thumb|250px|Plataforma P-51, destinada a produção de petróleo e gás natural. A engenharia naval é o ramo da engenharia que tem como foco principal as instalações que se destinam à exploração das potencialidades marítimas, fluviais e lacustres. Com o desenvolvimento da exploração e produção de petróleo e gás no oceano, o trabalho do engenheiro naval estendeu-se à engenharia oceânica.
O engenheiro naval dedica-se a todas as fases de vida das embarcações e plataformas destinadas ao transporte aquaviário e à exploração dos recursos e atividades de recreio em oceanos, mares, lagos, rios ou canais, cobrindo as etapas de projeto, construção, fiscalização, inspeção e manutenção. Estão ainda incluídas as tarefas de planejamento e gestão das operações marítimas, fluviais, lacustres e portuárias.
Embora especializada, a engenharia naval é bastante eclética. abordando, direta ou indiretamente, os principais aspectos de outras modalidades de engenharia. O profissional de engenharia naval deve ter uma visão sistêmica e abrangente, necessária ao projeto, operação e manutenção de grandes instalações de engenharia.TUPPER, Eric C. Introduction to Naval Architecture, 2013 - 5 ed. Langford, 2013.
Ramos A engenharia naval pode dividir-se em vários ramos, incluindo: Arquitetura naval - lida com o projeto e construção dos cascos e estruturas de uma embarcação, a organização do seu espaço interior, bem como com o seu comportamento hidrodinâmico e hidroestático; Engenharia de máquinas marítimas - especialidade que envolve o projeto, a construção, a instalação, a operação e a manutenção dos sistemas de propulsão, controle e produção de energia das embarcações, bem como dos seus sistemas eletromecânicos de apoio à tripulação, passageiros e carga; Engenharia estrutural - projeto e calcula a estrutura do navio ou embarcação de uma forma geral para resistir a todas as cargas ambientais e operacionais; Engenharia elétrica - cuida de todo o projeto elétrico e eletrônico do navio ou plataforma; Engenharia oceânica - lida com a concepção, operação e manutenção de estruturas de exploração de recursos marítimos, especialmente petróleo e gás; Transportes marítimos - lida com toda a logística de distribuição utilizando vias marítimas ou fluviais.
Setores de atuação As áreas tradicionais de emprego são os estaleiros navais, empresas de certificação, empresas de gestão de projeto, qualidade e segurança, empresas armadoras, empresas de serviços e consultoria em engenharia, organismos do estado, empresas técnico-comerciais, investigação e docência. As indústrias mais relacionadas são as de construção e reparação naval, pesca, logística e transportes (marítimos ou não).
Na parte da engenharia oceânica, praticamente todas as principais empresas do ramo petrolífero empregam engenheiros navais para a realização de projetos de exploração e produção de petróleo offshore.
O fato de a engenharia naval abranger conceitos das outras áreas de engenharia e de o profissional dessa modalidade ser capaz de analisar e simplificar problemas complexos, possobilita que esse engenheiro trabalhe também fora do setor naval. Um exemplo, é a presença frequente de engenheiros navais nos setores automobilístico, aeronáutico e da construção civil.
Ensino No Brasil, existem sete universidades que oferecem cursos de Engenharia Naval, Engenharia Mecânica Naval e Oceânica: Universidade de São Paulo (Engenharia Naval e Oceânica) Universidade Federal do Rio de Janeiro (Engenharia Naval e Oceânica) Universidade Federal de Santa Catarina (Engenharia Naval) Universidade Federal do Pará (Engenharia Naval) Universidade Federal do Rio Grande (Engenharia Mecânica Naval) Universidade Federal de Pernambuco (Engenharia Naval) Universidade do Estado do Amazonas (Engenharia Naval) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Tecnologia em Construção Naval)
Em Portugal, o Instituto Superior Técnico oferece o curso de Engenharia e Arquitetura Naval, dividido em dois ciclos: licenciatura e mestrado. A Escola Naval oferece os cursos de mestrado em Engenharia Naval, ramos de Mecânica e de Armas e Eletrônica. A Escola Superior Náutica Infante D. Henrique oferece o curso de licenciatura em Engenharia de Máquinas Marítimas.
Disciplinas O curso, assim como grande parte das engenharias, é estruturado em duas fases:
Ciclo Básico: Cálculo, Álgebra, Física, Química, Ciência dos Materiais, Programação, Mecânica Vetorial, Eletricidade Geral, Economia e Estatística.
Ciclo Profissional: Hidrodinâmica, Mecânica dos Fluidos, Estruturas, Vibrações, Mecânica dos Meios Contínuos, Hidrostática, Termodinâmica, Arquitetura Naval, Máquinas Marítimas, Técnicas de Construção, Controle, Modelagem Computacional, Gestão de Projetos, Logística e Pesquisa Operacional.
Ver também Construção naval Plataformas de petróleo Instalações portuárias
Fontes SCOTT, G.L.N. Engenharia Naval. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE, 2015.
Ligações externas Núcleo de Alunos de Engenharia Naval (NAEN) - Portugal Site Oficial do PNV - EPUSP COPPE/UFRJ Site da UFPA Instituto Superior Técnico - Universidade Técnica de Lisboa Escola Naval de Portugal Escola Superior Náutica Infante D. Henrique Centro de Estudos em Gestão Naval Sociedade Brasileira de Engenharia Naval Instituto Pan-americano de Engenharia Naval Instituto de Pesquisas Tecnológicas Tanque de Provas Numéricas da USP Unidade Universitária de Tecnologia em Construção Naval (UEZO)
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