Aristaces de Lastiver (; - ) foi historiador e cronista medieval armênio. Autor de muitos livros, sua contribuição mais valiosa no campo da historiografia foi sua História: sobre os sofrimentos infligidos por povos estrangeiros vivendo em volta de nós (), que descreve as relações da Armênia com o Império Bizantino e o Reino da Geórgia e a devastação das invasões seljúcidas do .
Nome
Aristácio (), Aristaces, Rostaces e Arostaques (, Arōstáchе̄s) são as formas latina e grega do armênio Aristaques (, Aristakе̄s); também existem as variantes armênias Arrastaques (, Aṙastakēs), Arristagues (, Aṙistagēs), Erestagues (, Əṙəstagēs), Erristaques (, Əṙistakēs), Arrestaques (, Əṙstakēs), Irristague (, Yṙistʻag), Urrustaques (, Uṙustakēs) e Restaques (, Ṙəstakēs / Ṙstakēs). G. Parnak propôs que o nome derivou do persa médio ristak, "camponês", mas este termo não é conhecido nessa língua e pode-se pensar que ele derivou ristak do latim rusticus (fem. rustica), "camponês", supondo sua existência em pálavi. Henrik Samuel Nyberg sugeriu que derivou do persa médio röstāk, "aldeia, país habitado". Ferdinand Justi associou-o ao indo-ário urusta, "cultivado", como se viesse do persa rustah. Hračʻya Ačaṙyan propôs que derivou do persa médio ristāxēz (, lystʾhyc; , rastâxiz), "ressurreição", ou do grego antigo Aristarco (, Arístarkhos), "o melhor governante". Suas variantes armênios, explica Ačaṙyan, são decorrentes da pronúncia dialetal capadócia, pois o nome teria entrado na Armênia através da Capadócia, onde o primeiro titular conhecido do nome passou boa parte de sua vida.
Vida
thumb|upright=1.05|Império Seljúcida em 1092
Inicialmente pensava-se que Aristaces teria nascido em alguma vila de nome Lastivarda ou Lastiverta, mas hoje os estudioso sugerem que nasceu numa localidade, talvez perto da cidade de Artsni, chamada Lastiver. Os detalhes de sua vida são fragmentados. Como vardapetes, era bem versado em teologia cristã e conhecia grego e quiçá várias outras línguas. Escreveu sua história de 1072 a 1079, sem o apoio de um patrão, recontando a história coetânea da qual foi testemunha ocular. Composta em 25 capítulos num colofão, fala das invasões seljúcidas de 1047-1048, assim como a captura de Ani em 1064 e a batalha de Manzicerta de 1071.
Bibliografia
Categoria:Armênios do século XI Categoria:Historiadores da Armênia