thumb|upright=0.6|Os Tetrarcas

Filadélfio (; ) foi uma praça pública quadrática que fora ornada com várias estátuas em pórfiro que teria existido na capital imperial de Constantinopla (atual Istambul) próximo ao ponto onde a Mese, a principal avenida da cidade, divide-se em dois ramos. Originalmente pensou-se que o sítio da praça estaria no local da Mesquita de Xezade (Şehzade Camii), porém, segundo estimativas arqueológicas mais modernas e a interpolação com os dados textuais existentes, provavelmente estaria situada no sítio da Mesquita de Laleli.

Segundo as Breves Notas Históricas, o Filadélfio era originalmente conhecido como Protiquisma (obra exterior) e o sítio de um portão no muro da cidade construído pelo imperador Caro . Raymond Janin sugere que este Protiquisma era um muro defensivo exterior protegendo os muros erigidos por Sétimo Severo durante a reconstrução de Bizâncio, possivelmente indicando que a cidade já tivesse se expandido para além da Muralha Severiana. As Breves relatam que o sítio recebeu o nome Filadélfio de um grupo escultórico mostrando a reunião dos três filhos de Constantino após a morte do imperador em 337 e seu abraço como um sinal de devoção e suporte mútuos. Na verdade, o evento nunca ocorreu - os filhos de Constantino apenas encontraram-se brevemente na Panônia após sua morte - mas a estátua provavelmente existiu, similar a outra estátua de três cabeças de Constantino e dois de seus filhos, Constante e Constâncio, que as Breves relatam como tendo sido perdida no mar pelo tempo de Teodósio II , simbolizando concórdia na família imperial.

thumb|upright|esquerda|Ícone ortodoxo búlgaro de Constantino, Helena e a Vera Cruz

As Breves relatam a presença de estátuas de , sua mãe Helena, e seus filhos, todos sentados em tronos em torno de uma grande coluna quadrilateral de pórfiro, encimada por uma cruz dourada e marcada com o sinal de uma esponja na base, bem como estátuas de e sua esposa, erroneamente registrada pelas Breves como Anastácia. Talvez esta fosse uma estátua da irmã de Constantino, Anastácia. Segundo as Bases, a coluna foi erigida por Constantino para celebrar uma visão celestial que ele recebera da cruz no local; estudioso modernos, contudo, consideram o complexo do monumento como originário em data posterior, comemorando a descoberta da Vera Cruz por Helena. A Pátria de Constantinopla registra as estátuas de dois filhos de Constantino sentados em tronos situadas em lugares opostos na coluna. Estas estátuas aparentemente sobreviveram até o , quando foram popularmente conhecido como "Juízes Verdadeiros".

Em 1958, P. Verzone identificou o grupo escultórico conhecido como Os Tetrarcas, que foi saqueado durante a Quarta Cruzada em 1204, levado à Veneza, e incorporado na Basílica de São Marcos, com as estátuas sendo mencionadas nas Bases. Essa identificação foi reforçada pela descoberta de uma fragmento perdido do grupo próximo a Mesquita de Bodrum, mas como os editores das Breves apontam, "há muitas discrepâncias entre aqueles grupos e as descrição das Bases aqui para permitir qualquer segurança". Além disso, dada a imprecisão dos detalhes históricos nas Bases, é possível que a identificação com os filhos de Constantino esteja errada, enquanto é incerto através do texto determinar se este monumento haveria sobrevivido até o ou se teria sido destruído muito antes.

Além de estátuas, sabe-se que o Filadélfio abrigava um complexo monumental chamado Capitólio, que fora edificado por Constantino à época da refundação de Bizâncio como Constantinopla. Segundo as Breves, a procissão da cerimônia de dedicação da cidade teria iniciado no Filadélfio, e não na Magnaura. No Sobre as Cerimônias do imperador relata-se que nas procissões realizadas pela figura imperial à Igreja dos Santos Apóstolos no domingo de Páscoa, era necessário passar pelo Filadélfio.

Bibliografia

Categoria:Constantinopla