right|thumb|230px|Cabine telefônica da Oi. A Oi Fixo foi o serviço de telefonia fixa da operadora Oi. A operadora possuía concessão de telefonia fixa em todas as unidades federativas do Brasil (exceto São Paulo), além de autorizações nas regiões onde não detinha concessão. Em 2024, o regime de concessão da Oi foi migrado para o regime de autorização. Atualmente, a companhia possuí aproximados 5,3 milhões de linhas fixas em operação no país, sendo a terceira maior empresa do setor. Em fevereiro de 2025 foi anunciado que a Datora comprou a WLL (rede sem fio) da Oi Fixo e a empresa passou a operar todos os serviços no ano seguinte. Em abril de 2026 foi anunciado que a Método Telecom comprou a Oi Fixo e vai operar todos os seus serviços.
História Surgimento Em 1998, o Ministério das Comunicações decidiu dividir a Telebrás em doze companhias: três holdings das concessionárias regionais de telefonia fixa, uma holding da operadora de longa distância e oito holdings das concessionárias da telefonia móvel Banda A, antecipando a sua privatização. A maior delas era Tele Norte Leste S.A., transformada em Telemar em abril de 1999. O nome TELEMAR vem de TELE (telefonia - o serviço que a empresa presta) e MAR (a região no qual a operadora atua, que é o litoral sudeste, nordeste e norte do Brasil).
A Telemar absorveu assim, indiretamente, as antigas empresas de telefonia fixa dos estados em que opera: a TELERJ, a TELEMIG, a TELEST, a TELERGIPE, a TELASA, a TELPE, a TELPA, a TELERN, a TELECEARÁ, a TELEPISA, a TELMA, a TELEPARÁ, a TELAMAZON, a TELEAMAPÁ, a TELAIMA e a TELEBAHIA.
Em 2007, a mesma passou a adotar a marca Oi, assim como a sua empresa de telefonia celular.
Aquisição da Brasil Telecom Em 2008, a Oi fez uma oferta de 5,8 bilhões de reais para comprar a operadora de telefonia fixa e móvel Brasil Telecom. O negócio foi acertado entre as duas empresas e a Oi incorporou a Brasil Telecom no dia 17 de maio de 2009, e sendo assim passou a operar com telefonia fixa em todas as unidades federativas do Brasil exceto São Paulo.
Recuperação judicial Em junho de 2016, a justiça determinou o processo de recuperação judicial da Oi pela primeira vez, com uma dívida de R$ 65 bilhões. No final de 2022, o pedido de recuperação judicial foi concluído. No ano seguinte, a justiça aceita mais uma vez com sucesso, a sua segunda recuperação judicial.
Incorporação da Telemar Depois de 23 anos usando o nome de Telemar, a antiga empresa foi incorporada pela Oi em abril de 2021, sendo aprovada em assembleia geral.
Migração do regime de concessão Em novembro de 2024, a Anatel aprovou a migração do regime de concessão de telefonia fixa da Oi para o regime de autorização.
O acordo foi fechado em agosto de 2024 entre Anatel, AGU (Advocacia Geral da União), TCU (Tribunal de Contas União), Ministério das Comunicações e a empresa V.tal e prevê investimentos de cerca de R$ 5,8 bilhões até 2028 por meio da V.tal em infraestrutura e conectividade, com a implantação de novos datacenters, ampliação da rede de cabos submarinos do país e instalação de banda larga fixa de alta velocidade dm 4 mil escolas. A empresa também deverá manter a manutenção da telefonia fixa em 2.845 municípios onde não há outra alternativa de prestação de serviço para os clientes.
Com o fim da concessão, a Oi poderá realizar o desligamento da rede de cobre de telefonia fixa em cidades onde houver competidores. A empresa alegava que a manutenção da infraestrutura apresentava custos elevados mesmo com uma queda crescente no número de usuários de telefone fixo e das receitas de telefonia. O acordo também garante para a Oi a posse e a propriedade dos bens reversíveis, ativos que foram cedidos na privatização da Telebras e que deveriam ser devolvidos à União ao fim da concessão, de modo que a companhia poderá vender os ativos sem a necessidade de autorização da Anatel. A Oi informou que passaria a focar no segmento corporativo e empresarial com a Oi Soluções.
Falência de grande parte do Grupo Oi Em 10 de novembro de 2025 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência de grande parte do Grupo Oi inclusive a própria empresa de telefonia. Mais de 300 mil credores foram prejudicados após as ações do grupo despencarem na B3 após o decreto judicial. Entretanto, a Oi Soluções não entrou na falência e continua em recuperação judicial. A justiça entendeu que esta empresa ainda tem condições de se recuperar. Um dia antes, o Ministério Público Federal tentou desconsiderar o acordo de funcionamento das operações da Oi Fixo e manter a postergação das dívidas do grupo com a União. Também no despacho, pediu para que a ANATEL colocasse em prática planos para evitar prejuízo com os clientes da companhia e acionistas. Para o MP, a decisão feita em 2022 prejudicou credores e clientes pois condicionava a obrigatoriedade do pagamento de dívidas com o governo sem apresentar outras soluções viáveis além de considerar que estas partes não foram ouvidas. Mas com a falência decretada, tal tentativa não surtiu efeito. Cinco dias depois, a justiça suspendeu a falência do grupo, a pedido de seu credor. Após o revés, a Oi voltou a ser negociada na bolsa.
Em 25 de agosto de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro revogou os pedidos do Bradesco e do Itaú Unibanco para adiar a situação de falência da Oi, declarando assim, pela segunda vez, o encerramento das atividades da operadora.
Venda Em fevereiro de 2025, foi realizado a venda dos serviços de telefonia fixa WLL (ou sem fio) para Datora. A venda foi analisada pelo CADE em março daquele ano. A venda foi finalizada no ano seguinte.
Em abril de 2026, foi realizado o leilão judicial da unidade de serviços de telefonia fixa (STFC) da Oi, vencido pela empresa mineira Método Telecom, com um lance de R$ 60,1 milhões. A empresa deve assumir as linhas de telefone fixo residenciais, a responsabilidade pelos números emergenciais como 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Corpo de Bombeiros) e o compromisso de manter o serviço em mais de 7.400 localidades em que a Oi atua como a única operadora pelo menos até dezembro de 2028. A companhia também deverá manter a infraestrutura de torres, postes, fiação e orelhões, além de todos os atuais usuários do serviço de telefonia fixa.
Abrangência A Oi teve concessão de telefonia fixa em todo o território nacional (exceto São Paulo).
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