João Garidas (; 900-919) foi um oficial militar bizantino do , ativo durante o reinado do imperador , Alexandre e no período regencial do jovem . Esteve envolvido na prisão do comandante da guarda imperial Nicolau Zautzes e lutou contra Constantino Ducas durante sua tentativa de usurpação do trono. Em 914, tornar-se-ia heteriarca e por 917 participou, ao lado de , de uma expedição contra o Primeiro Império Búlgaro, onde seria derrotado. Em 919, foi nomeado por Constantino VII como doméstico das escolas, mas por receio de poder ser morto, passou a apoiar a ascensão de .

Vida

thumb|upright=1.05|Fólis de thumb|upright=1.05|Soldo de e

João Garidas é mencionado pela primeira vez em 900, durante o reinado de . Naquele tempo, era provavelmente um membro da guarda imperial, o Heteria, e foi encarregado com a prisão do comandante da guarda (heteriarca), Nicolau Zautzes, cujo filho, Basílio, tinha liderado uma conspiração falha contra o imperador. Durante a tentativa de conspiração do general Constantino Ducas em 6 de junho de 913, ele permaneceu leal ao jovem e foi aquele que matou, segundo a Vida de Eutímio, Gregório, o filho de Constantino Ducas. Por este tempo, ele já mantinha a posição sênior de patrício.

Em 914, ele foi nomeado ao posto de heteriarca pela imperatriz viúva e regente Zoé Carbonopsina após seu predecessor, Teofilacto Domícino, estar envolvido em uma conspiração para tomar o torno. No outono/inverno de 917, ainda como heteriarca, Garidas tomou parte na campanha contra os búlgaros sob o doméstico das escolas . Leão Focas já havia sofrido uma pesada derrota na batalha de Anquíalo (917), em cujo rescaldo os búlgaros invadiram os domínios bizantinos na Trácia. A campanha terminou em outra derrota pesada bizantina na Batalha de Catasirtas, quando os búlgaros lançaram um ataque noturno surpresa no acampamento bizantino e dispersaram o exército imperial. Garidas e Leão Focas escaparam por pouco com alguns homens, e procuraram refúgio atrás das muralhas de Constantinopla.

No começo de 919, Constantino VII e o patriarca de Constantinopla derrubaram Zoé como regente. Como eles temeram uma possível usurpação de Leão Focas, demitiram-o do domesticado e nomearam Garidas, agora um magistro, em seu lugar. Garidas concordou, sob a condição que seu filho Simeão e seu cunhado Teodoro Zefinezer seriam nomeados como comandantes adjuntos da Heteria, algo que efetivamente daria a Garidas controle sobre o governo imperial. O imperador e o patriarca concordaram, mas tão logo quando Garidas deixou o palácio para retornar para sua residência, eles expulsaram Simeão e Teodoro. Como resultado, Garidas, temeroso de sua própria vida, virou-se para o almirante Romano Lecapeno, e tornou-se seu apoiante. Lecapeno agora emergiu como um forte candidato ao trono, e numa série de movimentos, assegurou o controle do governo imperial, neutralizou Leão Focas, e adquiriu promoções, primeiro para basileopátor e finalmente como coimperador sênior em 17 de dezembro de 919.

Ver também

Bibliografia

Categoria:Generais de Leão VI Categoria:Generais de Constantino VII Porfirogênito Categoria:Bizantinos do século IX Categoria:Bizantinos do século X Categoria:Domésticos das escolas Categoria:Patrícios do Império Bizantino Categoria:Magistros Categoria:Bizantinos envolvidos nas guerras bizantino-búlgaras Categoria:Heteria