Collonges-la-Rouge (Colonjas em Occitano) é uma comuna francesa limusinense (de Limousin) na região administrativa da Nova Aquitânia, no departamento de Corrèze. Estende-se por uma área de 14,31 km². A valorização do seu património beneficia o município que faz com que tenham 420 ha de monumento histórico classificado e 189 ha incluídos no Inventário Suplementar de Monumentos Históricos.DREAL du Limousin, Les sites remarquables du Limousin, t. 3, Les Ardents éditeurs, 2017, p. 251.

Pertence à rede de As mais belas aldeias de França.

Geografia

Localização A localidade está situada a 19 km ao sudeste de Brive, na orla dos planaltos limusinos a Norte (a uma altitude de cerca de 500 m), num planalto de calcário 500 metros mais baixo, em frente do Quercy a uma distância de 4 km a sul. Está localizada no Causse Corrézien, no extremo setentrional do Causse de Martel. Geologia A povoação está construída em grés vermelho do Puy de Valège, que culmina a 450 m da aldeia. Está instalada na primeira camada de calcário de Quercy e Perigord depositada pelo mar do Jurássico La faille de MeyssacLes principales formations géologiques autour de Brive. Académie de Limoges, sur futura-sciences.com.

No Triássico a região situava-se na latitude do Sahara actual, o que originou oxidação de minerais ferrosos do grés na forma de hematite, devido ao clima tropical quente e seco e do teor de óxido de ferro nesta rocha (2,2% para o de Collonges, donde os tons de grená e borra de vinho enquanto o dos Vosges é cor de rosa e o de Brive é branco e com tonalidades de amarelo e borras de vinho).DREAL du Limousin, Les sites remarquables du Limousin, tomo 3, editor Les Ardents éditeurs,2017, 252. Um circuito para passeio de dupla utilização (automóvel e pedestre) foi criado em 2010 para valorização turística e educacional da composição geológica local. Inclui cinco estações com painéis de texto interpretativo ilustrados (penhasco Sinemuriano com calcário elevado a mais 50 metros num lugar chamado a garganta da Croix du Buis, dobra sinclinal “em joelho" na estação 5). Este património geológico também é valorizado no centro da localidade de Noailhac numa sala de exposição sobre a geologia, o '’Espaço de Descoberta da Failha de Meyssac e da Pedra" inaugurado em 30 de maio 2015http://noailhacpatrimoine.fr/notre-patrimoine/geologie, “Géologie à Noailhac”, consultado 11 de abril de 2019.

Situação

A falha geológica originou uma clara dissociação entre as paisagens, com variações em termos de vegetação, práticas agrícolas e morfologia. Os solos de grés (grés e argila vermelha) do planalto cristalino a norte são ocupados por matas de castanheiros ou matas mistas (carvalhos-castanheiros), charnecas (urzes, samambaias de águia, giestas e tojo), os seus lados com pomares ou vinhedos: as charnecas de solo ácido foram divididas, cercadas de paredes de pedra seca e lavrados para dar terras cultivadas. Este panorama verdejante contrasta com o sul, onde solos calcários suficientemente profundos têm no topo do planalto bosques de carvalhos DREAL du Limousin, Les sites remarquables du Limousin, t. 3, Les Ardents éditeurs, 2017, p. 253.

O local da freguesia é assim dominado a norte pelas colinas de Puy Valège (404 m de altitude). Para o oeste, o horizonte fecha-se na colina de Puy de Vésy (planalto de calcário com grés a 298 m de altura). Abaixo ao sul, dois morros arredondados em ambos os lados da aldeia de Treuil cercam o local. A leste, o território protegido termina no vale Meyssac caracterizado por uma longa saliência de calcário orientada norte-sul (175 m de altitude)DREAL du Limousin, Les sites remarquables du Limousin, t. 3, Les Ardents éditeurs, 2017, p. 252.

História

Os monges da Abadia de Charroux fundaram um priorado no século VIII que atraiu uma população de camponeses, artesãos e comerciantes que viviam e prosperavam em torno de suas muralhas fortificadas. O acolhimento de peregrinos para Compostela através Rocamadour foi uma fonte duradoura de lucro. Em 1308, o visconde de Turenne concedeu à aldeia o direito à alta, média e baixa jurisdição, permitindo-lhe governar o nascimento de linhagens de promotores, advogados e notários. O recinto depressa se tornou pequeno demais para conter toda a população e os arrabaldes foram criados. Após as guerras religiosas francesas, a reconstrução da fortuna da nobreza coincidiu com a ascensão do poder do viscondeThibaut Fauvergue, "Le vin en Corrèze", periódico Vie corrézienne, 23 de junho de 2017, número 3778, p. 11}}.

Depois da venda do viscondado à Coroa de França em 1738 – que acabou com os privilégios fiscais – e depois da Revolução Francesa, que causou a destruição dos edifícios do priorado, a povoação retomou uma prosperidade de curta duração no início do século XIX, mas mais tarde a sua população diminuiu lentamente e a localidade ficou uma espécie de pedreira. No início do século XX, alguns aldeões criaram a associação Les Amis de Collonges (Os Amigos de Collonges) e obtiveram a classificação de toda a aldeia como monumento histórico em 1942Création de l'association.

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