miniaturadaimagem|Pancha Ratas, um monumento com arquitetura dravídica Arquitetura dravídica foi um estilo arquitectónico que emergiu na região meridional do subcontinente indiano ou Índia do Sul. É constituída essencialmente por templos com torres piramidais de arenito, esteatito ou granito. Mencionado como um dos três estilos de construção de templos no antigo livro Vastu Shastra, a maioria das estruturas existentes encontram-se nos estados indianos do sul de Tamil Nadu, Karnataka, Kerala e Andhara Pradesh.
Vários reinos e impérios tais como Chola, Chera, Kakatiya, Pandia, Palava, Ganga, Rastracuta, Chaluquia, Hoisala e Reino de Bisnaga entre outros, exerceram um contributo significativo para o desenvolvimento da arquitetura dravídica. Este estilo arquitectónico pode ainda ser encontrado em algumas regiões do norte da Índia (Fortaleza de Gwalior, Bhitargaon, Baitala Deula, Bhubaneshwar) nordeste e centro do Sri Lanka, Maldivas e várias partes do sudeste asiático. Angkor Wat no Camboja e Prambanan na Indonésia, são também elas construções baseadas na arquitetura dravídica.
História Durante o período Tamilakam, o rei era visto como um ser de natureza divina que encerrava em si significativa importância religiosa. Representante de Deus na terra, o rei vivia num palácio denominado "koyil" que significa a "residência de um deus". O vocábulo tâmil moderno para "templo" é Koil (). Era também atribuído aos reis um ritual de adoração. Palavras modernas para deus como "kō" (, "Rei"), "iṟai" (, "imperador") e "āṇḍavar" (, "conquistador") agora referem-se geralmente aos deuses. Tolkāppiyam é referente aos Três Reis Coroados tal como os "Três Glorificados pelo Céu" (, Vāṉpukaḻ Mūvar). Na língua dravídica do sul, o conceito de realeza divina foi conducente à atribuição de papéis principais pelo estado e templo.
Os textos Mayamata e Manasara shilpa que estima-se terem sido utilizados entre os séculos V e VII d.C., compõem um manual no estilo dravídico de projeto, construção, escultura e técnicas de marcenaria de Vastu Shastra.Stella Kramrisch (1976), The Hindu Temple Volume 1 & 2, ISBN 81-208-0223-3Tillotson, G. H. R. (1997). Svastika Mansion: A Silpa-Sastra in the 1930s. South Asian Studies, 13(1), pp 87-97 Isanasivagurudeva paddhati é outro texto que remonta do século IX e descreve a arte de construir no sul e centro da Índia.Ganapati Sastri (1920), Īśānaśivagurudeva paddhati, Trivandrum Sanskrit Series, No norte da Índia, o Brihat-samhita de Varāhamihira é um antigo manual sânscrito amplamente citado no século VI que ilustra a construção e concepção do estilo Nagara dos templos hindus.Michael Meister (1983), Geometry and Measure in Indian Temple Plans: Rectangular Temples, Artibus Asiae, Vol. 44, No. 4, pp 266-296Heather Elgood (2000), Hinduism and the religious arts, ISBN 978-0304707393, Bloomsbury Academic, pp 121-125H Kern (1865), The Brhat Sanhita of Varaha-mihara, The Asiatic Society of Bengal, Calcutta A arquitetura tradicional dravídica e o simbolismo baseiam-se também em Agamas. Os Agamas são de origem não-védicaMudumby Narasimhachary (Ed) (1976). Āgamaprāmāṇya of Yāmunācārya, Issue 160 of Gaekwad's Oriental Series. Oriental Institute, Maharaja Sayajirao University of Baroda. e foram datados tanto como textos pós-védicosTripath, S.M. (2001). Psycho-Religious Studies Of Man, Mind And Nature. Global Vision Publishing House. ISBN 9788187746041. como composições pré-védicas.Nagalingam, Pathmarajah (2009). The Religion of the Agamas. Siddhanta Publications. Os Agamas são uma coleção de escrituras em tâmil e sânscrito que representam sobretudo os métodos de construção dos templos e criação de Murti, através do culto de divindades, doutrinas filosóficas, práticas meditativas, concretização dos desejos sêxtuplos e os quatro tipos de yoga.Grimes, John A. (1996). A Concise Dictionary of Indian Philosophy: Sanskrit Terms Defined in English. State University of New York Press. ISBN 9780791430682. LCCN 96012383.
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