Jorge Borges de Macedo (Santos-o-Velho, Lisboa, 3 de Março de 1921 — Lisboa, 18 de Março de 1996) foi um historiador e professor universitário português.

Biografia Filho do professor e secretário-geral do Partido Radical José Pinto de Macedo, natural de Vila Nova de Gaia (freguesia de Santa Marinha), e de sua mulher Maria da Conceição Borges de Macedo, doméstica, natural de Macedo de Cavaleiros (freguesia de Vale Benfeito). Neto paterno de Manuel Pinto de Macedo (Porto, 1864 — Porto, 1939) e de sua mulher Maria da Conceição de Macedo (Porto, 1866 — Porto 1945). Era irmão do fotógrafo profissional Marcelino Borges de Macedo.

Em 1944, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a tese A Situação Económica no Tempo de Pombal - Alguns Aspectos.

A 18 de julho de 1945, casou primeira vez civilmente, em Lisboa, com Branca Rosa Mendonça Braga (Galveias, Ponte de Sor, 1918 — 5 de novembro de 1981), doméstica, filha de Avelino Branquinho da Costa Braga e de Branca Aida Mendonça Braga, doméstica, ambos também naturais de Galveias. Foram padrinhos de casamento Carlos Neves Tavares e sua mulher Irene Borges de Macedo das Neves Tavares, irmã do noivo. Deste casamento nasceram o futuro economista Jorge Braga de Macedo, a futura escritora Branca Braga de Macedo e Ana Irene Braga de Macedo. Casou segunda vez com Maria Gisèle Bouhon Neves.

Depois de se inserir numa escola de formação marxista, moderou-se ideologicamente ao ponto de se tornar próximo do Estado Novo, com Marcello Caetano. Iniciou a sua carreira como secretário do Centro de Estudos Históricos anexo à Faculdade de Letras de Lisboa do Instituto de Alta Cultura (atual Centro de História da Universidade de Lisboa), fundado por Virgínia Rau, exercendo aquelas funções entre 1958 e 1973 e as funções de director de 1973 a 1974. Em 1964, obteve o grau de Doutor com a tese Problemas de História da Indústria Portuguesa no Século XVIII. Em 1967, obteve a agregação e, em 1969, ascendeu a professor catedrático da Secção de História da FLUL. Foi saneado da FLUL após o 25 de Abril de 1974.

Em 1977, regressou à docência no ensino superior, na Universidade Católica Portuguesa. Na FLUL, apenas foi readmitido em 1980, juntamente com Joaquim Veríssimo Serrão e Eduardo Borges Nunes, quando o reitor da Universidade de Lisboa era Raúl Miguel Rosado Fernandes. Jubilou-se da FLUL em 1991.

Entre 1990 e 1996, foi 7.° director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, vindo a inaugurar as novas instalações na Cidade Universitária de Lisboa.

Através de legado testamentário, em fevereiro de 1996, doou a sua vasta biblioteca à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.Biografia na página do Camões : Instituto da Cooperação e da Língua.

Morreu a 18 de março de 1996.

Homenagens A 6 de Dezembro de 1991 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Obra O seu primeiro trabalho de fôlego é A situação económica no tempo de Pombal : alguns aspectos, datado de 1951, em que afirma procurar uma ruptura tanto com o que chamou a investigação granular como com as abstrações (o factor económico ou o grande homem) que fatores explicativos reduzem a «sociedade a um esquema».

O seu livro mais influente é, talvez, História Diplomática Portuguesa: Constantes e Linhas de Força. Estudo de Geopolítica. Na origem resultou de um curso ministrado à Força Aérea Portuguesa. Trata-se de um livro sobre história diplomática, mas em que os tratados e as peripécias dos diplomatas cedem lugar à relação entre grandes opções estratégicas e tensões internas.

Bibliografia Alexandre Herculano: polémica e mensagem Estrangeirados: um conceito a rever Uma perspectiva portuguesa para a integração europeia Regionalismo, desenvolvimento e educação A Conferência de Berlim, cem anos depois A problemática tecnológica no processo da continuidade República - Ditadura Militar - Estado Novo Estudos sobre a monarquia: conferências no Grémio Literário Os Lusíadas e a História Para o encontro de uma dinâmica concreta na sociedade portuguesa, 1820-1836 O aparecimento em Portugal do conceito de programa político O Marquês de Pombal, 1699-1782 A situação económica no tempo de Pombal : alguns aspectos Constantes da história de Portugal A adesão de Portugal à C.E.E.: ciclo de conferências A opinião pública portuguesa e a CEE Damião de Góis et l'historiographie portugaise Eça de Queirós universitário O Bloqueio Continental Portugal e a Europa: que futuro? (1989)

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