A final da Copa do Brasil de Futebol de 2015 foi a 27ª final da Copa do Brasil, competição anual organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 1989. Ela foi decidida entre dois times do estado de São Paulo: o Santos e o Palmeiras, em duas partidas, e foi vencida pelo time alviverde. Para chegar à final, o Santos enfrentou Londrina, Maringá, Sport, Corinthians, Figueirense e São Paulo. O Palmeiras, por sua vez, eliminou Vitória da Conquista, Sampaio Corrêa, ASA de Arapiraca, Cruzeiro, Internacional e Fluminense antes da decisão.
O primeiro duelo ocorreu em 25 de novembro, na Vila Belmiro, em Santos, com triunfo santista de 1–0, com gol do atacante Gabriel. Já o segundo confronto aconteceu uma semana depois, em 2 de dezembro, no Allianz Parque, em São Paulo. O Palmeiras venceu por 2–1 no tempo normal, com Dudu fazendo os dois gols palmeirenses, e Ricardo Oliveira marcando o gol santista, deixando o placar agregado em 2–2. Conforme o regulamento da competição, o título foi decidido em uma disputa por pênaltis, e o clube alviverde venceu por 4–3.
Foi a terceira vez que a Copa do Brasil foi decidida entre equipes do mesmo estado, a primeira vez na história que as duas equipes paulistas decidiram esse título nacional e a primeira vez que a final da competição foi decidida em uma disputa de pênaltis. Com o título, o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil pela terceira vez e se classificou automaticamente para a Copa Libertadores da América de 2016. Além disso, se tornou o time brasileiro com mais conquistas nacionais, com onze títulos até então. O Santos foi vice-campeão da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história. Após a conquista, jogadores palmeirenses provocaram o atacante Ricardo Oliveira, que também havia provocado o Palmeiras em uma partida do Campeonato Brasileiro anteriormente.
Antecedentes A Copa do Brasil de Futebol de 2015 foi a 27ª edição da Copa do Brasil, maior torneio brasileiro no formato de "mata-mata", isto é, o clube derrotado na atual fase é eliminado da competição. Ele é organizado anualmente pela CBF desde 1989.Ver:
De acordo com o regulamento oficial, a edição de 2015 contou com 86 clubes. Setenta dessas equipes se classificaram pelos seus desempenhos nos respectivos campeonatos estaduais (ou torneios seletivos), dez entraram pelo Ranking da CBF, e os seis clubes restantes entraram diretamente na fase de oitavas-de-final por terem participado da Copa Libertadores da América de 2015. De acordo com o regulamento da competição, durante a primeira e segunda fases, caso um time visitante vencesse a partida por dois ou mais gols de diferença, esse time estaria automaticamente classificado para a próxima fase, sem a necessidade de uma partida de volta. Ambos Santos e Palmeiras se classificaram pelos seus desempenhos no Campeonato Paulista de Futebol de 2014.
O Santos chegou à sua segunda final de Copa do Brasil de sua história, após ter vencido a edição de 2010 frente ao Vitória, e buscava seu bicampeonato na competição. Já o Palmeiras disputava sua quarta final do torneio e estava atrás do seu tricampeonato, tendo vencido duas das suas últimas três finais: em 1998, em cima do Cruzeiro, e em 2012, derrotando o Coritiba. Antes disso, o time alviverde havia sido vice na edição de 1996, também contra o Cruzeiro. Antes da final de 2015, Palmeiras e Santos haviam se enfrentado apenas duas vezes valendo um título na história dos dois clubes: no Campeonato Paulista de 1959, vencido pelo clube alviverde, e mais cedo no próprio ano de 2015, pelo Campeonato Paulista, vencido pelo alvinegro. No retrospecto geral de confrontos eliminatórios, as duas equipes haviam se enfrentado onze vezes até então, com sete vitórias santistas e quatro palmeirenses. Essa foi a terceira vez que dois times do mesmo estado decidiram uma Copa do Brasil; a primeira vez havia sido em 2006, quando o Flamengo venceu o seu arquirrival Vasco da Gama, e a outra em 2014, quando o Atlético Mineiro derrotou o Cruzeiro.Ver:
Tratando-se dos treinadores de ambos os times, Dorival Júnior, do Santos, buscava seu bicampeonato após ter chegado à sua segunda final de Copa do Brasil, a primeira sendo com o próprio alvinegro em 2010. Já Marcelo Oliveira havia chegado à sua quarta decisão do torneio – a segunda consecutiva – e almejava seu primeiro título de Copa do Brasil, sendo vice-campeão com o Coritiba em 2011 e 2012, e com o Cruzeiro na final do ano anterior.
Caminhos até a final Santos 220px|miniaturadaimagem|direita|alt=Um homem sorrindo e olhando para o longe|Dorival Júnior (fotografado em 2013) levou o Santos à sua segunda final de Copa do Brasil de sua história. O Santos estreou na Copa do Brasil de 2015 em 17 de março, sob o comando de Marcelo Fernandes, enfrentando o Londrina na primeira fase da competição; o clube praiano venceu os dois jogos por 1–0. Na segunda fase, pegou o Maringá. Após um empate por 2–2 fora de casa, uma vitória por 1–0 classificou o Peixe para a terceira fase da competição; o adversário nessa etapa foi o Sport. Após perder pela primeira vez no torneio, em Recife, por 1–2, o Santos conseguiu reverter a desvantagem em Santos, já comandado por Dorival Júnior, vencendo por 3–1 e chegando às oitavas de final, onde enfrentaria o rival Corinthians. Duas vitórias, 2–0 na Vila Belmiro e 2–1 na Arena Corinthians, garantiram o alvinegro praiano nas quartas de final da Copa do Brasil. Nessa fase, enfrentou o Figueirense. Novamente dois triunfos, desta vez por 1–0 e 3–2, classificaram o Santos para as semifinais. Em um novo clássico estadual, enfrentou e eliminou o São Paulo após vencer as duas partidas por 3–1, classificando-se, assim, para a segunda final de Copa do Brasil em sua história.
Palmeiras Em 4 de março, treinado por Oswaldo de Oliveira, o Palmeiras estreou na Copa do Brasil de 2015, enfrentando o Vitória da Conquista na primeira fase, fora de casa, e vencendo por 4–1. De acordo com o regulamento da competição, por ter vencido a partida como visitante na primeira fase por dois ou mais gols de diferença, o clube alviverde se classificou automaticamente para a segunda fase, onde pegaria o Sampaio Corrêa. Após um empate por 1–1 fora de casa, o Palmeiras venceu a partida de volta por 5–1 e se qualificou para a terceira fase. O adversário nessa etapa foi o ASA de Arapiraca; um empate por 0–0 em São Paulo e uma vitória palmeirense por 1–0 em Alagoas – já sob o comando de Marcelo Oliveira – levaram o clube às oitavas de final, onde enfrentaria o Cruzeiro. Duas vitórias alviverdes, sendo 2–1 no Allianz Parque e 3–2 no Mineirão asseguraram o time nas quartas de final; o oponente seria o Internacional. Um empate por 1–1 em Porto Alegre e uma vitória palmeirense por 3–2 em São Paulo classificaram o time alviverde para as semifinais, onde pegou o Fluminense. Após perder a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 1–2, o Palmeiras venceu pelo mesmo placar na capital paulista; a partida foi então decidida em uma disputa por pênaltis, onde o clube alviverde venceu o tricolor carioca por 4–1 e chegou pela quarta vez na sua história a uma final de Copa do Brasil.
Pré-jogos Mando de campo e datas Em sorteio realizado na sede da CBF em 29 de outubro, a instituição anunciou que a partida de ida da final seria na Vila Belmiro, em 25 de novembro, às 22h (horário de Brasília). A partida de volta seria realizada no Allianz Parque, no dia 2 de dezembro, também no mesmo horário. Anteriormente, os jogos estavam marcados para 4 e 25 de novembro, mas devido protestos feitos pelos então semifinalistas do torneio, alegando que o intervalo entre os duelos seria muito grande, a CBF concordou em remanejar as datas.
Arbitragem Em 23 de novembro, a CBF sorteou o árbitro para a partida de ida da final, e a entidade anunciou que o escolhido havia sido o paulista Luiz Flavio de Oliveira, do quadro da FIFA. Foi a segunda final seguida de Copa do Brasil apitada por Oliveira, que havia apitado a partida de volta da final do ano anterior, entre Cruzeiro e Atlético Mineiro. Oliveira seria auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse, ambos também de São Paulo. Uma semana depois, em 30 de novembro, cinco dias após a primeira partida, a CBF anunciou que o paranaense Héber Roberto Lopes, do quadro da FIFA, apitaria a segunda partida da decisão. Assim como Oliveira, Lopes seria auxiliado por Carvalho e Van Gasse. Essa foi a primeira – e única – partida apitada por Lopes na competição.
Jogo de ida O Santos veio para o confronto com o desfalque apenas do atacante reserva Leandro, que, segundo o regulamento da competição, não poderia atuar por já ter atuado no torneio por outro time – no caso, o próprio Palmeiras. Já o Palmeiras não podia contar com o zagueiro Leandro Almeida, o meio-campista Thiago Santos e o atacante Alecsandro, que também representaram outros times anteriormente na competição. Além deles, os meio-campistas Cleiton Xavier e Gabriel ficaram fora da partida por lesões.
Resumo Segundo o portal esportivo brasileiro ge, o jogo começou "movimentado", com ambas as equipes perdendo chances claras de gol. Aos quatro minutos, o Santos teve um pênalti a seu favor, mas o atacante Gabriel chutou a bola na trave. A partida então tornou-se mais "brigada do que criativa", segundo o portal. O Santos, entretanto, criava mais chances, mas falhava nas finalizações. Na segunda etapa, o alvinegro manteve a pressão em cima do time alviverde, que tentava aproveitar contra-ataques. Em um deles, aos cinco minutos, o atacante Lucas Barrios invadiu a área e, pressionado pelo zagueiro santista David Braz, caiu pedindo pênalti, mas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira não concedeu. O Santos continuou criando chances e eventualmente abriu o placar aos 33 minutos, com Gabriel; o atacante recebeu passe de Ricardo Oliveira, driblou o meio-campista Amaral dentro da área e acertou um chute de pé esquerdo para fazer 1–0. O Palmeiras ainda ficaria com um jogador a menos aos 42 minutos, quando o lateral-direito Lucas foi expulso após ter dado um pontapé no meio-campista santista Lucas Lima. Nos acréscimos do segundo tempo, o Santos perdeu uma oportunidade de ampliar a vantagem: Ricardo Oliveira recebeu a bola na área após lançamento, driblou o goleiro Fernando Prass mas perdeu o equilíbrio; o atacante Nilson, com o gol vazio, veio em velocidade e tentou um chute de pé esquerdo, mas a bola foi para fora.Ver:
Detalhes
G 1 VanderleiLD 4 Victor Ferraz Z 14 David BrazZ 6 Gustavo HenriqueLE 37 ZecaM 29 Thiago Maia M 8 Renato M 20 Lucas LimaA 31 Marquinhos Gabriel A 10 Gabriel A 9 Ricardo Oliveira Reservas:G 12 VladimirZ 2 WerleyLD38 LE23 ChiquinhoM 5 AlisonM 17 Rafael LonguineM 27 Léo CittadiniM 32 Paulo RicardoA 11 Geuvânio A 19 A 39 Nilson A 40 Neto Berola Treinador: Dorival Júnior G 1 Fernando Prass LD 32 Lucas Z 26 JacksonZ 31 Vitor HugoLE 11 Zé RobertoM 36 Matheus Sales M 5 Arouca M 27 RobinhoA 33 Gabriel Jesus A 7 Dudu A 8 Lucas Barrios Reservas:G 47 FábioZ 4 NathanLD22 João PedroLE66 EgídioM 15 Amaral M 20 Agustín AllioneM 28 Andrei GirottoM 30 Fellype GabrielA 9 Jonathan CristaldoA 17 Pablo MoucheA 19 Rafael Marques A 29 Kelvin Treinador: Marcelo Oliveira
Bandeirinhas:
Quarto árbitro:
Jogo de volta Para a segunda partida, o Palmeiras estava desfalcado do lateral-direito Lucas, expulso no jogo anterior; ele foi substituído por João Pedro. Já o Santos vinha sem desfalques e com força máxima para a decisão.
Resumo