Ápio Cláudio Sabino Inregilense () foi um político da gente Cláudia nos primeiros anos da República Romana eleito cônsul em 471 a.C. com Tito Quíncio Capitolino BarbatoDionísio, Antiguidades Romanas IX, 43. Era filho de Ápio Cláudio Sabino Inregilense, o fundador da gente Cláudia, de origem sabina e nascido num local chamado "Inregillum"Lívio, Ab Urbe condita libri, II, 16., a pouca distância do grande centro de Cures. Era irmão de Caio Cláudio Crasso Inregilense Sabino, cônsul em 460 a.C., e pai de Ápio Cláudio Crasso Inregilense Sabino, cônsul em 451 a.C.
Biografia Foi eleito cônsul em 471 a.C. graças ao apoio dos patrícios que se opunham à Lex Publilia Voleronis, que entregava a eleição dos tribunos da plebe à assembleia tribal (), da qual os patrícios não participavamLívio, Ab Urbe condita libri II, 56.
Ápio Cláudio era decisivamente contra e chegou discutir violentamente com o tribuno Caio Letório, correndo risco de provocar uma grave desordem que ameaçava sua própria segurança. A situação foi resolvida com a intervenção e mediação de seu colega cônsul Tito QuíncioDionísio, Antiguidades Romanas IX, 48. Ao final, a lei acabou sendo aprovada pelo SenadoLívio, Ab Urbe condita libri II, 57.
Logo em seguindaDionísio, Antiguidades Romanas IX, 49, à Ápio Cláudio coube o comando da campanha contra os volscos e à Quíncio, a contra os équosDionísio, Antiguidades Romanas IX, 50. Estes dois povos, vizinhos de Roma, aproveitavam qualquer distúrbio social na cidade para realizar raides e saques em território romano. Esta situação provocou um descontentamento generalizado e vários casos de insubordinação que comprometeram a campanha de Ápio Cláudio contra os volscos, que infligiram aos romanos uma dura derrota. Por este motivo, uma vez reorganizado o exército em fuga, pouco antes de retornar a Roma, o cônsul puniu os soldados com uma dizimação, uma das mais duras penas que um exército romano podia sofrer e que consistia na execução de um em cada dez soldados da tropaLívio, Ab Urbe condita libri II, 59.
No ano seguinte, Ápio Cláudio lutou duramente contra a aplicação da Lex Cassia agraria, de Espúrio Cássio Vecelino, defendida pela plebe e, por conta disto, foi processado pelos tribunos. Este foi mais um dos inúmeros casos de discordância entre patrícios e plebeus, acentuado pela atitude de Ápio Cláudio, que não perdeu a oportunidade de lançar acusações contra os plebeusDionísio, Antiguidades Romanas IX, 51-54..
Segundo LívioLívio, Ab Urbe Condita Libri II, 61., Ápio ficou muito doente e morreu antes que o processo avançasse; segundo Dionísio, ele se suicidou, mais seus parentes inventaram que ele teria morrido de alguma doençaDionísio, Antiguidades Romanas IX, 54..
Ver também
Bibliografia
Dionísio de Halicarnasso, Antiguidades Romanas Lívio, Ab Urbe condita libri
Ligações externas
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século V a.C. Categoria:Mortos no século V a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Claudii Categoria:Romanos antigos que cometeram suicídio