José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro (Coroatá, 24 de setembro de 1932 — São Paulo,16 de agosto de 1974), foi um futebolista brasileiro.
Pelé costuma dizer que o tinha como um de seus dois maiores ídolos, ao lado de Zizinho.Pompeu, op. cit., p. 135.
Canhoteiro media 1,68 metro e era um ponta esquerda extremamente habilidoso. Era veloz, e seu drible costumava entortar os adversários. Talvez seu único ponto fraco em campo fosse a marcação. É um dos maiores ídolos do São Paulo de todos os tempos e foi também um dos primeiros jogadores de futebol a ter fã-clube organizado.
Carreira O maranhense Canhoteiro iniciou sua carreira profissional atuando pelo América de Fortaleza em 1949, chegando pouco depois à seleção cearense."Adeus, Canhoteiro", Placar número 231, 23/8/1974, Editora Abril, pág. 30 Foi para o São Paulo em abril de 1954, onde se projetou para o futebol, comprado por cem mil cruzeiros. Sua estréia foi contra o Corinthians, time do zagueiro Idário, que foi talvez quem mais sofreu com seus dribles. Canhoteiro chegou para substituir Teixeirinha e foi campeão do Torneio Jarrito, no México em 1955, da Pequena Taça do Mundo, na Venezuela, e Paulista, em 1957, ao lado de Zizinho. Esteve três vezes na seleção brasileira: no Sul-Americano Extra de Lima, na Taça Oswaldo Cruz e na excursão preparatória para a Copa do Mundo de 1958.
Ele disputou 413 partidas pelo Tricolor paulista e marcou 105 gols. Tomou parte no jogo de inauguração do Morumbi em 1960, contra o Sporting de Lisboa. Sofreu uma séria contusão em um lance casual com o jogador Homero, do Corinthians. Após a contusão seu futebol não era mais o mesmo. Foi vendido ao futebol mexicano em 1963 para jogar no Nacional e no Toluca. Ficou lá por três anos e voltou para o Brasil, já fora de suas melhores condições físicas, para encerrar a carreira no Nacional, de São Paulo, e no Saad, de São Caetano do Sul. Depois de aposentado do futebol, foi funcionário do Banespa onde servia cafezinho, sempre sorrindo.Canhoteiro - O Homem que driblou a glória, de Renato Pompeu. 168 páginas. Editora Ediouro.
Seleção Brasileira Pela seleção brasileira Canhoteiro participou de dezesseis partidas, marcando apenas um gol, justamente na sua estréia contra o Paraguai no Pacaembu, em 17 de novembro de 1955. Supostamente devido ao seu estilo de vida boêmio também por um medo estrondoso de avião, não foi convocado para a Copa do Mundo de 1958 as vésperas do embarque para a Suécia. Para o seu lugar foi chamado Zagallo. Canhoteiro até então era titular absoluto da seleção que disputaria a Copa. Depois disso, ele nunca mais foi convocado para defender a seleção brasileira.
Canhoteiro foi cortado (e não convocado) às vésperas do embarque para a Suécia, perdendo a posição para seus até então reservas Pepe e Zagalo, que haviam sido convocados juntamente com ele. Canhoteiro foi convocado e jogou outras vezes, como contra a Inglaterra, em 13 de maio de 1959, quando o Brasil venceu por 2 a 0, com gols de Julinho Botelho e Henrique Frade. Garrincha não pôde jogar e em seu lugar entrou Julinho (Júlio Botelho), que recebeu uma das mais ruidosas vaias da história do Maracanã, que minutos depois se curvava a Julinho, aplaudindo-o por sua magnífica exibição, aberta por dribles e fintas desconcertantes em ingleses, por um gol, aos sete minutos e, depois de entortar seus marcadores, aos 12 minutos dar o passe para Henrique fazer o segundo. O Brasil jogou com Gilmar, Djalma Santos, Belini, Orlando e Nilton Santos; Dino Sani e Didi; Julinho, Henrique, Pelé e Canhoteiro. Técnico Vicente Feola.
Homenagens A canção "Futebol", de Chico Buarque, homenageia Canhoteiro e diversos outros futebolistas. Em 2003, o cantor Zeca Baleiro também homenageou o jogador, através de uma música, intitulada "Canhoteiro". "Descobri que o jogador Canhoteiro era meu xará, José Ribamar e, além disso, um símbolo, pois era maranhense, revelado no Ceará e que foi para São Paulo fazer carreira. É uma homenagem ao futebol malandro, de várzea, que está em extinção", explica o autor. A música está presente no álbum Raimundo Fagner & Zeca Baleiro. O complexo esportivo que abriga o Estádio do Castelão, Ginásio Castelinho, entre outras praças de esportes de São Luís, tem o nome do jogador.http://www.esporte.gov.br/index.php/fique-por-dentro/67-lista-fique-por-dentro/49812-complexo-esportivo-no-maranhao-recebe-equipamentos-de-basquete-e-tera-parque-aquatico-reformado Seus lances receberam homenagem no Esporte Fantástico da TV Record.
Títulos São Paulo Campeonato Paulista: 1957 Taça dos Campeões Estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro: 1958 Pequena Taça do Mundo: 1955
Ver também Lista dos maiores artilheiros do São Paulo Futebol Clube
Bibliografia POMPEU, Renato. Canhoteiro. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2003. ISBN 85-00-01422-9
Categoria:Naturais de Coroatá Categoria:Futebolistas do Maranhão Categoria:Futebolistas do São Paulo Futebol Clube Categoria:Futebolistas do Deportivo Toluca Fútbol Club Categoria:Futebolistas do Nacional Atlético Clube (São Paulo) Categoria:Jogadores da Seleção Brasileira de Futebol