A Liga Mundial de Surfe ou Liga Mundial de Surf () é a organização que controla as competições profissionais de surfe a nível mundial. Foi fundada originalmente em 1976 pelos surfistas havaianos, Fred Hemmings e Randy Rarick.
História A WSL é o novo nome da empresa ASP adquirida pela ZoSea, apoiado por Paul Speaker, Terry Hardy, e Dirk Ziff. Ela era conhecida como a Associação dos Surfistas Profissionais (ASP, Association of Surfing Professionals), de 1983 a 2014. No início da temporada 2015, a ASP mudou para o seu nome atual.ASP Announces World Surf League: Letter from CEO, 12 September 2014
Igualdade salarial para atletas em 2019 Em 5 de setembro de 2018, a Liga Mundial de Surfe anunciou pagamento igual para todos os eventos femininos e masculinos da WSL. A CEO Sophie Goldschmidt disse: "Este é um grande passo à frente em nossa estratégia há muito planejada para elevar o surf feminino e estamos entusiasmados em assumir esse compromisso ao revelar nossa nova programação de 2019...". O anúncio gerou uma conversa sobre remuneração igual para atletas profissionais e o mundo elogiou a WSL por liderar o caminho. A oito vezes campeã mundial de surfe Stephanie Gilmore disse a respeito: "Espero que isso sirva de modelo para outros esportes, organizações globais e para a sociedade como um todo. Minhas colegas atletas e eu estamos honrados pela confiança em nós e inspirados a recompensar esta decisão com sempre níveis mais elevados de surf.".
Regras
Pontuação
Nas competições os surfistas são julgados em uma escala de 0.1 até 10.0. Essas pontuações são dadas em incrementos de um décimo. A seguinte escala abaixo pode ser usada para descrever as pontuações:
0–1.9 = Pobre 2.0–3.9 = Adequado 4.0–5.9 = Razoável 6.0–7.9 = Bom 8.0–10.0 = Excelente
Critérios de julgamento Os cinco juízes de cada bateria dão suas notas baseados em quão prosperamente os surfistas demonstram os seguintes elementos em cada onda: Comprometimento e grau de dificuldade; Inovação e progressividade de manobras; Combinação de grandes manobras; Variedade de manobras; e Velocidade, potência e fluidez. É importante notar que a ênfase de certos elementos depende da localização e das condições do local (tipo de ondulação, altura da onda, direção e intensidade do vento, entre outros), bem como das mudanças nas condições durante o dia. Esses critérios são diferentes das competições de longboarding.
Outras regras Prioridade e Interferência O surfista com prioridade em uma bateria tem o direito pleno de pegar qualquer onda que quiser. Outros surfistas que estejam disputando a bateria podem remar e pegar a mesma onda do surfista com prioridade, mas apenas se não interferirem no potencial de pontuação do surfista com prioridade na onda. Um surfista pode perder sua prioridade quando pega uma onda e/ou rema nela, mas perde a mesma. Se dois ou mais surfistas pegarem uma mesma onda, o primeiro surfista a chegar ao local de arrebentação terá a prioridade de surfar.
Um surfista sem prioridade numa bateria que atrapalhe o surfista com prioridade receberá uma penalidade de interferência. Na maioria dos casos, isso quer dizer que sua pontuação de bateria será calculada usando apenas sua maior nota. A exceção do Big Wave Tour, se um surfista fizer duas interferências na mesma bateria, ele será automaticamente desclassificado da mesma. Se um surfista permanecer na área de competição (onde os surfistas se posicionam para pegar as ondas) após duas interferências marcadas contra ele, terá que pagar uma multa de $1.000 para a Liga.
Overlapping Heats O sistema de overlapping heats (baterias simultâneas, em português) foi introduzido no Circuito Mundial em 2018. Sob este sistema, uma primeira bateria de 40 minutos começa normalmente, quando o cronômetro da mesma chega aos 20 minutos, outra bateria simultânea com mais dois surfistas começa com o lineup sendo dividido entre as duas baterias. Os surfistas da bateria que está nos 20 minutos finais têm prioridade para surfar as ondas, e caso um surfista da bateria que não tenha prioridade interfira na bateria prioritária ele será penalizado. Se houver interferência deliberada de qualquer surfista com qualquer um dos surfistas na outra bateria, os juízes podem aplicar uma penalidade de interferência contra o surfista infrator, mesmo que o surfista tenha prioridade na onda.
Este sistema possibilita que se tenha mais baterias no mar em um único dia quando as condições estão boas ou favoráveis (maximizando as ondas), além disso, contribui para a redução da duração de um campeonato, dado que a direção de prova pode escolher as melhores janelas para dar prosseguimento a competição.
Antigo formato Formato das baterias (heats)
Men's Championship Tour Até 2025, os eventos masculinos do Championship Tour (CT), ou Circuito Mundial, anteriores ao corte do meio da temporada consistiam em 36 surfistas que disputavam baterias em um sistema eliminatório no seguinte formato:
O Opening Round (Rodada de Abertura) 1 era composto de doze baterias de três surfistas cada com 1º e 2º lugar avançando para as oitavas de final e 3º lugar avançando para o Elimination Round (Rodada Eliminatória).
O Elimination Round era formato de quatro baterias de três surfistas cada com o 1º e 2º colocados avançando para as oitavas de final e 3º colocados terminando em 33º.
O Round of 32 (32-avos de final) era formado de dezesseis baterias de dois surfistas cada com o vencedor de cada bateria avançando para as oitavas de final e 2º lugar terminando em 17º geral.
O Round of 16 (oitavas de final) era formado de oito baterias de dois surfistas cada com o vencedor avançando para as quartas de final e 2º lugar terminando em 9º.
As quartas de final, semifinais e a final eram formadas de duas baterias cada com o surfista vencedor de cada fase avançando até que o vencedor seja declarado nas finais.
Os eventos masculinos do CT após o corte do meio da temporada consistiam em 24 surfistas no seguinte formato:
O Opening Round era formado de oito baterias de três surfistas cada com 1º lugar avançando para as oitavas de final e 2º e 3º lugares avançando para o Elimination Round.
O Elimination Round era formado de oito baterias de dois surfistas cada com o 1º lugar avançando para as oitavas de final e 2º lugar terminando em 17º geral.
O Round of 16 (oitavas de final) era formado de oito baterias de dois surfistas cada com o vencedor avançando para as quartas de final e 2º lugar terminando em 9º geral.
As quartas de final, semifinais e a final eram formadas de duas baterias cada, com o surfista vencedor de cada uma avançando até que se tenha um vencedor nas finais.
Women's Championship Tour Eventos do CT Feminino (exceto as Finais da WSL) consistiam em 18 surfistas (antes do Mid-Season Cut) no seguinte formato:
O Opening Round era formado de seis baterias de três surfistas cada, com o 1º e o 2º lugar avançando para a Rodada 3, com o 3º lugar avançando para o Elimination Round.
O Elimination Round era formado de duas baterias de três surfistas cada, com o 1º e 2º lugar avançando para as oitavas de final e 2º lugar terminando em 17º geral.
O Round of 16 (Oitavas de final) era formado de baterias de duas surfistas cada, com a vencedora avançando para as quartas de final e o 2º lugar terminando em 9º geral.
As quartas de final, semifinais e a final eram formadas de duas baterias cada, com a surfista vencedora de cada fase avançando até que uma campeã seja declarada nas finais.
Os eventos do CT Feminino (exceto as Finais da WSL) consistiam em 12 surfistas após o Mid-Season Cut no seguinte formato:
O Opening Round era formado de quatro baterias de três surfistas cada com o 1º lugar avançando para as quartas de final e 2º e 3º lugar avançando para o Elimination Round.
O Elimination Round era formado de quatro baterias de duas surfistas cada, com o 1º lugar avançando para as quartas de final e 2º lugar terminando 9º geral.
As quartas de final, semifinais e a final eram formadas de duas baterias cada, com a surfista vencedora de cada fase avançando até que seja declarada uma vencedora nas finais.
Mid-Season Cut Após finalizada a quinta etapa do Circuito Mundial em Margaret River, Austrália, era feito o "corte de meio da temporada" e o número de surfistas que continuavam na disputa do título mundial era reduzido para 22 no masculino e 10 no feminino. Os classificados seguiam rumo às últimas cinco etapas do campeonato, enquanto os que ficavam de fora do corte eram rebaixados para a Challenger Series para disputarem as etapas da segunda divisão da liga e tentarem uma vaga na elite do surfe na próxima temporada.
Havia também um segundo corte na competição, que ocorria na 10ª etapa, realizada em Teahupo'o, no Taiti. Diferentemente da redução feita no primeiro corte, os surfistas garantiam vagas para a próxima temporada.
Os surfistas ranqueados nas cinco primeiras posições do ranking total de pontos do Circuito Mundial se tornavam aptos a disputarem a WSL Finals em Lower Trestles, Califórnia, EUA.
WSL Finals A temporada inaugural da WSL Finals (Finais da WSL) foi a de 2021. Ela era disputada no formato mata-mata. As Finais eram compostas pelos cinco melhores surfistas masculinos e as cinco melhores surfistas femininas no seguinte formato:
A Rodada 1 era formada de uma bateria entre o surfista classificado em 5º lugar no ranking geral e o surfista classificado em 4º lugar, com o vencedor avançando para a Rodada 2. Na Rodada 1, o surfista que ficou em 4º lugar terá prioridade sobre o surfista que ficou em 5º lugar no início da bateria. A Rodada 2 era formada de uma bateria entre o vencedor da Rodada 1 e o surfista classificado em 3º lugar, com o vencedor avançando para a Rodada 3. A Rodada 3 era formada de uma bateria entre o vencedor da Rodada 2 e o surfista classificado em 2º lugar, com o vencedor avançando para a Rodada 4. A Rodada 4 era um mata-mata disputado em uma melhor de três baterias entre o vencedor da Rodada 3 e o surfista que terminou a temporada em 1º lugar no ranking geral, com o vencedor sendo coroado como Campeão Mundial.
Novo formato
Final Em 2026, em comemoração aos 50 anos do surfe profissional, a WSL anunciou mudanças no formato do Circuito Mundial de Surfe. O formato de Finals, que consistia de um mata-mata com os cinco melhores do Circuito para determinar os campeões mundiais masculinos e femininos, e adotado até a temporada do ano anterior, foi abolido pela Liga. Como consequência, o Pipe Masters, disputado em Pipeline, no Havaí, e agora a décima segunda e última etapa do Circuito Mundial, foi convertida na etapa decisiva, isto é, na final. A etapa de Pipeline também recompensará os campeões com uma pontuação ampliada de 15.000 pontos, ao invés dos 10.000 pontos tradicionais das demais etapas.
Ranking de pontos Para a temporada de 2026, a disputa do título será determinada por meio de um ranking cumulativo de pontos, na qual as nove maiores pontuações nas 12 etapas do Circuito Mundial, incluindo as da pós-temporada, serão consideradas.
Reformulação e novo “corte” O "corte" de surfistas foi modificado, passando a ocorrer após a disputa das nove primeiras etapas, que juntas passarão a formar a “temporada regular”, contando com 36 homens (dentre eles dois wildcards, ou seja, convidados pela organização) e 24 mulheres (duas wildcards), que estarão elegíveis para a disputa do título mundial na última etapa, em Pipeline. Para selecionar os surfistas e as surfistas que passarão do “corte” e, consequentemente, disputarão a “pós-temporada”, a WSL irá levar em conta os sete melhores resultados de cada um.