Raxique Anácimi () foi um oficial árabe do que atuou como governador de Tarso pelo emir hamedânida Ceife Adaulá de 962 até a rendição da cidade para o imperador bizantino em 965. Ele então assumiu o governo de Antioquia e lançou um ataque malsucedido contra a capital hamedânida, Alepo, no começo de 966. Ele tomou a cidade baixa e sitiou a cidadela por três meses, mas foi morto e seus homens retornaram para Alepo.
História
thumb|upright=1.05|Zona fronteiriça árabe-bizantina
Raxique é mencionado pela primeira vez no final de 961, como comandante de um exército tarsense enviado para confrontar a invasão dos bizantinos sob o comandante Nicéforo Focas, que estavam sitiando Anazarbo. Raxique tentou quebrar o cerco, mas foi derrotado com pesadas baixas: segundo Iáia de Antioquia, cinco mil tarsenses caíram e quatro mil foram levados prisioneiros, enquanto Raxique conseguiu escapar. Como resultado, Anazarbo rendeu-se em dezembro de 961 / janeiro de 962. Então o governador de Tarso, ibne Azaiate, que tentou libertar-se do controle hamedânida, confrontou os bizantinos, mas também foi derrotado. Os tarsenses viraram-se mais uma vez para Ceife Adaulá por proteção contra os bizantinos, e ibne Azaiate cometeu suicídio, levando Ceife Adaulá a nomear Raxique como seu sucessor.
Em 963, Raxique liderou um raide de verão (ṣā’ifa) em território bizantino, e capturou o comandante bizantino de Heracleia Cibistra (possivelmente identificado com Eustácio Maleíno). Tais feitos, contudo, não foram capazes de mudar a maré do conflito. Após o saque de Alepo, a residência de Ceife Adaulá, em dezembro de 962, os bizantino sob Nicéforo Focas, que tornou-se imperador em 963, firmemente mantiveram a dianteira, enquanto o governante hamedânida, cujo prestígio estava extremamente abalado pelo saque de sua capital, estava debilitado por revoltas internas. Já tento diminuído o efetivo militar de Tarso em suas vitórias anteriores e removido a ameaça hamedânida, Nicéforo concentrou-se na conquista da Cilícia: Adana caiu em 963, enquanto Mopsuéstia foi atacada em 964 e os bizantinos invadiram profundamente através da região. Chipre foi tomado pela frota bizantina no começo de 965, enquanto no verão, Nicéforo moveu seu exército mais uma vez contra Mopsuéstia, que capitulou em 13 de julho. Tarso foi a próxima, e após um breve cerco, a cidade rendeu-se em 16 de agosto.
esquerda|thumb|upright=1.05|Dinar de ouro de Ceife Adaulá thumb|upright=1.05|esquerda|Histameno de e
Raxique fugiu para Antioquia, onde conseguiu explorar o vaco de poder para tornar-se governador e lançar um ataque contra Alepo, embora as fontes divergem sobre o exato curso dos eventos. Segundo a hagiografia do patriarca Cristóvão de Antioquia, ele prometeu tributo e reféns para Nicéforo, enquanto adquiriu o apoio da população. Junto do coletor de impostos hamedânida Haçane ibne Alauazi, ele então depôs o governador nomeado por Ceife Adaulá, . , por outro lado, relatou que foi ibne Alauazi que incitou Raxique a revoltar-se, e que o último jogou um jogo duplo, prometendo tributo a Ceife Adaulá e Nicéforo Focas.
Ceife Adaulá aceitou sua oferta de uma soma anual de 600 mil dirrãs, mas, citando a eminência da ameaça bizantina, Raxique depôs o governador Abu Tamal, tomou controle da cidade (outubro de 965) e ofereceu o dinheiro prometido a Ceife Adaulá para o imperador bizantino. Todas as fontes concordam que o golpe de Raxique foi seguido por um acordo entre os antioquenos e Nicéforo, que obrigou o primeiro a pagar um tributo anual. Raxique. Raxique então (em 31 de janeiro de 966, segundo ibne Xadade) lançou um ataque contra Alepo. Suas tropas e os lealistas hamedânidas sob travaram muitas batalhas, mas Raxique conseguiu capturar a cidade baixa e sitiar a cidadela por três meses e 10 dias, até ser morto em uma escaramuça e seus homens fugirem para Antioquia.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Árabes do século X Categoria:Governadores abássidas de Tarso Categoria:Generais do Califado Abássida Categoria:Abássidas envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Antioquia Categoria:Muçulmanos envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Pessoas do Emirado Hamedânida de Alepo Categoria:Monarcas suicidas