Lúcio Quíncio Cincinato () foi um político da gente Quíncia nos primeiros anos da República Romana eleito tribuno consular por três vezes, em 438, 425 e 420 a.C. Era filho de Lúcio Quíncio Cincinato, ditador romano em 458 e 439 a.C., e irmão de Cesão Quíncio, de Tito Quíncio Peno Cincinato, cônsul em 431 e 428 a.C. e tribuno consular em 426 a.C., e de Quinto Quíncio Cincinato, tribuno consular em 415 e 405 a.C.Broughton 1951, p. 74..
Tribuno consular (438 a.C.) Lúcio Quíncio foi eleito tribuno consular em 438 a.C. com Mamerco Emílio Mamercino e Lúcio Júlio JuloLívio, Ab Urbe condita, IV, 16... Durante seu mandato, a colônia de Fidenas () se revoltou contra os romanos, expulsando a guarnição local e se aliando ao rei de Veios, Tolúmnio, assassinando depois os emissários enviados por RomaLívio, Ab Urbe condita, IV, 17..
Guerra contra Fidenas
Em 437 a.C., Lúcio Quíncio foi escolhido mestre da cavalaria (magister equitum) pelo ditador e colega Mamerco Emílio, que nomeou como seus legados, Tito Quíncio Capitolino Barbato, que já havia sido cônsul por seis vezes, e Marco Fábio Vibulano. Enquanto Lúcio Quíncio comandava o centro do exército, apoiado pela cavalaria, Mamerco comandava pessoalmente a ala esquerda e conseguiu uma grande vitória, recebendo um triunfo por elaLívio, Ab Urbe condita libri IV, 2, 20..
Tribuno consular (425 a.C.)
Em 425 a.C. foi eleito tribuno novamente, desta vez com Aulo Semprônio Atratino, Lúcio Fúrio Medulino e Lúcio Horácio BarbatoLívio, Ab Urbe condita, IV, 35..
Neste ano foi firmada uma trégua de vinte anos com Veios, derrotada no ano anterior por Mamerco Emílio Mamercino à frente das muralhas de Fidenas, e uma outra de três anos com os équos.
Tribuno consular (420 a.C.) Em 420 a.C., foi eleito pela terceira vez, desta vez com Marco Mânlio Vulsão e, novamente, Lúcio Fúrio Medulino e Aulo Semprônio AtratinoLívio, Ab Urbe condita, IV, 44..
Neste ano não houve conflitos com os povos vizinhos, mas, na cidade, a tensão foi grande por causa da eleição dos questores, uma posição que até então era um apanágio dos senadores e que, com base numa nova lei, podia ter membros eleitos inclusive da plebe. O processo, conduzido por Aulo Semprônio, leva à eleição de candidatos todos patrícios, o que provoca a ira dos tribunos da plebe Aulo Antíscio, Sexto Pompílio e Marco Canuleio Broughton 1951, p. 70.. Eles conseguem então condenar o primo de Aulo Semprônio, Caio Semprônio Atratino, cônsul em 423 a.C., pela má condução da guerra contra os volscos em 423 a.C. e obrigam-no a pagar uma multa de asses.
Foi também em 420 a.C. que o processo contra virgem vestal Postúmia, acusada de má conduta, foi finalmente encerrado com sua absolviçãoLívio, Ab Urbe condita IV, 44, 11-12.
Ver também
Bibliografia
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século V a.C. Categoria:Mortos no século V a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Tribunos consulares Categoria:Mestres da cavalaria da República Romana Categoria:Quinctii