O Hino Nacional do Chile tem letra de Eusebio Lillo, Bernardo de Vera y Pintado e música de Ramón Carnicer.

Letra

O texto é composto por seis estrofes e um refrão que se interpreta entre cada estrofe. Oficialmente, em todo ato público se interpreta o refrão (escrito por Bernardo de Vera y Pintado) e a quinta estrofe escrita por Eusebio Lillo.

Dois decretos sancionaram o caráter oficial de hino nacional: Decreto Nº 3482 de 12 de agosto de 1909 durante a administração de Pedro Montt Montt. Decreto Nº 3737 de 27 de junho de 1941 sob a presidência de Pedro Aguirre Cerda.

História do hino nacional O primeiro hino

O primeiro hino nacional do Chile data de meados de 1819, quando Bernardo O’Higgins encomendou ao poeta chileno-argentino Bernardo de Vera y Pintado a letra do hino que ele desejava para a nova nação. Foi cantado pela primeira vez nas festas de setembro de 1819, utilizando-se a música do hino nacional da Argentina.

Primeiramente, o peruano José Reverte foi procurado para a composição da música, mas sua versão não agradou a Vera y Pintado, razão pela qual o chileno Manuel Robles fez uma nova composição que estreou oficialmente em 20 de agosto de 1820, resultando num êxito imediato.

A versão definitiva

thumb|240px|Eusebio Lillo, poeta chileno, criador do Hino Nacional

Esta versão, com a letra de Vera e música de Robles, durou até 1828, quando Mariano Egaña, ministro em Londres, decidiu encomendar uma nova música devido às críticas que recebeu. O novo compositor foi o espanhol Ramón Carnicer, que na época estava exilado por sua oposição do rei da Espanha Fernando VII.

A música manteve o poema de Vera e foi estreado em Santiago, no teatro de Arteaga em 23 de dezembro de 1828, num concerto da Sociedade Filarmônica.

Terminada a luta pela independência e restabelecidas as relações diplomáticas com a Espanha, em 1846 o encarregado de negócios da Espanha no Chile, Salvador Tavira, se opôs a alguns versos de Vera y Pintado por serem injuriosos e hostis à Espanha. Por esse motivo, o governo de Manuel Bulnes Prieto, através de seu ministro do interior Don Manuel Camilo Vidal, encomendou a substituição das estofes ao jovem poeta Eusebio Lillo Robles. As modificações contaram com a aprovação do filólogo Andrés Bello, exceto o refrão:

Libertad, invocando tu nombre, la chilena y altiva nación jura libre vivir de tiranos y de extraña, humillante opresión

Como o refrão foi censurado e Lillo se considerava incapaz de superar o original, ficou-se com o anterior. Texto completo:

Governo militar e a terceira estrofe

Durante o governo do General Augusto Pinochet foi agregada à versão cantada a terceira estrofe da letra de Eusebio Lillo (Vuestros nombres, valientes soldados..). O fato de cantar ou não esta estrofe se tornou para muitos uma expressão de apoio ou oposição ao governo militar. Em 1990, sob a presidência de Patricio Aylwin, foi restaurada a versão oficial inicial de apenas uma estrofe. Alguns setores, principalmente militares e partidário de Augusto Pinochet, continuam a cantar a terceira estrofe na interpretação do hino em suas reuniões.

Ver também

Los viejos estandartes Hino de Yungay

Ligações externas Hino Nacional do Chile com arranjo modernizado, em formato wma. (1.9 MB) Hino Nacional de Chile em formato MIDI (20.9 KB) Hino Nacional do Chile com orquestração tradicional pela banda da Marinha dos EUA, em formato mp3 (1.9 MB) Hino Nacional do Chile com orquestração tradicional, em formato mp3 (5.34 MB), que inclui a terceira estrofe com elogio aos soldados, versão usada durante o governo militar do General Augusto Pinochet (1973-1990).

Chile Categoria:Símbolos do Chile