A Bienal Internacional de Curitiba é um evento internacional de arte contemporânea, realizado desde 1993 no Paraná em Curitiba G1, 31 de agosto de 2013 arte|ref, 3 de junho de 2014

Considerada o maior evento de arte contemporânea do sul do Brasil, Website Mundo livre FM cada edição reúne centenas de artistas em espaços diversificados, que não se restringem a museus, centros culturais e galerias. Nomes icônicos, de grande visibilidade internacional, como Marina Abramovic, Bruce Nauman, Dan Flavin, Louise Bourgeois, Julio Le Parc, Ai Weiwei, Richard Serra, entre outros, já passaram pela mostra, assim como artistas emergentes. Em sua programação constam circuitos paralelos como: Circuito de Museus, Circuito de Galerias, Circuito de Ateliês, Circuito Integrado, Circuito Universitáro (CUBIC), além de eventos como o Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba e a Curitiba Literária.

História O projeto da Mostra VentoSul foi concebido em 1990. Logo em sua primeira edição (1993), realizada após três anos de trabalho e aperfeiçoamento do projeto, ela surgiu como uma das principais mostras de arte sul-americana,http://www.cam.cultura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=21 prevendo a participação de alguns dos artistas mais expressivos da contemporaneidade. alt=1ª Bienal de Curitiba, no Palácio Itamaraty, em Brasília.|miniaturadaimagem|290x290px|Bienal de Curitiba no Palácio Itamaraty, Brasília, em 1994

Nas duas edições seguintes, a Mostra assumiu um caráter mais ambicioso. Além de incluir o Chile entre os países participantes, paralelamente à exposição foi dado início às reuniões de críticos de arte dos países envolvidos no projeto, com o objetivo de complementá-la com debates teóricos que facilitassem o intercâmbio de ideias entre o público e os especialistas. Foi também nessa fase que a Mostra circulou por importantes instituições culturais também fora do Paraná, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand- MASP, em São Paulo, Palácio Itamaraty em Brasília e o Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires, proporcionando grande visibilidade às obras e aos artistas participantes.

A partir de 2007, teve abrangência latino-americana e contou, nessa mesma edição, com a participação de artistas de sete países.

Foi a partir de 2009 que a Mostra passou a ser chamada de Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba.

A edição de 2011 foi desenvolvida sobre o título "Além da Crise" com curadoria de Alfons Hug. Contou com a participação de artistas dos cinco continentes, com uma programação que durou sete meses, incluindo palestras, mesas-redondas, exposições, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances, interferências urbanas e residência artística nos principais espaços culturais de Curitiba. Consagrando-se como o evento cultural mais importante realizado, no Brasil, naquele ano.

Em 2013, completou 20 anos e recebeu mais de 1 milhão de visitas. Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba, 13 de agosto de 2013 Com a ideia de propor uma revisão no formato das bienais, deixaram de lado, nesta edição, a tradicional opção por um tema e um título, focando-se na escolha de obras que representavam uma experiência estética significativa. Ganhou destaque, nesse ano, projetos educativos com a participação de alunos e professores da rede de ensino público e privado

A partir de 2014 o Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba (FICBIC) passa a ser realizado anualmente.

Na edição de 2015 é realizada homenagem ao artista Julio Le Parc, com mostra dedicada a sua produção de, grande importância para o cenário artístico mundial, e guia o tema deste ano com o título “Luz do Mundo”.

A Bienal, que já possuía em suas diversas edições atividade voltadas a literatura, inicia em 2016 a realização de evento próprio para esta linguagem, denominado Curitiba Literária, possibilitando assim um espaço dedicado a dar visibilidade para o cenário literário nacional.

Em 2017, é elaborada a primeira edição com um país como homenageado, a China, que recebe destaque especial na programação. A exposição da China na Bienal de Curitiba é a maior exposição de arte contemporânea chinesa já realizada na América Latina e atraiu visitantes do mundo inteiro e ultrapassando mais uma vez, um público maior que um milhão de visitantes.

E em 2018, a Bienal de Curitiba completa 25 anos realizando uma programação especial dedicada a comemoração a história do evento.

Circuitos Com o intuito de expandir e consolidar seus vínculos locais, a Bienal apoia a realização de circuitos paralelos a mostra principal.

O Circuito de Museus tem mostras organizadas pelas instituições, dialogando com o conceito da Bienal.

O Circuito de Galerias conta com programações especiais nas principais galerias de arte contemporânea da cidade.

O Circuito integrado conta com espaços culturais diversos da cidade.

Já o Circuito de Ateliês coloca o público em contato com a produção dos artistas locais em seu ambiente de trabalho.

O Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba – CUBIC, promove debates, reflexões e expõe obras de artistas universitários, criando um diálogo com da academia com o meio artístico.

Curitiba Literária Em 2007, a Bienal passou a incluir atividades literárias e artistas que contemplam a poesia visual. Na edição de 2013, por exemplo, foi realizado o projeto A Literatura e a Cidade, que obteve grande interesse do público participante, por meio de leitura de textos em ônibus da cidade e da publicação e distribuição da antologia Fantasma Civil, com textos sobre Curitiba escritos por 42 autores.

Com o interesse do público pelas ações de literatura crescendo a cada edição, viu se a necessidade de criar um projeto paralelo à bienal de arte, específico para o segmento literário. Assim, em 2016, essas ações passaram a ter um evento próprio, denominado Curitiba Literária, atraindo um público superior ao esperado, dando uma grande visibilidade para o cenário literário nacional. Devido ao grande sucesso, a Curitiba Literária passou a ser então um projeto anual no calendário da cidade.

Na edição de 2016, a Curitiba Literária realizou mesas literárias com grandes nomes da literatura brasileira, como Cristovão Tezza, Miltom Hatoum, B. Kucinski, José Castello, Bernardo Carvalho, Caetano Galindo, Xico Sá, Luís Henrique Pellanda, entre diversos outros. Além de ações que integraram diversas livrarias e instituições literárias da cidade, exposição de frases em estações tubo e produção de uma antologia distribuída para a rede pública de ensino.

Em 2017, o projeto aproximou ainda mais a literatura das crianças e adolescentes da rede pública de ensino, por meio do lançamento de uma antologia com autores nacionais, que participaram de mesas literárias com os alunos afim de aproximar cada vez mais esse público dos livros, entre diversas outras ações.

Em todas as edições, a programação teve entrada gratuita e priorizou ações em espaços públicos, inserindo a literatura no dia a dia da população.

Edições Recentes

1ª Mostra Latino-Americana de Artes Visuais - VentoSul Esta edição da Bienal, então chamada de VentoSul, contou com a participação de artistas plásticos da Argentina, guiados pela curadoria de Miguel Briante, com representantes de distintas gerações, todos atuando no meio das artes visuais na época.

As obras brasileiras expostas na edição de 1993, em uma exposição organizada por Jair Mendes, mostrava o panorama da produção artística do Brasil, especialmente do Paraná, em um período entre 1935 até as produções da década de 80, com forte representação das décadas de 60 e 70, refletindo o desenvolvimento e a evolução da pintura intimamente ligada aos aspectos sociais, econômicos e políticos do país.

A arte paraguaia tinha curadoria de Tício Escobar e o título de “Perfil secreto da arte do Paraguai”. Com obras de dez artistas do país, as obras expostas tinham em comum a ideia de mostrar esse perfil da arte paraguaia que aparecia por vezes só de relance ou contraluz.

2ª Mostra Latino-Americana de Artes Visuais - VentoSul Com curadoria de Tício Escobar, Fernando Cocchiarale, Nelly Richard, Laura Buccellato e Alícia Haber, expôs obras de artistas do Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. Com a intenção de ser mais do que uma exposição de arte, essa edição da Bienal tinha o objetivo de aproximar artistas desses cinco países e diminuir as fronteiras criadas pelo tempo através da arte.

Foi nesta segunda edição que, para expressar o caminho aberto de integração, foram realizadas reuniões dos críticos de arte dos países participantes para complementar as exposições com debates teóricos que facilitassem o intercâmbio de ideias entre público e especialistas, e as exposições, que na primeira edição do evento itineravam somente dentro do Brasil começaram a se projetar no exterior.

3ª Mostra Latino-Americana de Artes Visuais - VentoSul Com curadoria de Tício Escobar, Fernando Cocchiarale, Guilhermo Machuca, Laura Buccellato e Alícia Haber, teve a participação dos mesmos cinco países que fizeram parte da 2ª edição da Bienal. Os artistas de cada país exibiram obras ligadas diretamente à identidade de seus povos específicos, seus sistemas simbólicos e suas características próprias de produção cultural.

Narrativas Contemporâneas (2007) miniaturadaimagem|330x330px miniaturadaimagem|330x330px thumb|Museu Oscar Niemeyer Espaço da Bienal|327x327px Esta edição contou com exposições no Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MACPR, Casa Andrade Muricy, Memorial de Curitiba, Praça Osório e Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná. Em cada um dos espaços, diferentes aspectos das Narrativas Contemporâneas puderam ser observados, através de criteriosas montagens preparadas pelos curadores. Também nas ruas e praças da cidade, o resultado da Mostra VentoSul pôde ser conferido através de performances, interferências e exposições.http://www.bienaldecuritiba.com.br/2011/ed4/apresentacao.html

Água Grande: Os Mapas Alterados (2009) O título desta edição da mostra foi Água Grande: os mapas alterados, fazendo referência ao termo guarani “Y guasú”, homônimo do rio que nasce em Curitiba e segue em direção às suas grandes quedas na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Um dos fios condutores dessa edição da mostra foi a água, que hoje é abordada como centro dos debates geopolíticos contemporâneo. A mostra reuniu obras de artistas de diferentes partes do planeta, também trabalhando com o deslocamento, conceituado por Gilles Deleuze e Félix Guattarihttp://www.bienaldecuritiba.com.br/2011/ed5/home/conceito_cura.php e seguiu em 39 diferentes espaços da cidade

Além da crise (2011) O conceito curatorial desta edição da Bienal foi Além da Crise. Esta edição também recebeu o prêmio destaque da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) 2011.http://www.bienaldecuritiba.com.br/2011/home/index.php?secao=2&cod_noticia=259 A mostra contou com obras de artistas de cinco continentes, com uma programação que durou sete meses, incluindo palestras, mesas-redondas, exposições, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances, interferências urbanas e residência artística nos principais espaços culturais de Curitiba. Curadoria de Alfons Hug, co-curadores: Paz Guevara, Adriana Almada, curadores convidados: Alberto Saraiva, Artur Freitas, Eliane Prolik, Simone Landal e curadoria do projeto educativo: Denise Bandeira, Sônia Tramujas.http://www.bienaldecuritiba.com.br/2011/home/index.php?secao=1#Conceito Curatorial

Duas Décadas de Arte Contemporânea (2012)