thumb|Fragmento de couro lavrado de Córdova do século XV.|288x288px thumb|Fragmento de couro lavrado do século XIX.|287x287px O couro lavrado também conhecido como Guadamacil ou Couro de Córdova (em francês e inglês : Cuir de Cordoue) é um couro com um aspecto dourado e com uma aparência em relevo graças a técnica do repoussé. Era também uma alternativa ao uso de tapeçaria.

História Historicamente, a técnica dos couros lavrados foi iniciada na cidade de Gadamés na Líbia que era a sua especialidade, depois foi importada pelos mouros no tempo do Califado de Córdova . Mas esse tipo de trabalho do couro era muito mais antigo e tira a sua origem na Antiguidade. Ao que parece, o termo Guadamacile não vem da língua espanhola mas da língua árabe.

Técnica de realização Uma pele de carneiro (conhecida como a badana ou pergaminho) é submersa na água, depois é batida numa pedra e limpa. Após, o couro é instalado sobre uma pedra polida maior que a pele. Depois ela era ainda esticada e limpa outra vez. A badana era então engraxada à mão com uma cola especial. Uma folha de prata era colocada para se unir de forma regular com a pele e limpa no fínal. Finalmente, a pele era esticada e pregada numa placa de madeira para secar. Depois da pele estar seca, era a etapa do polimento do lado da folha da prata com o um brunidor.

Após a realização destas fases, a pele era humedecida e colocada sob uma prensa com uma tábua de madeira em que uma face era gravada de motivos (florais, geométricos, etc.), e tintada com sandáraca e negro de carbono. Depois, o motivo era completado através de uma pintura de óleo (

não confundir com o processo de pintura com óleo sicativo).

De acordo com o regulamento de trabalhos dos Guadamacileros, no ano de 1502 em Sevilha, era exigido que a pele seja somente uma pele de carneiro proveniente de um animal frescamente morto e sem doenças, nem sendo vindo de uma ovelha muito jovem, este regulamento também foi aplicado em Barcelona em 1539. Nesta última cidade, o regulamento proibia o uso da folha de estanho que será também o caso em Córdova mas só em 1567. Só a folha de prata era autorizada, o uso da folha de ouro foi mais tardio. A cor dourado era obtida com uma combinação de pigmentos e de vernizes. A dimensão era fixada ao tamanho máximo de 75 cm por 65 cm. É necessário especificar que naquela época, quem não teria respeitado estas regras, teria sido condenado a morte.

thumb|Quarto Vasa no Castelo Real de Wawel (Cracóvia), século XVII.|left|340x340px Bibliografia Miroir Universel des Arts et des Sciences, du Bolonais Fioravanti, traduit par Gabriel Chappuys, 1586. Dictionnaires Savary, Paris, 1723 FOUGEROUX DE BONDAROY Auguste Denis, Art de travailler les cuirs dorés et argentées, Paris, 1752. DAVILLIER Charles, Note sur les cuirs de Cordoue, Guadamaciles d’Espagne, Paris 1878. BOILEAU Étienne,LESPINASSE René e BONNARDOT François, Histoire générale de Paris, Les métiers et corporations de la Ville de Paris, Livre des Métiers, Imprimerie nationale, 1879. BLONDEL Spire, L’art intime et du goût en France, Paris, 1884 WILLIAM Leonard, The arts and Crafts of Older Spain, Londres, 1907. PEREIRA Franklin, O Couro Lavrado no Mobiliário Artístico de Portugal, Porto, Lello Editores, 2000. DONDERS P., Les cuirs dorés de l’église Saint-Berthuin de Malonne et la fabrique du bruxellois Cornelius T’Kint, Bruxelas, Université Libre de Bruxelles - Faculté de Philosophie et Lettres, 2007.

Categoria:Profissões obsoletas Categoria:Couros Categoria:Peles