gastos Públicos.

Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.

José Medeiros foi relator da sugestão legislativa n.º 7, de 2017: o primeiro projeto de lei do Senado de origem popular. A sugestão havia sido enviada por um cidadão mineiro ao Portal e-Cidadania e sugeria proibir o corte ou a diminuição da velocidade por consumo de dados nos serviços de internet de banda larga fixa. Em abril de 2017, a comissão de direitos humanos da casa debateu o relatório do Senador e decidiu transformar a ideia em projeto de lei (PLS n.º 100, de 2017).

Medeiros também foi relator da SUG n.° 7, de 2014. A sugestão, enviada por um cidadão do Distrito Federal, pedia a regulamentação das atividades de marketing de rede. O senador relatou pela rejeição da proposta, sendo seguindo pelo restante da comissão.

Em 19 de janeiro de 2017 anunciou sua candidatura à presidência do Senado Federal numa disputa com o líder do PMDB, Eunício Oliveira, apoiado pelo Governo Michel Temer. Medeiros contou com o apoio de senadores independentes como Cristovam Buarque (PPS-DF), Lasier Martins (PSD-RS), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Waldemir Moka (PMDB-MS), Álvaro Dias (PODE-PR), José Reguffe (Sem partido-DF) e Magno Malta (PR-ES). A eleição ocorreu em fevereiro de 2017, Medeiros recebeu 10 votos, enquanto Eunício 61, outros 10 senadores votaram em branco.

Em 31 de julho de 2018, teve o mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT). Os juízes consideraram que houve fraude na ata da convenção partidária que definiu as suplências do então candidato, que acabou eleito, Pedro Taques, nas eleições de 2010. Na convenção, de acordo com o TRE-MT, Paulo Fiúza (PV) seria o primeiro suplente, enquanto Medeiros o segundo. Uma versão adulterada apontava o contrário. Com a eleição de Taques ao governo do estado em 2014, Medeiros assumiu o mandato. A decisão é pela perda imediata do mandato de Medeiros e pela posse de Fiúza. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, mas terá de aguardar o fim do caso sem o mandato. O TRE também decidiu tornar Medeiros inelegível por oito anos.

Polêmicas

Bloqueio de redes sociais Em novembro de 2022, José medeiros teve suas redes sociais bloqueadas pela Justiça após postar imagens de bolsonaristas protestando contra o candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial.

Ataques ao Próprio Eleitorado Um novo áudio atribuído ao deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) registra o parlamentar afirmando que seu eleitor é aquele que “ora para alienígena e bebe detergente”. A declaração aparece em uma sequência de mensagens trocadas com o prefeito de Diamantino, Francisco “Chico” Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Você sabe que meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né. Esse eleitor, Chico”, afirma Medeiros na gravação obtida pela reportagem.

o mesmo durante o aúdio relatou proximidade com o STF e não iria atacar nenhum outro ministro exceto Alexandre de Moraes.

O Deputado se defendeu dizendo o Audio foi manipulado e cortado por sua Adversária: Janaína Riva (MDB-MT) e teve a defesa pública do ex-deputado: Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

Desempenho em Eleições Ano Eleição Partido Cargo Votos % Resultado Ref 2006 Estadual do Mato Grosso PPS Deputado Federal 8.175 0,57% 2010 Estadual do Mato Grosso PPS Senador 708.440 24,48% 2018 Estadual do Mato Grosso PODE Deputado Federal 82.528 5,57% 2020 Suplementar para o Senado por Mato Grosso PODE Senador 138.922 9,70% 2022 Estadual do Mato Grosso PL Deputado Federal 82.182 4,75%

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