253px|thumb|Sessilia: cracas da espécie Semibalanus balanoides no porto de Upernavik, Groenlândia, com cerca de 1 cm de diâmetro. thumb|253px|Pedunculata: percebes da espécie Lepas anserifera. Thoracica é uma superordem da classe Maxillopoda que agrupa os crustáceos marinhos sésseis ou pedunculados conhecidos pelo nome comum de cracas (ordem Sessilia) e percebes (ordem Pedunculata). O grupo inclui alguns dos organismos mais comuns nas costas rochosas, tais como as espécies Semibalanus balanoides e Chthamalus stellatus. Estes animais quando adultos apresentam um exoesqueleto calcificado composto por várias placas que definem uma forma cónica. As cracas escolhem normalmente substratos rochosos, mas podem fixar-se também a fundos de embarcações (onde causam estragos) ou a outros animais (por exemplo baleias). Por serem animais que formam colónias (durante a fase natante da larva), a sua reprodução é constante. Apresentam seis apêndices bem desenvolvidos, podendo ser sésseis ou pedunculados. A carapaça é fortemente calcificada. O grupo inclui organismos de vida livre e espécies comensais. Cerca de 97% das espécies conhecidas são hermafroditas.Van Frausum A. (1989) The Thoracica of Belgium. Comptes rendus du symposium "Invertébrés de Belgique", pp. 159–163. Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique, Bruxelas. Taxonomia As modernas taxonomias, nomeadamente a classificação de Martin & Davis, colocam o agrupamento Thoracica como uma superordem dos Cirripedia de que resulta a seguinte classificação até ao nível das famílias:
Superordem Thoracica Darwin, 1854 Ordem Pedunculata Lamarck, 1818 Subordem Heteralepadomorpha Newman, 1987 Anelasmatidae Gruvel, 1905 Heteralepadidae Nilsson-Cantell, 1921 Koleolepadidae Hiro, 1933 Malacolepadidae Hiro, 1937 Microlepadidae Zevina, 1980 Rhizolepadidae Zevina, 1980 Subordem Iblomorpha Newman, 1987 Iblidae Leach, 1825 Subordem Lepadomorpha Pilsbry, 1916 Lepadidae Darwin, 1852 Oxynaspididae Gruvel, 1905 Poecilasmatidae Annandale, 1909 Subordem Scalpellomorpha Newman, 1987 Calanticidae Zevina, 1978 Lithotryidae Gruvel, 1905 Pollicipedidae Leach, 1817 Scalpellidae Pilsbry, 1907 Ordem Sessilia Lamarck, 1818 Subordem Brachylepadomorpha Withers, 1923 Neobrachylepadidae Newman & Yamaguchi, 1995 Subordem Verrucomorpha Pilsbry, 1916 Neoverrucidae Newman, 1989 Verrucidae Darwin, 1854 Subordem Balanomorpha Pilsbry, 1916 Superfamília Chionelasmatoidea Buckeridge, 1983 Chionelasmatidae Buckeridge, 1983 Superfamília Pachylasmatoidea Utinomi, 1968 Pachylasmatidae Utinomi, 1968 Superfamília Chthamaloidea Darwin, 1854 Catophragmidae Utinomi, 1968 Chthamalidae Darwin, 1854 Superfamília Coronuloidea Leach, 1817 Chelonibiidae Pilsbry, 1916 Coronulidae Leach, 1817 Platylepadidae Newman & Ross, 1976 Superfamília Tetraclitoidea Gruvel, 1903 Bathylasmatidae Newman & Ross, 1971 Tetraclitidae Gruvel, 1903 Superfamília Balanoidea Leach, 1817 Archaeobalanidae Newman & Ross, 1976 Balanidae Leach, 1817 Pyrgomatidae Gray, 1825 Uso culinário Algumas espécies de cracas e de percebes são utilizadas na alimentação humana, servindo de base à confecção de entradas ou entrando na composição de pratos de marisco.
Entre as espécies mais utilizadas está a Megabalanus azoricus, uma craca de grandes dimensões que deve o seu nome específico ao ter sido originalmente descrita com base em espécimes colhidos no arquipélago dos Açores, onde é utilizada na alimentação humana, sendo consumida cozida em água do mar. Posteriormente foi identificada noutros locais como, por exemplo, nos arquipélagos da Madeira e de Cabo Verde. Outra craca com grande consumo é a Austromegabalanus psittacus, originária das costas da região sul e central do Chile.
Várias espécies de percebes das famílias Pollicipedidae e Lepadidae são utilizadas na alimentação humana, sendo em geral aproveitado o pedúnculo carnudo. Os géneros mais utilizados são Pollicipes e Capitulum.
Ligações externas
Categoria:Cirripedia Categoria:Superordens de artrópodes